O GURGEL INCONFIDENTE

"Jornada de Mártires", de Antonio Parreiras, que retrata a marcha dos inconfidentes levados presos de Minas Gerais para o Rio de Janeiro como réus da conspiração. Crédito da imagem: Entre Tantas Histórias
O processo
Nos meses seguintes (à prisão dos inconfidentes), as autoridades realizaram devassas em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Por ordem da rainha Maria I a Louca, instalou-se no Rio de Janeiro, em dezembro de 1790, um tribunal de alçada, a mais alta instituição de justiça da colônia, para completar a investigação. A corte se compunha de seis desembargadores, três enviados de Lisboa e três nomeados pelo vice-rei.
A devassa prolongou-se até 1792 e, em 18 de abril daquele ano, foi lavrada a primeira sentença, que condenou 11 réus à "morte natural para sempre" no patíbulo: Tiradentes, Freire de Andrade, Álvares Maciel, Alvarenga Peixoto, Domingos de Abreu, Luís Vaz, Amaral Gurgel, José Resende da Costa, José Resende da Costa Filho, Vidal de Barbosa e Oliveira Lopes. Três réus haviam morrido na prisão e os outros foram absolvidos. Depois da leitura da sentença divulgou-se uma carta régia, até então mantida em sigilo, na qual D. Maria I concedia ao tribunal poderes para comutar a pena de morte em degredo. Em nova sentença, de 20 de abril, os juízes decidiram que não devia ser poupado apenas o "infame réu" Joaquim José da Silva Xavier, considerado "indigno da real piedade". Os demais foram condenados a degredo perpétuo ou temporário na África e tiveram os bens confiscados.
Em 21 de abril de 1792 foi cumprida a sentença contra Tiradentes, que na devassa chamara a si toda a responsabilidade pelo movimento e afirmara ter agido "sem que outra pessoa o movesse ou lhe inspirasse coisa alguma". Tiradentes subiu ao partíbulo com serenidade e firmeza. Os pedaços de seu corpo esquartejado foram expostos nos caminhos do Rio de Janeiro a Vila Rica, para lição ao povo.
Foram mandados para o degredo na África os réus Alvarenga Peixoto, Tomás Antônio Gonzaga, João da costa Rodrigues, Francisco Antônio de Oliveira Lopes, Salvador de Carvalho do Amaral Gurgel, Vitoriano Gonçalves Veloso, Álvares Maciel, Freire de Andrade, Domingos de Abreu Vieira, Luís Vaz de Toledo Piza, José Aires Gomes, Antônio de Oliveira Lopes, Vicente Vieira da Mota, Domingos Vidal de Barbosa, João Dias da Mota, José de Resende Costa e José de Resende Costa Filho, o único que retornou ao Brasil. Os sacerdotes implicados tiveram processo à parte e cinco deles foram condenados e enviados a Lisboa, onde ficaram presos na fortaleza de São Julião da Barra. Três tiveram comutada a pena de enforcamento para prisão perpétua: os padres Carlos Correia de Toledo e Melo, José Lopes de Oliveira e José da Silva e Oliveira Rolim. Os dois primeiros morreram na prisão e o padre Rolim voltaria ao Brasil, assim como o cônego Luís Vieira da Silva e o padre Manuel Rodrigues da Costa, mais tarde constituinte e deputado, como Resende Costa Filho. O delator Joaquim Silvério recebeu como recompensa da rainha Maria I o título de fidalgo da Casa Real, uma pensão anual de 400 mil-réis e o hábito da Ordem de Cristo.
Embora não tenha passado da fase conjuratória, a inconfidência mineira foi sem dúvida um marco na luta pela independência do Brasil e apresentou, pela primeira vez na história da colônia, características de um movimento de cidadania nacional revestido de ideologia política.
Fonte: Avicena
Biografia
Para conhecer a história do inconfidente Salvador de Carvalho do Amaral Gurgel, nascido em Parati - RJ, médico, recomendo a leitura  de dois excelentes trabalhos disponíveis na internet:
Um Gurgel fluminense que foi inconfidente mineiro, de João Bosco Serra e Gurgel. In: Google Docs.
O inconfidente que virou santo: estudo biográfico sobre Salvador Carvalho do Amaral Gurgel, de Adelto Gonçalves. In: Scielo. PGCS

QUARTO DE EMPREGADA

Uma das obsessões da construção civil tem sido o barateamento das unidades habitacionais que constrói. Evidentemente, isso tem limites. Um apartamento cuja sala é ém "I" - e não em "L", como inicialmente se previa - acaba afastando os prováveis compradores. Um acabamento anunciado como de primeira e que não o é, idem. Experiências revolucionárias com a utilização de novos materiais como fazer as paredes de papier mâché (papel amassado), então nem fala. Antes de tudo, o adquirente de um imóvel é um sujeito conservador.
E a política de minimização de custos das construtoras acaba sobrando para uma dependência: o quarto da empregada, o qual tem sempre dimensões liliputianas por maiores que sejam as do apartamento. Descrevendo um deles, Rubem Braga disse: "Um quartinho tão minúsculo onde uma pessoa não pode respirar com muita força que esgota completamente o ar." Embora tal nível de consciência não o impedisse de transformar o quarto de empregada no despejo do apartamento. Na oportunidade em que Braga recebeu uns fardos pouco desejáveis e que "não podiam ficar na saleta do cronista".
Ao comprador de um apartamento Millôr Fernandes dá a seguinte orientação no item armários embutidos: "Conte o número e o tamanho dos armários embutidos. Mas conte com cuidado porque, muitas vezes, você pensa que está diante de um armário embutido e está diante do quarto de empregada." Ora, imaginam os senhores construtores que a empregada doméstica, feito aspargo em lata, dorme em pé? E que, nas paredes do quarto, assim que ela se instalar, não vai também afixar uns pôsteres de Michael Jackson, Xuxa Meneghel e Paulo Ricardo? O tipo do detalhe que deixa o compartimento ainda mais exíguo.
E o quarto em questão continua num processo de encolhimento que faz lembrar a anã branca (a qual, por uma associação de ideias, faz lembrar Adelaide, a anã paraguaia).
O assunto quarto de empregada eu falo com conhecimento de causa. Em 1972, eu morei num quarto-e-sala do edifício Corumbá, em Copacabana. Republicanamente, com colegas médicos recém-formados, e todos "duros". O quarto-e-sala ficava ali no Posto 2, próximo ao afamado Beco da Fome (do qual eu não pretendo fazer aqui nenhum comercial). Um dia, porém, quando a vida em república já cansava, recebi o convite para ir morar num local mais família. O convite veio de minha irmã Marta e de seu marido João Cunha(do), que estavam fixando residência na Glória.
Então, ai de ti Copacabana! Peguei meus teréns e fui morar na rua Benjamin Constant, onde cheguei a vez primeira com o coração todo ofegante (devido à ladeira, meu irmão).
No pequeno apartamento da Glória, coube-me o quarto da empregada. Tão pequeno, ele, que uma vez aberta a cama de campanha não sobrava espaço para alojar outro pertence. Quando, por exemplo, queria pensar, eu precisava pegar o elevador de serviço (tinha a permissão), atravessar o saguão do prédio, e descer a rua no rumo das obras do metrô do Rio. A razão inclusive por que me tornaria um peripatético.
Uma gozada coincidência. Um dia, por razões de serviço, eu fui transferido da rua Benjamim Constant para a cidade de... Benjamim Constant, no Amazonas. Ora, vá gostar de positivismo assim... E, devido a essa repetição de nomes, o Exército quase não me deu a ajuda de custo para a tal transferência.
Nem por isso, naquele quarto, eu passava maus quartos de hora. Minto, eles aconteciam. Apenas quando a cama de campanha estava armada e não era hora de dormir. Mas eu era feliz e... sabia. Só não sabia era... como tinha conseguido sair do quarto o valente pedreiro que o construiu? o eletricista? o pintor, hein, hein, hein?

GURGEL CARLOS E SILVA GARCIA: PARENTES

André, que tem uma página (family tree) no MyHeritage, recuou em sua ancestralidade até encontrar os nomes que ligam a sua família, a Silva Garcia, à família Gurgel Carlos. Eis as suas conclusões:
"Paulo Gurgel Carlos da Silva é um 4º primo de segundo grau de André da Silva Garcia.
Porque:
1. João Gurgel Garcia é pai de André da Silva Garcia
2. Francisca Gurgel Garcia é a mãe de João Gurgel Garcia
3. Eugênio Gurgel do Amaral é pai de Francisca Gurgel Garcia
4. Vicente Oliveira Gurgel do Amaral é pai de Eugênio Gurgel do Amaral
5. Cândido Gurgel do Amaral é pai de Vicente Oliveira Gurgel do Amaral
6. Isabel Gurgel do Amaral é irmã de Cândido Gurgel do Amaral
7. Maria Gurgel Valente é filha de Isabel Gurgel do Amaral
8. Almerinda Gurgel Valente é filha de Maria Gurgel Valente
9. Elda Gurgel Coelho é filha de Almerinda Gurgel Valente
10. Paulo Gurgel Carlos da Silva é um filho de Elda Gurgel Coelho
É assim que somos parentes!"

"PORTEIRAS E CURRAIS"

Recebi este livro diretamente das mãos de seu autor: Miguel Santiago Gurgel do Amaral.
No ano de 1969, quando ele era o provedor da Santa Casa de Misericórdia em Fortaleza. E no dia em que, ao visitar o Hospital Psiquiátrico São Vicente de Paulo (Asilo de Parangaba), que era subordinado à administração da Santa Casa, ele fez questão de conversar com o acadêmico de medicina de plantão. Este seu criado Paulo Gurgel.
Naquela ocasião, depois de fazer algumas perguntas sobre quem eram meus ascendentes, o provedor me brindou com um exemplar de seu "Porteiras e Currais".
Apesar de pequenino, aquele livro era, até então, a melhor fonte de informação que um Gurgel podia encontrar sobre a família. Só em 1986 é que surgiria o "Na Trilha do Passado", de Aldysio Gurgel do Amaral.
Acompanhou-me, por algum tempo, o livro de Miguel Gurgel e depois não sei como o mesmo se extraviou.
Não, não ponham a culpa nos cupins por isso. Nem na viúva que, um dia, ao partir eu legarei a esse mundo menor.

FAMÍLIA GURGEL EM OTÁVIO BONFIM - REMINISCÊNCIAS DE FERNANDO GURGEL

Lembro muito do bairro de Otávio Bonfim.
Minha avó paterna, Dionísia Gurgel de Souza, era prima do Zequinha Gurgel. Este morava em uma casa colada à Siqueira Gurgel, de frente para a Avenida Bezerra de Menezes. Minha avó morava em outra casa colada à Siqueira Gurgel, no lado oposto à do Zequinha Gurgel, de frente para o trilho do trem. Quase em frente ao que tinha sido o Usina Ceará Esporte Clube.
Meu tio, Aldemir Gurgel de Souza, foi um Diretores - ou Presidente, não sei bem - do Clube. À época morava perto do Depósito Araxá, bem perto de Otávio Bonfim e, atualmente, mora na Aldeota.
Meu tio Agenor Gurgel de Souza morava na Vila Gurgel, perto da Siqueira Gurgel. Ali jogamos muita bola. Muita pela quantidade, a qualidade era zero. Mas era diversão garantida.
No Bairro de Otávio Bonfim e arredores, além de meus avós paternos, lembro que moravam meus tios: Almir Gurgel de Souza - creio que este morava na Justiniano de Serpa -, Henrique Gurgel de Souza, Walmir Gurgel de Souza e Terezinha Gurgel Cordeiro. Estes, ali perto onde existiam os Depósitos Araxá, de propriedade dos tios Henrique e Walmir, e o Depósito Gurgel, de propriedade do Nestor Holanda Gurgel.
Ali perto morava, também, a família de tia Perpétua Gurgel Valente, irmã de minha avó Dionísia. Os filhos de tia Perpétua eram o Rui Pinheiro, Airton, Ubaldina, Olegário e Reni.
Estudei no Colégio Estadual Liceu do Ceará até o ano de 1968, quando conclui o ensino médio. Eu e meus irmãos, sempre que podíamos, íamos ao Cine Familiar. Na época já não era tão familiar assim. Proliferava umas figuras muito esquisitas nas sessões de cinema.
Atualmente moro no Distrito Federal.
Tenho algum contato com o jornalista e escritor João Bosco Serra e Gurgel, filho de Nertan Holanda Gurgel e Maria Nielsen Serra e Gurgel. Creio que eles moraram, também, em Otávio Bonfim.
O João Bosco é Diretor de Comunicação Social da Casa do Ceará, em Brasília. No portal da Casa do Ceará ele conta muitas histórias de Acopiara e tem feito alguns encontros da família Gurgel em Acopiara.
Veja lá: www.casadoceara.org.br.
É autor de um Dicionário de Gírias e está montando uma árvore genealógica da família Gurgel.

Fernando Gurgel enviou as informações acima por e-mail.
--------------------------------------------------------------------------------------
João Bosco Serra e Gurgel, citado por Fernando Gurgel, em resposta a meu e-mail enviou as informações a seguir sobre os Gurgel de Acopiara.

Sr. Paulo Gurgel,
Li o  seu blog. Grato por incluir o meu blog que está no site da Casa do Ceará em Brasilia, de onde sou diretor, na sua página. Vejo e aplaudo suas iniciativas para resgaste dos Gurgel, vossos familiares. Muitas coisas me chamaram a atenção, pois elaborei um site sobre a família Gurgel do Amaral Valente, no momento migrando para o UOL, com dados da familia Gurgel do Amaral Valente de Acopiara, Ceará.
Fi-lo para marcar os 100 anos (1908/2008) de presença em Acopiara do nosso patriarca Henrique Gurgel do Amaral Valente, nascido em Aracati e irmão de Teófilo Gurgel do Amaral Valente, um dos criadores da Siqueira Gurgel, onde trabalharam muitos Gurgel de Acopiara. Muitos deles viveram na Vila Gurgel que ficava na José Bastos,em frente ao estádio do Usina Ceará.
Identifiquei 1.600 descendentes diretos de Henrique, pai de meu avô
Francisco Gurgel Valente.
Fiquei feliz com o resgate de Otávio Bonfim, hoje Farias Brito. Ali morei 5anos, entre 58 e 63. Do lado, no Parque Araxá, moraram e moram muitos Gurgel de Acopiara.

DEZEMBRO DE 2010

  • No dia 7, Marcelo Gurgel viajou à capital paulista, para participar de uma banca examinadora de tese de doutorado na Faculdade de Saúde Pública, da Universidade de São Paulo. Foi também num dia 7, há exatos vinte anos, que ele defendeu a sua tese de doutoramento em Saúde Pública na mesma instituição.
  • Para o Natal e o Ano-Novo em Fortaleza chegaram de Campinas - SP, o casal Laerte e Meuris, e de Boston - EUA, o casal Odilon e Lia.  
  • No dia 15, o infatigável Marcelo (na foto) foi homenageado pelas Voluntárias da Radioterapia – ICC com uma placa contendo esta mensagem: “Dr. Marcelo Gurgel: As pessoas de sensibilidade e capacidade deixam marcadas suas presenças por onde passam e nós estamos felizes por termos a oportunidade de compartilhar do seu marcante trabalho.”
Foto: Blog do Marcelo Gurgel
  •  Na noite de 16 aconteceu, no Salão das Arcadas do Ideal Clube, em Fortaleza, a solenidade de Premiação do XIII PRÊMIO IDEAL CLUBE DE LITERATURA, de 2010. Marcelo Gurgel foi um dos “Destaques”, no Prêmio Rachel de Queiroz, com a publicação, na coletânea dos autores vencedores, de seu conto: “Tempo de seca e de sonho”.
  • Registre-se o recente passeio de Germano Gurgel com os filhos Marta e Tiago por terras nordestinas. No roteiro: Teresina, São Luís e Alcântara.
  • A confraternização natalina da família Gurgel Carlos aconteceu no apartamento de Luciano e Elsa e o Réveillon, no Náutico Atlético Clube. Elba e eu (Paulo), acompanhados por Érico, Raíssa e Matheus, vimos chegar o Ano-Novo no apartamento de Moacir Macedo e Maristane na Volta da Jurema. Numa casa de praia na Taíba, entre os familiares do namorado Rodrigo, Natália brindou ao ano de 2011.
  • Aniversariantes de JANEIRO: (2) Pedro, filho de José e Isabel, (13) Paolo Giorgio, filho de Sérgio e Solange e (18) Márcia Gurgel.