TRANSCRIÇÃO DE UM ENCÔMIO E DE UM REGISTRO FAMILIAR

Parabéns, mestre Paulo.
Fiquei impressionado com seu belo trabalho sobre a Genealogia da Familia Gurgel em que condensou indagações e respostas sobre nossa família, que lhe foram dirigidas e respondidas, entre 2012 e 2017. Isto reforça o nosso esforço comum em defesa de um patrimônio imaterial, que é de todos. Isto revela que a busca de identidade e referências sobre um passado longevo e mais próximo constitui preocupação dos seres humanos que miram no retrovisor de suas vidas.
Conheci um livro, no Rio de Janeiro, sobre a família Gurgel. Já voltei varias vezes à livraria, pois moro em Niterói, e não o encontrei. Estou sempre nos sebos, pois como o berço da família está no Rio de Janeiro, hei de encontrá-lo. Tivemos um prefeito do Rio, Honório Gurgel, que foi dono das terras que começam no Irajá e iam até Campo Grande. Construímos o Outeiro da Gloria, inclusive a Igreja de N.S. da Glória, hoje entregue a gestores incompetentes.
Estou em campanha para construir um monumento a Salvador de Carvalho Gurgel do Amaral, em Paraty, onde seu nome foi aposto numa rua que nem motorista de táxi sabe onde fica. Já consegui duas adesões de peso para a ofensiva. É o maior nome de Paraty e do Estado do Rio de Janeiro, que acolheu Tiradentes de braços abertos e que desprezou Salvador.
A proposito de nossa descendência, mando-lhe o artigo que escrevi sobre o livro que o nosso Jarbas Studart Gurgel pretendia publicar para marcar os 300 anos da chegada da família Gurgel no Nordeste e que resgata muitos outros ramos da família Gurgel. Ele me pedira para escrever a apresentação., estive em sua casa antes de sua morte, me deu um exemplar xerocado.
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Por ultimo, quando tiver espaço, peço um registro familiar.
Minha filha, Ivana Marilia Mattos Dias Serra e Gurgel, engenheira química com mestrado na COPE, da UFRJ, e que trocou a Engenharia pela Diplomacia acaba de ser promovida a Ministro de 2a. classe e removida para Bruxelas, onde será Ministra Conselheira da Delegação do Brasil junto a Comunidade Econômica Europeia. Não é nada, não é nada, sei que há muitos Gurgel diplomatas, mas ela tem no nosso ramo de Gurgel uma referência: um irmão do meu bisavô, José Gurgel do Amaral Valente, nascido em Aracati, foi o último embaixador do Brasil nos Estados Unidos, no Império, e o primeiro da República.O meu bisavô que é o fundador da família Gurgel Valente, de Acopiara. se chamava Henrique Gurgel do Amaral Valente, também irmão do nosso Teófilo Gurgel Valente, fundador da Siqueira Gurgel. em Fortaleza
Forte abraço.
JB Serra e Gurgel

RAÍZES DE LUIZ: REDENÇÃO E ACARAPE

Paulo Gurgel Carlos da Silva
Os dois municípios, Redenção e Acarape, se conectam pela rodovia CE 060 como se um dos municípios fosse o prolongamento urbano do outro. Guardam as mesmas características do solo, fértil e propício ao cultivo da cana-de-açúcar, assim como os mesmos referenciais hídricos, que são as águas originárias do rio Pacoti, de seus afluentes e o represamento delas a jusante no açude Acarape do Meio.
Origem e formação de Redenção
Primitivamente, o nome Acarape designava a sede de Redenção. Suas origens remontam ao século XVIII, quando ali se instalaram os primeiros agricultores, beneficiários das vastas e fecundas terras da região.
Ainda pertencente à Vila de Baturité, Acarape (atual Redenção) passou a ter o seu distrito policial, cujo registro guarda como instrumento de apoio o Ato Provincial de 18 de março de 1842. Em 1868, Acarape foi desmembrada de Baturité e elevada à categoria de Vila. A elevação à categoria de Vila provém da Lei nº 1.255, de 28 de dezembro de 1868, com a instalação do Poder Municipal em 28 de agosto de 1871.
Pelo pioneirismo na libertação dos escravos no Estado do Ceará, foi outorgado a Acarape o nome de Redenção. A elevação à categoria de Município provém da Lei Provincial nº 2.167, de 17 de agosto de 1889, com o nome outorgado, memória rediviva da redenção do negro no Ceará.
Origem e formação de Acarape
O atual município de Acarape foi o antigo povoado de Calaboca (ou Cala Boca). Ainda modesto, o povoado de Calaboca quis então homenagear suas origens, e passou a chamar-se Acarape a partir de 1926.
Antes, porém, desse fraternal e justo acontecimento, a povoação de Calaboca recebeu do acaso a cota de benefício pelo qual foi responsável a Ferrovia Fortaleza-Baturité. Esse benefício constou da Estação Ferroviária, construída pela Companhia e inaugurada a 26 de outubro de 1879.
O povoado, então, despertou de sua longa apatia, e pequenos comerciantes se estabeleceram na localidade. Com isso, a população do povoado rapidamente cresceu. Ao chegar o momento oportuno, seus moradores se arregimentaram, requereram e obtiveram a elevação do povoado à categoria de Vila, tendo como instrumento de apoio a Lei nº 2.376, de 18 de setembro de 1926, ganhando, também, a mudança de nome para Acarape. Sua elevação à categoria de Município, já com a denominação atual, provém da Lei nº 11.308, de 16 de abril de 1987.
Com a desativação do trem de passageiros em 1988, a estação fechou. Por alguns anos, abrigou a Secretaria de Cultura de Acarape e atualmente o prédio da estação é a sede do Paço Municipal.
Foto: PGCS, em 8/11/2017
Luiz, o filho de Acarape
Em 1916, passada a Seca de 15, nossos avós paternos José e Valdevina deixaram Pereiro e fixaram residência em Acarape, à época fazendo parte do município de Redenção, onde José Carlos adquiriu uma propriedade rural conhecida por “Pau Branco”. Naquelas terras banhadas pelo Rio Pacoti, como era de vocação da região, José Carlos passou a investir no plantio da cana-de-açúcar, além de algumas culturas de subsistência.
O consórcio de José e Valdevina Carlos da Silva gerou sete filhos que “vingaram”. Nascido em 1918, Luiz Carlos foi o segundo dos filhos do casal, sendo o primeiro deles a nascer em Acarape.
Luiz fez o Curso Primário de 1927 (ao que tudo indica) a 1931 em uma escola municipal em Redenção, condição que o obrigava a percorrer, diariamente, mais de uma légua a pé ou, ocasionalmente, no lombo de um jumento, para superar a distância que separava o sítio Pau Branco do local de aprendizado.
A Seca de 32 produziu um rude golpe em sua carreira de estudante. Seu pai, que esperava usar parte dos recursos amealhados em 1931, para enviá-lo a Fortaleza, onde Luiz daria início a seu curso ginasial, viu-se impossibilitado de fazê-lo, porque a prioridade, agora, era lutar pela manutenção de toda a família.
Na vigência da seca e nos dois anos seguintes, Luiz teve de continuar no meio rural, enfrentando o duro labor de arar e semear a terra, sob o sol escaldante, além de moer a cana e cuidar dos animais de criação para ajudar a prover o sustento da família.
Finalmente, em 1935, após aprovação em exame admissional, ingressou no Colégio Cearense do Sagrado Coração.
Luiz, o filho adotivo de Fortaleza
Concluído o curso de Direito, Luiz jamais esqueceu sua terra natal. Como advogado, ia semanalmente a Acarape e Redenção onde prestava assistência jurídica a uma numerosa clientela. Nos períodos eleitorais, era nestes municípios que ele obtinha uma parcela significativa dos votos como candidato a deputado pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e, depois, pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT). Por muito tempo, o getulista Luiz foi a principal liderança local do PTB.
Além disso, havia o sítio Pau Branco. Administrado pelo irmão caçula Valter, que continuou a morar em Acarape, era com ele que Luiz trocava frequentes ideias sobre os rumos na condução da propriedade. Houve ainda um período em que ele se dedicou ao comércio de aguardente. Luiz comprava em Acarape tonéis desta bebida para engarrafá-la em Fortaleza, sob os nomes de “Esportiva” e “Uiscana”.
Cronologia
1842 - Criação de um distrito policial em Acarape, Baturité.
1868 - Acarape é desmembrada de Baturité e elevada à categoria de Vila.
1879 - É construída uma estação de trem da Ferrovia Fortaleza-Baturité em Calaboca, povoado da Vila de Acarape.
1889 - Acarape, com o nome de Redenção, é elevada à categoria de Município. 1915 - Seca do 15 no Ceará
1916 - José e Valdevina fixam residência em Calaboca.
1918 - Nasce Luiz Carlos da Silva.
1919 - Ano de seca no Ceará
1926 - Calaboca passou a se chamar Acarape, em honra às origens.
1932 - Ano de seca no Ceará
1935 - A família Carlos da Silva passa a morar em Fortaleza e Luiz ingressa no Colégio Cearense.
1987 - Acarape passa a ser Município.
São considerados como anos de seca, aqueles em que o desvio anual normalizado pela média, em todo o Estado do Ceará (Figura 1), apresentou um valor inferior ou igual a –40%. Segundo este valor os anos foram (1915, 1919, 1932, 1958, 1983, 1993 e 1998).
Referências
ACARAPE. Site: www.ceara.com.br. Disponível em: http://www.ceara.com.br/m/acarape/index.htm. Acesso em: 25/11/2017.
ACARAPE. Site: pt.wikipedia.org. Disponível em: . Acesso em: 25/11/2017.
ALVES, J.M.B. et al. Principais secas ocorridas neste século no Estado do Ceará: uma avaliação pluviométrica. Disponível em: http://www.cbmet.com/cbm-files/13-1380726e80520f5fb2161d562051b1ad.pdf. Acesso em:25/11/2017.
ESTAÇÕES FERROVIÁRIAS DO BRASIL. Site: www.estacoesferroviarias.com.br. Disponível em: http://www.estacoesferroviarias.com.br/ce_crato/acarape.htm. Acesso em: 25/11/2017.
REDENÇÃO. Site: www.ceara.com.br. Disponível em: http://www.ceara.com.br/m/redencao/index.htm. Acesso em: 25/11/2017.
REDENÇÃO. Site:pt.wikipedia.org. Disponível em: . Acesso em: 25/11/2017.
SILVA, G.G.C. da. Avós paternos. In: SILVA, M.G.C. da; ADEODATO, M.G.C. Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE/ Expressão, 2008. p.19-22.
SILVA, M.G.C. da. A formação educacional de Luiz Carlos da Silva. In: SILVA, M.G.C. da; ADEODATO, M.G.C. Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE/ Expressão, 2008. p.63-70.
SILVA, M.G.C. da. Refazendo o caminho: passado e presente de uma família. Fortaleza: Edição do autor, 2012. 144p.
SILVA, P.G.C. da. Moradas e vizinhos. In: SILVA, M.G.C. da; ADEODATO, M.G.C. Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE/ Expressão, 2008. p.39-41.
SILVA, P.G.C. da. O Tigre da Abolição. Site: Linha do Tempo. Disponível em: http://gurgel-carlos.blogspot.com.br/2017/11/o-tigre-da-abolicao.html Acesso em: 29/11/2017.

CASAMENTO DE CAMILA E YAN

A cerimônia de casamento de Camila e Yan, ela - filha de José Francisco da Cunha e Louiziane Gurgel da Cunha, e ele - filho de Roberto Lobo e Florence Lobo, será realizada hoje (9), às 20 horas, no Maison Fest Buffet, na Rua Dr. Francisco Gadelha, 855 - Luciano Cavalcante, em Fortaleza, Ceará.
Após a cerimônia, os convidados serão recepcionados no local.
10/02/ 2018 - Atualização da notícia com a inserção de uma foto
Crédito da imagem: PGCS

O ENGENHEIRO QUE VIROU BAIRRO (2)

Em outubro de 2010, aqui postei a nota Linha do Tempo: O ENGENHEIRO QUE VIROU BAIRRO. Nestes termos:
Em 1922, a Rede Viação Cearense (RVC) inaugurou uma de suas estações no quilômetro 3 da linha férrea Fortaleza-Crato. Algum tempo depois, a estação recebia o nome de Otávio Bonfim, em homenagem a um dos engenheiros da RVC. A região de Fortaleza que se desenvolvia em torno dessa estação logo passou a ser chamada de bairro Otávio Bonfim. E a mudança de sua designação para Farias Brito (o nome de um filósofo cearense), apesar de ter caráter oficial, até hoje não "pegou". Ao lado, uma autêntica raridade: a reprodução de uma fotografia do engenheiro Otávio Bonfim.
Pois bem. Não havia, até então, essa imagem disponível. Pelo menos, na internet, que é atualmente a grande fonte das imagens. Um dia, casualmente, ao assistir a um programa da TV local sobre o bairro Otávio Bonfim, percebi uma fugaz exibição dessa imagem. Localizado no YouTube o vídeo em que ela se encontrava, congelei-a em meu computador, fiz um print screen (captura de tela) e editei-a.
Publicada em Linha do Tempo, a reprodução fotográfica fez carreira própria. Através do site Estações Ferroviárias (o mais completo do gênero no Brasil), onde foi novamente publicada, a foto do engenheiro chegou à primeira página do Google. E quem pesquisa textualmente "Otávio Bonfim" no gigante das buscas logo se depara com a imagem do engenheiro na caixa de endereçamento para a Wikipédia.
Acesso em 28/01/2018, 16;41
Atualizei: LIVROS QUE FALAM DO BAIRRO OTÁVIO BONFIM COM SEUS FRANCISCANOS FRADES E A FAMÍLIA GURGEL-CARLOS

UM NOVO LIVRO PARA LUIZ CARLOS DA SILVA

APRESENTAÇÃO
Em janeiro de 2008, para comemorar os 90 anos de nascimento de nosso pai, Luiz Carlos da Silva, foi lançado, na sede local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), o livro “Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva”, coroando um esforço familiar construído no correr do ano de 2007. Em 2017, passados dez anos da elaboração da edição anterior, pusemos em marcha a montagem de um segundo livro da mesma temática sobre o nosso patriarca, a ser lançado em janeiro de 2018, por ocasião do seu centésimo natalício, se vivo ele fosse. A proposta estava amparada em alguns textos adicionais sobre nosso genitor, publicados na mídia cearense e noutros livros de cunho memorialístico, e em homenagens póstumas a ele prestadas, culminadas na sua escolha de patrono da cadeira 22 da Academia Cearense de Direito. O meu irmão primogênito Paulo, de pronto, acatou ser o co-organizador da obra em foco. No seio familiar, repleto de seus rebentos escritores, obteve-se a guarida da pena dos filhos Paulo, Márcia, Marcelo, Meuris, Luciano, Magna e Mirna, que produziram textos específicos para este livro. Dois tios: Edmar e Grasiela, que conviveram, proximamente, com Luiz Carlos, em anos recuados, trouxeram à baila suas recordações. O genro Fernando Adeodato manifestou sua admiração ao sogro por meio de um acróstico. Como a segunda geração dos descendentes do casal Luiz e Elda Gurgel, por inteiro, completou a graduação, e todos já atuam como profissionais no mercado de trabalho, inseriu-se uma pequena biografia de cada um desses netos, acompanhada das respectivas lembranças que guardavam do avô, cabendo à neta Diana recolher e coligir esses apontamentos. Houve-se o cuidado, tanto quanto possível, de não se repetirem autores de depoimentos inclusos no livro comemorativo dos 90 anos, atrás reportado, bom como de incluir assuntos que não foram apontados anteriormente. Para a presente publicação, foi possível destacar o seu querido Instituto Padre Anchieta, trazendo a lume as contribuições de seus antigos alunos: Marlene Alexandre Rolim, Vicente de Paula Falcão de Moraes, Jair Braga de Lima, Mauro Falcão Moraes e Zenaide Braga Marçal. O legado jurídico de Luiz Carlos da Silva é reforçado pelo artigo do desembargador João Byron de Figueirêdo Frota e o do promotor de justiça Leonardo Gurgel Carlos Pires, o único dos netos que com ele trabalhou no seu escritório de advocacia. Nesse interstício decenal, vários amigos e colegas do aqui perfilado, foram chamados de volta à Casa do Pai, ou estão impossibilitados de alinhavar palavras. A sua turma de graduados na Faculdade de Direito, que no último dia 8 de dezembro de 2017 completou 70 anos de formatura foi desfalcada duramente, dela restando poucos sobreviventes. O título dado a este livro: “Luiz, Mais Luiz!” foi sugerido por Paulo Gurgel e tem a ver com a expressão: “Licht, Mehr Licht!”, as últimas palavras atribuídas a Goethe, daí porque esse gênio da literatura alemã aparece na capa deste livro. Estima-se, mais uma vez, que o exemplo ofertado por nossa família, ao reunir flagrantes de uma vida, em uma publicação comemorativa, que assinala o centenário de nascimento de nosso genitor, possa encetar em muitas outras famílias o desejo de perpetuar os valores humanos dos seus antecessores. Que Deus o guarde sempre entre os Seus acolhidos, meu pai.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Para leitura e download do livro:
https://pt.scribd.com/document/370334049/Livro-LUIZ-MAIS-LUIZ-Organizado-Por-Marcelo-e-Paulo-Gurgel

CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE LUIZ CARLOS DA SILVA

PROGRAMAÇÃO
24/01/2018, quarta-feira
Lançamento no Ideal Clube de "Luiz, mais Luiz! - Centenário de nascimento de Luiz Carlos da Silva", livro organizado por Marcelo e Paulo Gurgel, filhos do homenageado.
Apresentador: Vicente Moraes, autor de "Anos Dourados em Otávio Bonfim"
Local: Terraço Cultural do Ideal Clube
Endereço: Avenida Monsenhor Tabosa, 1381, Meireles · Fortaleza/CE
Horário: 19h30
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28/01/2018, domingo
Missa gratulatória na Igreja Nossa Senhora das Dores, em Otávio Bonfim (Farias Brito), às 19 horas.
Em seguida, haverá uma confraternização dos familiares do homenageado com amigos e paroquianos da Igreja N. Sra. das Dores, no Salão Paroquial Santo Antônio, com a apresentação de um vídeo de reminiscências e o relançamento do livro "Luiz, mais Luiz!", com renda destinada às ações sociais da paróquia.
CONVITE Blog do Marcelo Gurgel

O RESTAURANTE TREMENDÃO

Situado no início da rua Padre Pedro de Alencar, à margem da Lagoa de Messejana, o restaurante Tremendão foi uma das referências do bairro.
Pesquisa
MESSEJANA. Churrascaria
Com um churrasco gaúcho autêntico, será inaugurado na sexta-feira vindoura, às 20 horas, o Tremendão Churrascaria, casa de merendas situada próxima (sic) à Lagoa de Messejana.
"O Povo", de 20 de junho de 1967
Memória
Na década de 1970 e seguintes, os funcionários do Hospital de Messejana (HM) costumavam realizar suas festas de confraternização nas dependências da churrascaria.
Professores convidados para dar palestras no HM, findo o compromisso eram levados para almoçar no Tremendão.
Servindo uma culinária típica do Nordeste naquele tempo, seus pratos eram muito elogiados pelos palestrantes. Um destes foi o Dr. Gerson Pomp, pneumologista do Rio de Janeiro, que veio ministrar um curso na especialidade em Fortaleza.
Muito comum, no Tremendão, a formação de algum grupo para cantar em torno de um violão, contando para isso com o beneplácito de seus proprietários.
O restaurante também impressionava pelo belíssimo pôr do sol que apresentava, refletido nas águas da Lagoa de Messejana.
À margem da lagoa, Juraci Magalhães, em seu terceiro período como prefeito de Fortaleza, mandou construir um calçadão, indo da avenida Frei Cirilo até a rua Capitão Afrânio, contornando em seu trecho inicial o restaurante Tremendão.
No processo de urbanização da região, além dos passeios e ajardinamentos feitos, placas explicativas foram acrescentadas para orientar os passantes. E uma estátua da índia Iracema, com 13 metros, foi colocada nas águas da lagoa.
Iracema, segundo o romance do nosso conterrâneo José de Alencar, saía da Lagoa de Messejana e ia banhar-se na Bica do Ipu.
Atualidade
A estátua necessita de uma restauração, e o Tremendão é agora uma loja de fast food.
Desconfio que os funcionários do HM transferiram suas comemorações para o Sabor do Baião. Este restaurante fica na Frei Cirilo, num ponto em que eles só precisam atravessar a avenida.
Cronologia
Tremendão Churrascaria(20/06/1967)
Tremendão Meat House Restaurante (data da abertura: 27/03/2001)
Frigideira Cearense (2008)
Habib's (2013)
Tremendão, visto da Lagoa, em seu tempo de Frigideira Cearense (foto de 2010).

BODAS DE 4O ANOS DO CASAMENTO DE MÁRCIA E FERNANDO

13/01/2018 - Os jornalistas Fernando Adeodato Jr. e Márcia Gurgel comemoram hoje as bodas de 40 anos do casal
40 anos - Bodas de Rubi (ou Esmeralda). Os nomes não são oficiais e, por isso, muitas vezes há diferenças na designação de algumas bodas.
Márcia Gurgel casou-se, em 1978, com Fernando Adeodato Jr., com quem teve três filhas, nascidas nesta sequência: Melissa, Vanessa e Larissa. Melissa formou-se em engenharia química, é professora da Unicamp (SP), casada e tem dois filhos (Rafael e Lucas); Vanessa é médica nefrologista, com atuação profissional em Fortaleza, casada e tem dois filhos (João Victor e Lívia); Larissa é médica veterinária, com atuação profissional em Fortaleza, solteira e reside com os pais.
O termo boda tem sua origem no latim "vota" que significa "promessa". Bodas (o nome é mais usado no plural) são celebrações feitas por ocasião das datas de aniversário de casamento em que os compromissos com a referida união matrimonial são renovados.
A tradição das bodas surgiu nos pequenos povoados da Alemanha, onde havia o costume de oferecer uma coroa de prata aos casais que fizessem 25 anos de casados, e uma de ouro aos que chegassem aos 50, e hoje essa integração integra a cultura ocidental.
Com o passar dos séculos, foram criadas outras simbologias para os demais anos, em que o material que empresta o nome às bodas vai do mais frágil ao mais resistente. Começando no primeiro ano, com as bodas de papel, até chegar às bodas de Jequitibá dos 100 anos de união.
14/01/2018 - Atualização da notícia com a inserção desta fotografia:
Fernando e Márcia ouvem a filha Melissa ler um texto alusivo à data.

09/01/2018 - 200 K

LINHA DO TEMPO ALCANÇA A MARCA DE 200 MIL ACESSOS.

ÁRVORES GENEALÓGICAS

Werner Mabilde Dulliu
Existem basicamente dois tipos de árvores genealógicas: a árvore de ascendentes e a árvore de descendentes.
A árvore de ascendentes, ou também árvore de costados, ou árvores genealógica inversa, é, como já diz o nome, a árvore formada pelos antepassados - pais, avós, bisavós, trisavós, tetravós, etc. de um indivíduo. Ela parte da data recente e vai para a data antiga e é a árvore particular que se refere somente a um indivíduo.
A árvore de descendentes, ou também árvore de geração, ou árvore genealógica direta, também, como diz o nome, é a árvore formada pelos filhos, netos, bisnetos, trinetos, tetranetos, etc. de um indivíduo. Ela parte da data antiga e vem para a data recente. É a árvore coletiva de vários indivíduos que têm um ancestral em comum.
Essas árvores têm estruturação diferenciada.
A de ascendentes é geométrica, racional, porque para cada filho há dois pais, quatro avós, oito bisavós, dezesseis trisavós e assim por diante. A cada geração que se recua temos o dobro de antepassados.
A de descendentes é orgânica e aleatória, pois que cada casal terá um número aleatório de filhos.
A genealogia tradicional distingue duas formas de representar os trabalhos genealógicos: por árvores, que são consideradas tão somente os gráficos, e os tratados ou títulos, que são a parte descritiva das árvores. Nós porém entendemos como árvore o trabalho genealógico completo, o tratado, como a parte analítica, e o gráfico como a parte sintética.
A árvore analítica, como diz o nome, trata de cada um dos membros da árvore ao detalhe, dando dados de sua vida, fazendo sua biografia.
A árvore gráfica contém somente o nome do integrante da árvore, na sua posição relativa, e pode ser simplesmente esquemática ou ser enriquecida com acréscimos gráficos, transformando-a em uma representação artística.
Para que possamos identificar os diferentes membros de uma árvore, é necessário que lhes atribuamos endereços ou códigos que nos permitam posicioná-los devidamente.
Ler mais 
Vídeo interessante: Genealogia por DNA

RÉVEILLON DE 2018 EM MARANGUAPE

Já passamos outros réveillons em cidades do interior cearense. As vantagens: festas menos barulhentas, o de-vestir informal, facilidades para ir e vir, deitar mais cedo e não ter que pular as tais sete ondas.
Nós aguardaríamos a chegada de 2018 em Maranguape: Elba, o neto Matheus e eu. Um projeto que logo recebeu a adesão do nosso filho Érico e da nora Aline.
(Natália e Rodrigo, que estiveram conosco durante o período natalino, haviam retornado no dia 30 para Belém.)
Às páginas 365 de 365, saímos de Fortaleza (às 10 horas) com destino a Maranguape. A caminho, passamos no Passaré, no condomínio em que moram Érico, Aline e Jack (o cão shih-tzu do casal).
Com a família reunida no carro, pegamos a rota da Osório de Paiva para Maranguape.
"Estátua" para Chico Anysio
Maranguape é um município cearense localizado na Região Metropolitana de Fortaleza, a 27 km da saída da capital do Estado. É berço do historiador e jurista João Capistrano de Abreu, do humorista Chico Anysio e de outros nomes importantes do país. Seu relevo inclui as serras de Pirapora, da Aratanha, do Gavião e o Pico da Rajada, uma elevação com 980 metros acima do nível do mar. O município é também sede do Cascatinha (o mais antigo balneário da RM de Fortaleza, em funcionamento contínuo desde a sua fundação) e do Y-Park, um complexo turístico do grupo Ypioca.
Recebidas as chaves dos quartos que reservamos na Pousada Pirapora, fomos ao "Pé de Serra" para um almoço que consistiu de feijão verde com queijo, baião de dois, tiras de picanha, macaxeiras fritas e farofa.
Tirei o resto da tarde para descansar (numa rede que levei de casa) e navegar na internet, enquanto Érico, Aline e Matheus faziam suas apostas no jogo "Banco Imobiliário".
À noite, um passeio até a praça Capistrano de Abreu, o logradouro principal da cidade. O "Cabana da Serra" e o "Paulinho Grill" promoveriam logo mais suas festas de réveillon, e decidimos por passar a virada do ano no primeiro. Para atender à grande procura por mesas, o restaurante havia aumentado a sua capacidade, expandindo-se para a via pública. Ficamos em uma mesa perto do palco, onde um grupo musical já estava a postos para iniciar a função.
Às 12 horas, ao som de "Marcas do que se foi", nos abraçamos e desejamos uns aos outros os votos de Feliz Ano-Novo. (*)
Érico, Aline, Paulo, Matheus e Elba, no "Cabana da Serra"
Após o café da manhã, saí para fazer a primeira caminhada do ano. Com a maior parte de suas atrações turísticas fechadas (por conta do feriado), Maranguape não se deu a bem conhecer. Poucas fotografias foram feitas.
Aqui faço o registro de alguns pontos turísticos da cidade: o Solar Bonifácio Câmara, que é sede da Biblioteca Pública Municipal Capistrano de Abreu (à qual fiz há tempos a doação de um exemplar do livro Portal de Memórias), a Casa Chico Anysio, o Centro de Arte Folclórica, a Sociedade Artística Maranguapense e o Eco Museu.
E, fora da área cultural, acrescentemos o Maranguape Shopping Center.
Antes de deixarmos Maranguape, almoçamos no "Pé de Serra". Desta vez, os pedidos incluíram um peixe ao molho de camarão. E retornamos à tarde para a mui leal e heroica cidade de Fortaleza.
(*) Assim, é engraçado que grande parte da humanidade estoure fogos, abra o champanhe e se felicite num determinado instante de tempo, que convencionamos chamar de início do ano novo. É certamente bastante inexato do ponto de vista astronômico, mas seria muito pouco divertido celebrar, digamos, às 5:49:12 h da manhã do dia seguinte! ~ Renato Sabbatini, in Ciclo, epiciclos e o Ano Novo
A médica pneumologista e blogueira Ana Margarida Rosemberg comentou esta nota, em 06/01/18.

A BUSCA DE ANDRÉ GARCIA POR LIVROS DE GENEALOGIA

2 nov 2017
Olá, primo, também descendo dos Gurgel do Amaral. 
Sou eu o André, dono do blog Meu Sangue Brasileiro.
Eu estou em busca há algum tempo de livros que tratem da genealogia da família Gurgel do Amaral.
Já tenho até agora uma cópia destes livros:
"Na Trilha do Passado", de Aldysio Gurgel do Amaral;
"Uma Família do Século XVI", de Heitor Gurgel;
E estou na pista destes outros:
"Porteiras e Currais", de Miguel Santiago Gurgel do Amaral. Estou no aguardo de um retorno do contato.
Encontrei uma prima nossa distante do ramo do sudeste que possui o livro "Paraty caminho do Ouro", de Heitor Gurgel e Edelweiss Campos. Pretendo adquirir uma cópia assim que possível.
Recentemente, descobri mais um livro que não sabia existir "Amaral Gurgel e Gurgel do Amaral", de Oscar Nogueira Marques. Que espero ser possível conseguir uma cópia.
Afora que estou esperando os dois tomos que comprei de"Primeiras famílias do Rio de Janeiro - Séculos XVI e XVII", de Carlos Grandmasson Rheingantz. [https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Grandmasson_Rheingantz]
Sem contar que, nesse meio tempo, achei outras obras que preenchem lacunas genealógicas. Afinal de contas, não descendo apenas dos Gurgel do Amaral, e dos quais não herdei o sobrenome. 

26 nov 2017
Olá, Sr. Paulo Gurgel Carlos da Silva, boa tarde.
Dias atrás escrevi-lhe sobre a pista que tenho a respeito do livro "Porteiras e Currais".
Eu consegui esse contato (cita e-mail) pertencente ao Sr. (cita nome completo).
Que é parente do Sr. Pereira do município cearense Jaguaruana (que foi quem me passou o contato). O Sr. Pereira é administrador da página no facebook "Jaguaruana em P e B".
Pesquisando sobre o Sr. (cita nome), descobri que é representante comercial, motivo pelo qual talvez ainda não tenha me respondido...
Tendo em vista que um representante comercial costuma viajar bastante.
O Sr. (cita nome)  é representante comercial da empresa de plástico (cita nome de empresa).
Eu moro no Norte (Manaus - AM) e, no momento, estou sem telefone celular.
Você pode tentar um contato (cita telefones e e-mail) com ele?

27 nov 2017
Resposta - Meu caro André Garcia,
Contatei com o Sr. (cito nome).
Já nos conhecíamos. Ele é irmão da Sra. (cito nome), que foi casada com meu tio (cito nome). Em alguma época, ele foi meu cliente e tem um filho chamado de Paulo Gurgel, também médico no Ceará.
Não sabe onde está atualmente o seu exemplar de "Porteiras e Currais", mas se comprometeu em me avisar caso aconteça de localizar esse livro (provavelmente emprestado).
Agora é aguardar.
No próximo domingo devo publicar, em "Linha do Tempo", um dos artigos do seu blogue "Meu Sangue Brasileiro".
Um abraço.
29 nov 2017
Prezado Sr. Paulo,
Já consegui o livro "Primeiras Famílias do Rio de Janeiro (Séculos XVI e XVIII)", de Carlos G. Rheingantz, que trata das primeiras gerações dos Amaral Gurgel no estado carioca (a sua origem no Brasil).
Ainda estou negociando com uma pessoa, o livro "Amaral Gurgel e Gurgel do Amaral" de Oscar Nogueira Marques, todavia as negociações não tem sido fáceis.
Estive lendo um artigo de 2009, de autoria do Sr. Marcelo Meira Amaral Bogaciovas, "Franceses em São Paulo: Séculos XVI-XVIII" (http://ptdocz.com/doc/1208304/franceses-em-s%C3%A3o-paulo). Marcelo descende dos Amaral Gurgel do sudeste. No fim da seção dedicada à prole de Toussaint Gurgel, para ser mais exato nas entrelinhas da nota 85, dá a entender que fará um livro. Marcelo é historiador e escritor.
Correspondi-me por e-mail com ele (foi um pouco difícil achar o e-mail dele), que me confirmou que está escrevendo, porém não tem tido muito tempo. Se tudo der certo, daqui a uns poucos anos, haverá mais um livro sobre a família.
Desde já agradeço, primo Paulo, o seu contato com o Sr. (cita nome), que também é um primo, já que todos os Gurgel possuem a mesma origem no Brasil.
25 dez 2017
Tenho uma boa notícia para lhe dar.
Consegui obter o livro "Porteiras e Currais", de um outro parente nosso, que também vive no Nordeste.
Na verdade, não é o livro original (foi digitado por ele, o livro original que, na verdade, é uma cópia já é bem frágil), mas pretendo deixar o arquivo que ele me enviou o mais próximo possível do original.
Se quiser posso já lhe enviar o arquivo que tenho para que leia (ele não está fiel ao original, está sem algumas páginas por exemplo, e o conteúdo de cada folha digitada não está fiel ao original). Ou, se preferir, enviarei essa versão digitada e, posteriormente, a versão em PDF igual ao livro (para que a divulgue em seu blog, afinal de contas, é um livro procuradíssimo e outros parentes nossos precisam ter acesso a obra de Miguel). Ou, ainda lhe enviar apenas a versão em PDF (quando estiver pronta).
28 dez 2017
Resposta - Envie-me a versão em PDF quando estiver pronta.

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ATUALIZANDO ...
2 jan 2018
Olá, primo Paulo,
Conforme relatado e prometido, seguem os links do livro "Porteiras e Currais", de Miguel Santiago Gurgel do Amaral.
Eis a versão digitada:
https://www.dropbox.com/s/i9cih7y7l6ymgsq/Porteiras%20e%20Currais%20%28livro%29%20-%20digitado.pdf?dl=0
Eis a versão livro:
https://www.dropbox.com/s/cqplsim8gm1693z/Porteiras%20e%20Currais%20%28livro%29.pdf?dl=0
Pretendo lhe enviar também (antes farei um levantamento), arquivos sobre os primeiros Amaral Gurgel (os cariocas mencionados nos tomos de Carlos Grandmasson Rheingantz).

FESTAS DE CONFRATERNIZAÇÃO EM DEZEMBRO DE 2017

Dia 23
Almoço de confraternização da família Macedo Pinto no apartamento de Zaíra Macedo, na Praia do Futuro, organizado pela cunhada Rosy Mary (Meirinha).
Grato a Zaíra, Márcia e Maristane pelos presentes que recebi. De Maristane Macedo ganhei o livro "Médico de Homens e de Almas", de Taylor Caldwell. E o pudim de leite que a Meirinha serve nessas ocasiões é de se comer rezando.
Dia 24
Jantar de confraternização da família Gurgel Carlos no salão de festas do Condomínio Les Jardins, no Cocó, organizado por minha irmã Meuris.
Andreas Heger, esposo de Mirna, presenteou a matriarca de nossa família (foto) com uma Pirâmide de Natal. As Pirâmides de Natal (Weihnachtspyramide) são decorações natalinas que têm suas raízes no folclore e  costumes da Alemanha, mas que se tornaram populares internacionalmente. Elas compreendem uma moldura exterior piramidal decorada com candelabros e um carrossel central em vários níveis com um rotor na parte superior que, conduzido pelo ar quente das velas acesas, faz movimentar o carrossel. Este, por sua vez, é decorado com cenas da Natividade embora possa sê-lo também com cenas da vida cotidiana.
Pirâmide de Natal
Jantar de confraternização da família Almeida Soares em Curió, na Lagoa Redonda.
Apenas fui deixar Elba, Natália e Rodrigo no local em que transcorria esta festa natalina que reunia os familiares do meu genro Rodrigo: a residência do casal Marcos e Bárbara.
Dia 25
Churrasco de confraternização da família Almeida Gurgel, na Cidade dos Funcionários, organizado pela prima Solange.
Uma tarde muito agradável. O encontro foi animado por um trio musical formado por Paulo Feitosa Gurgel e dois tios dele.  O Paulinho é um excelente cantor e o anfitrião Sr. Jair, esposo de Solange e que é atracador de embarcações, irradia bom humor. Dei uma "canja" no violão.

HOJE É NATAL

Diogo Fontenelle
Hoje é Natal, hoje é azul domingo de verão, praia e sol.
Natal que me devolve os tempos de colégio pela maré,
O Natal dos sinos dominicais a ecoar por via de caracol,
Caracol de esperas por Papai Noel a descer na chaminé.

Hoje é Natal e fico a reviravoltear a ampulheta dos dias,
Quando eu vestia a vida com cheiro de talco e madrigal,
Quando eu aprendia o nome das coisas. Mas, não sabia
Das essências do mundo, do mel e do feito em vendaval.

Hoje é Natal e não mais espero pelo Bom Velhinho Noel.
Sei que os sinos não dobram por mim. Eu apenas resisto.
Hoje é Natal e necessito um fiapo de sonho em carrossel,
Uma gota de poesia nesse horizonte de vazio imprevisto.

Bônus:
Uma apresentação da USAF Band na Grand Central Station

O CINEMA DE ARTE NO FAMILIAR

"É pura emoção ver esta imagem, que saudades. Quantas vezes frequentei a sala do Cine Familiar e, quase todos os dias, lá estava assistindo a todos os gêneros de filmes: bang-bang, "O Ébrio", Elvis Presley, e tanto outros. Naquela época não tinha uma formação consistente sobre cinema, cheguei a ver a obra-prima "Cidadão Kane", que foi exibido numa sessão de cinema de arte e, veja só, o filme recebeu uma estrondosa vaia! Muito jovem, nem eu mesmo saquei, mas já naquela época senti que o filme tinha algo a mais."
O comentário acima foi enviado pelo leitor Benevides2010 para uma foto do Cine Familiar que postei no Flickr em 2007. Sem acessar minhas fotos no Flickr desde então, só recentemente é que fui ver o comentário deste leitor, a quem agradeço pelo registro de sua opinião.
https://www.flickr.com/photos/92445308@N00/542846467/in/dateposted-public/
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Ver: http://www.cinemadearte.com.br/cinema-de-arte/
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Segue-se um agregado de notas e notícias em "Linha do Tempo"sobre o Cine Familiar de Otávio Bonfim:
O COMEÇO DO CINE FAMILIAR
O FIM DO CINE FAMILIAR
O MURO DAS FORNICAÇÕES - 1
O MURO DAS FORNICAÇÕES - 2
ENSAIOS SOBRE O CINE FAMILIAR
NO ESCURINHO DO CINEMA
O CINEMA DE ARTE NO FAMILIAR (esta postagem)

NATÁLIA NA POLÍCIA CIVIL DO PARÁ





A cearense Natália de Macedo, graduada em Direito pela Universidade de Fortaleza (Unifor) e aprovada no exame da OAB - CE em 2013, acaba de concluir no IESP, em Marituba - PA, o Curso para Formação de Investigador da Polícia Civil do Estado do Pará.
Seus pais lhe desejam muito sucesso no cargo público que deverá assumir.

UMA FAMÍLIA CARIOCA DO SÉCULO XVI

por André Garcia (*)
Os leitores e leitoras do blog Meu Sangue Brasileiro já devem ter notado que cito bastante o livro de Heitor Gurgel, hoje resolvi contar a história de como o ganhei.
Dia 23 de Junho de 2009 (terça-feira) tive uma conversa por e-mail com o primo Agnor Nunes Gurgel Júnior, em que relatei o pouco que sabia sobre a família da minha avó paterna.
Comovido com a história e percebendo que eu era um genealogista nato, me solicitou como resposta o meu endereço para que me enviasse um livro. Foi um gesto muito nobre.
Dia 6 de Julho de 2009 (segunda-feira), saía da Agência Alencarina em Fortaleza - CE com destino a distante cidade de Manaus - AM, o misterioso livro.
Dia 9 de Julho de 2009 (quinta-feira), cheguei em casa, depois de voltar da escola (eu estava no terceiro ano do Ensino Médio). Quando cheguei, minha irmã me deu a notícia que eu havia recebido uma correspondência.
Ao ver o envelope, primeiro analisei as duas carimbadas que revelavam a origem da correspondência que veio lá da terra das jangadas. Não posso me esquecer dos dois selos:
👀
O da direita é a "Manicure" do artista plástico brasileiro Hector Consani (1973-), que faz parte do catálogo de selos postais dos Correios desde 06/11/2006;
O da esquerda é "Marcel Gontrau', obra desaparecida do pintor brasileiro Cândido Portinari (1903-1962), que faz parte do catálogo de selos postais dos Correios desde 08/12/2003;
(Costumava colecionar selos quando menino, por algum motivo parei, possa ser que com o tempo volte a cultivar esse hobby como antes, a ponto de me interessar novamente pela filatelia, o estudo de selos postais).
Ao abrir o envelope, encontrei a fotocópia de um livro muito procurado, que já e reli diversas vezes.
Por se tratar de um livro em edição limitada, me sinto na missão de compartilhar as informações nele contidas aqui no meu blog.
Considerei e considero o livro como um presente de aniversário atrasado.
(*) André Garcia, residente em Manaus, é o controlador do blog Meu sangue brasileiro, do qual esta postagem foi transcrita.

O TIGRE DA ABOLIÇÃO

Foto: PGCS, 08/11/2017
No saguão da antiga estação ferroviária de Acarape-CE, atual sede do Paço Municipal da cidade, encontra-se uma placa com os seguintes dizeres:
Nossa homenagem ao passageiro mais ilustre da Estação de Acarape,
José Carlos do Patrocínio
José do Patrocínio era filho de uma escrava alforriada e, aos 14 anos, deixou a fazenda da família para tentar a vida na cidade do Rio de Janeiro. Em 1877, ingressou na redação de "A Gazeta de Notícias', onde intensificou os ataques à política escravocrata. Na capital do império, o Tigre da Abolição", como era conhecido por sua luta pela abolição da escravatura, veio de trem até pequena Vila de Acarape, acompanhado da Sociedade Libertadora Cearense, onde desembarcou nesta estação para dar o primeiro passo rumo a uma sociedade livre e fraterna, sem distinção de raça e cor.
Nossa cidade, nas palavras de Joaquim Nabuco em carta da Inglaterra afirma: "O Ceará é maravilhoso. Parece incrível que essa província faça parte do império. Acarape é mais do que um farol para todo o país: é o começo de uma pátria livre". Neste momento, Acarape foi destinada por seus filhos a fincar no solo da pátria a semente que germina um sonho de liberdade plantada pelos aguerridos abolicionistas.
A alforria dos escravos tornou-se uma grande festa cívica em que foram libertados 116 escravos. Há menos de um ano antes da província do Ceará, em março de 1884, Acarape aboliu a escravatura em 1º de janeiro  de 1883.
Raul Pompéia, o grande romancista, derrama-se em louvores. "O Acarape começa. Vai nascer o futuro". De volta ao Rio de Janeiro, José do Patrocínio denomina o Ceará "Terra da Luz".
Acarape, 29 de novembro de 2013
Em comemoração dos 140 anos do início da operação da linha férrea que trouxe o Grito da Liberdade.

GIROS FINAIS EM SANTIAGO

15/11 - quarta-feira
Foi o nosso último dia em Santiago do Chile. Quando seguimos um roteiro que poderíamos chamar de "nosso" (fora do pacote turístico).
Iniciando-o, por volta das 8 horas da manhã, com uma "caminhada de reconhecimento" da avenida Apoquindo. Nesse horário, muita gente já estava a andar apressadamente em suas largas calçadas. Em toda a sua extensão, a avenida recebe os passageiros de seis estações do metrô de Santiago.
Havia chovido um pouco antes de sairmos do hotel e fazia frio.
Em certo momento, paramos para apreciar um espetáculo inusitado. O edifício central do Costanera Center, que tem uma altura de 300 metros, o que faz dele o arranha-céu mais alto do Chile e da América Latina, como que "brincava de esconder" o seu topo nas nuvens (à maneira de alguns edifícios de Dubai).
No meio de tanta modernidade, vimos um pouco adiante uma farmácia mapuche. Sabe-se que há várias delas na cidade. No Chile, curandeiros mapuches são autorizados a trabalhar no atendimento de pacientes da etnia indígena, inclusive em hospitais.
A Apoquindo começa na avenida Tobalaba, como uma continuação da avenida Providencia, e termina no setor de Los Dominicos, quando se bifurca em duas ruas. Ela segue o antigo traçado de um caminho colonial para a Cordilheira. Ela passa por vários bairros da classe sócio-econômica alta, inclusive Las Condes. As sedes de importantes empresas e várias embaixadas estão localizadas na avenida Apoquindo. É onde está o coração do setor financeiro da cidade, conhecido popularmente como "Sanhattan".
Ao meio-dia, pegamos o trecho Alcántaras - Leones da Linha 1 do metrô e fomos ao restaurante Giratório. O Giratório fica no 18º andar de um edifício na rua Nueva Providencia, próximo a Los Leones. O restaurante é assim chamado porque faz um giro de 360 graus a cada hora, o que propicia a seus frequentadores uma visão panorâmica de todos os lados da cidade. A comida é muito boa e os pratos são individuais. O restaurante tem um cardápio normal e um cardápio executivo para o horário das 12 às 16 horas. O cardápio executivo só é apresentado quando o cliente o solicita. Consta de entrada, prato principal, sobremesa e bebida, sempre em duas opções. Restringindo-se a ele, duas pessoas almoçam por 33 mil pesos chilenos (cerca de 240 reais) com a propina incluída.
No Giratório
(No 16º andar do mesmo edifício, há outro restaurante com visão panorâmica, mas que não gira.)
Na avenida Andrés Bello, a poucas quadras de onde estávamos, fica o Costanera Center, ao qual fomos a pé para "facilitar a digestão". O Costanera Center - um complexo com quatro prédios ocupados por um shopping, escritórios, hotéis e centro de convenções. em que o shopping ocupa os 6 andares inferiores da torre principal, conhecida como Gran Torre de Santiago.
Desde 2014, o shopping Costanera Center passou a atrair ainda mais os visitantes com a inauguração do Sky Costanera. Um mirante situado no 62º andar da Gran Torre Santiago que oferece uma vista de 360 graus de toda a cidade. Os ingressos para o mirante apresentam preços que variam conforme a idade do adquirente e o dia da semana.
Após Elba ter feito compras (mas não todas), saímos do Costanera para um segundo shopping, o Parque Arauco. Menor do que o primeiro, o Arauco (que estava em obras) apresenta um aspecto mais simpático. Tem lojas, quiosques, salas de cinema e uma praça de alimentação, assim como qualquer shopping. Mas o Arauco, na entrada que dá para a avenida Kennedy, tem o seu Boulevard del Parque, com muitos bares e restaurantes. Lamentamos não termos estado no tal Boulevard anteriormente.
Os dois shoppings dispõem de uma modalidade de serviço de táxi, o táxi seguro, em que as corridas são previamente acertadas com os clientes para evitar que estes sejam ludibriados por taxistas desonestos.
Costanera
Arauco










Às 21h30, uma van da CVC nos transportou do Hotel Leonardo da Vinci ao aeroporto internacional de Santiago (distância: 27 km) para a nossa viagem de volta ao Brasil. O avião da Avianca decolou na hora prevista (0h55, do dia 16) e chegou pontualmente a Guarulhos, onde a companhia aérea nos ofereceu a opção de embarque num voo mais cedo para Fortaleza, o que imediatamente aceitamos.
Links internos:
http://blogdopg.blogspot.com.br/2015/12/um-dia-inesquecivel.html (FGF)
https://blogdopg.blogspot.com.br/2017/11/chile-tem-dois-ganhadores-do-nobel-de.html
(5 de 5)

CORDILHEIRA DOS ANDES

14/11 - terça-feira
Em 1975, passei cinco dias em Bogotá, um dos quais reservei para conhecer a cidade de Villavicêncio, capital do departamento de Meta. Situada no sopé da Cordilheira dos Andes, a 90 quilômetros da capital colombiana, ir a Villavicêncio foi um agradável passeio feito em ônibus de linha, a partir de Bogotá. No estilo bate-pronto, indo e voltando no mesmo dia. Com a continuidade da excursão, ainda me aconteceu de sobrevoar os cumes nevados dos Andes em duas oportunidades: indo de Bogotá a Quito, onde passei três dias, e ao prosseguir a viagem de Quito para Lima.
Agora, retorno à Cordilheira, desta vez acompanhado de Elba, para a realização de um novo passeio andino. Um passeio panorâmico nos Andes Centrais chilenos, margeando o Rio Mapocho e com paradas previstas em Valle Nevado e Farellones.
Em linha reta, a distância entre o centro histórico de Santiago e o Valle Nevado é 32 quilômetros. No entanto, a subida de um local com 500 metros de altitude para outro situado na montanha, com 3.100 metros de altitude, faz com que a distância e o tempo de viagem se tornem bem maiores.  E a estrada de acesso, mesmo estando sem neve no atual período, requer boa experiência de quem dirige o veículo. É estreita e tem um total de 62 curvas íngremes e fechadas até chegar ao centro de esqui de Valle Nevado. E quem dirige também precisa tomar cuidado com os outros veículos que trafegam em sentido contrário e com os ciclistas de alta performance que pedalam pelo caminho. 
Elba, en el Valle Nevado (no muy cubierto de nieve) 
Por não estar no inverno, os equipamentos da estação de esqui de Valle Nevado não estavam funcionando. Apenas uma loja que vende roupas de inverno e acessórios para neve estava aberta a eventuais compradores. E seus hotéis também estavam fechados, embora os visitantes possam circular livremente pelas áreas comuns da estação. Condores foram vistos pousados em telhados de onde decolavam para os voos que eles fazem aproveitando as correntes aéreas. Parecem urubus crescidos, com os machos podendo ser identificados pelo anel de penas brancas que ostentam no pescoço, além de serem mais corpulentos do que as fêmeas.
No começo da tarde, conforme a hora combinada, retornamos à van que nos levaria a Farellones. Além de uma estação de esqui (também temporariamente fechada), existe no lugar um vilarejo. Com casas, escola e um pequeno comércio. No único restaurante de Farellones, almoçamos. Ou, pelo menos, tentamos fazê-lo. Pensem na qualidade da comida. Diante das minhas justas reclamações, a dona do estabelecimento aquiesceu em que eu não pagasse a propina (ora, esta é só sugerida no Chile).
Farellones e sua vizinha El Colorado são duas estações de neve perto da capital chilena. Muito antigas, foram desde sempre uma área de lazer para os amantes da natureza e dos esportes de inverno que viviam em Santiago – e que passaram a construir casas de fim de semana, e assim fizeram surgir estes dois vilarejos de montanha.
E a volta para Santiago, principalmente para o desespero de uma turista em pânico, pareceu mais demorada. Restou-me continuar vendo as florzinhas amarelas típicas da região que, contrastando com a cor cinza das  montanhas, chegavam a formar tapetes nas encostas, tal a quantidade delas; as minicachoeiras produzidas pelo degelo dos glaciares (que preparam o Rio Mapocho para sua passagem por Santiago, a caminho do Pacífico); e, à beira da estrada, uma raposa da tarde, hesitante entre fugir e se aproximar de nós (teríamos algum petisco para ela?).
(4 de 5)

VIÑA DEL MAR E VALPARAÍSO

13/11 - segunda-feira
Partindo de Santiago, a principal via de acesso a Viña del Mar e Valparaíso é a Ruta 68, a qual também  passa pela comuna de Casablanca. Mas antes de chegarmos a esta rodovia, tivemos de percorrer algumas avenidas de Santiago do Chile, como a Los Conquistadores, e de passar pelo túnel de San Cristóbal, um sistema de dois túneis que cruzam no sentido norte-sul o Parque Metropolitano da cidade.
A construção da Ruta 68 teve um grande impacto na forma de viver de grande parte dos chilenos. Esta rodovia liga duas das três áreas urbanas mas populosas do país: a Grande Santiago e a Grande Valparaíso, sendo a rota terrestre mais transitada do Chile.
Em certa altura da viagem vimos uma massa de névoa a se deslocar no rumo de Santiago. A guia turística Miriam explicou que esse tipo de névoa surge no oceano, passa por sobre a Cordilheira da Costa e, sem trazer algum benefício direto à poluída Santiago, vai esfriar a Cordilheira dos Andes.
Entre os quilômetros 69 e 72 da Ruta 68 fica Casablanca, uma região de vinhedos. Em alguns deles, a gente vê cultivos de rosas brancas e vermelhas. Os rosais, que costumam ser atacados por parasitas antes das parreiras, servem para alertar os vinicultores da iminência de uma praga nas parreiras. As rosas brancas sinalizam as parreiras de uvas brancas e as rosas vermelhas, as parreiras de uvas para vinhos tintos. Faz sentido.
No Rio Tinto, uma tienda de vinos, o nosso grupo parou para uma sessão de degustação de produtos da casa.
Elba, fotografada no Rio Tinto, no Valle Casablanca
Viña del Mar
Conhecida como a "cidade jardim", Viña del Mar encanta por suas belezas naturais, o que inclui a sua longa orla no Oceano Pacífico. Sua estética urbana mistura prédios modernos com mansões e castelos que adornam a cidade. Pertenceram a ricas famílias de antanho e alguns destes foram transformados em museus e centros de diversão. Como o glamoroso Casino Municipal, imperdível para quem gosta de jogos de azar (não é o meu caso).
O blogueiro, fotografado em frente ao relógio das flores de Viña del Mar
Em frente ao Museo Fonck há uma estátua da Ilha de Páscoa. É o único moai que existe fora do local em que foi esculpido.
A gastronomia da cidade é baseada em peixes e frutos do mar. Fomos conferi-la no restaurante Chez Gerald.
Viña del Mar é, por excelência, a comuna chilena que aloca mais recursos para o turismo em termos de hotéis, festivais, embelezamento urbano etc. Seja graças à sua proximidade com Santiago (120 km) ou por sua localização privilegiada dentro do Grande Valparaíso e da área portuária, é um dos locais mais importantes para a economia chilena. Em fevereiro, acontece anualmente o Festival Internacional da Canção de Viña del Mar, um dos mais importantes da América Latina.
Valparaíso
Após o almoço, fomos a Valparaíso.  A cidade se caracteriza por morros (42) com vistas para o Oceano Pacífico. Tivemos a impressão de que ali estávamos num imenso anfiteatro A distribuição geográfica peculiar de Valparaíso, em que as colinas invadem a costa, possibilita que de uma colina se consiga visualizar as demais. E a cidade possui diversos funiculares, um dos quais (o da foto ao lado) foi por nós utilizado para o desfrute de uma visão panorâmica de Valparaíso, inclusive de sua área portuária.
A Joia do Pacífico, como também é conhecida a cidade, é a capital da V Região do Chile. Também é sede do Poder Legislativo da nação (Congresso), do Ministério da Cultura, do Serviço Nacional de Pesca e do Comando da Armada Chilena. Tem uma população de cerca de 300 mil habitantes. Boêmia e multicolorida, Valparaíso foi declarada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, em 2003. La Sebastiana, uma das três casas transformadas em museus do poeta e diplomata Pablo Neruda está em Valparaíso (as outras duas, La  Chascona e Isla Negra estão em Santiago e El Quisco, respectivamente).
(3 de 5)

CITY TOUR EM SANTIAGO DO CHILE

12/11 - domingo
Por volta das 8 horas, a guia turística Miriam nos apanhou no lobby do Hotel Leonardo da Vinci. Tendo passado por outros hotéis, o ônibus em que embarcamos para um city tour em Santiago já estava com a maioria dos assentos ocupados por turistas, todos eles brasileiros. O passeio turístico teve como sua primeira parada o Parque Metropolitano. Um local ótimo para caminhar, tirar fotos (com flamingos brigões ao fundo) e ver "panoramicamente" o Cerro San Cristóbal de onde se tem, no dizer da guia, uma vista privilegiada da cidade.
Após percorrermos a Costanera, fizemos outra parada em "Piedras Australes", onde cada turista foi recebido com um drinque de pisco sour, o equivalente chileno da brasileiríssima caipirinha. O drinque é feito de pisco, uma aguardente de uva, ao qual são acrescentados limão, açúcar, gelo e clara de ovo. Ao degustá-lo, me lembrei de que no passado andei comprando, por curiosidade, uma garrafa de pisco peruano. Era uma garrafa preta, com a forma de uma figura inca, cujo conteúdo jamais experimentei. Já o pisco sour chileno, este pelo menos tive a satisfação de prová-lo, e confesso que gostei.
Existe uma diferença histórica entre o Peru e o Chile sobre a exclusividade de se usar o nome "pisco". Enquanto o Peru defende que "pisco" é uma denominação de origem (similar a Champagne, por exemplo) e que somente pode usar o termo "pisco" aquele produzido no Peru, o Chile defende que "pisco" é um nome genérico (como vinho ou uísque).
Quanto à "Piedras Australes", é uma loja especializada em produtos artisticamente elaborados de prata, cobre e lápis-lazúli. O cobre é a maior fonte de divisas do Chile e o lápis-lazúli (também extraído no Afeganistão e Minas Gerais) é a pedra nacional do país.
Acima, apareço numa fotografia tirada na loja, junto a uma estátua de cobre que representa um mineiro do cobre, obviamente.
Elba, observando um mostruário da "Piedras Australes"
Em seguida, fomos levados ao centro histórico de Santiago, onde podemos apreciar importantes pontos da arquitetura colonial e da história do Chile: Plaza de Armas, Catedral, Museo Histórico Nacional, Correo Central e o Palácio de La Moneda, ou simplesmente La Moneda, que fica entre duas praças. Projetado para cunhar moedas (daí o nome), em 1845 o palácio foi convertido em sede da Presidência da República do Chile.
Durante o golpe de estado de 1973, em que foi deposto e morto o presidente Salvador Allende, o Palácio de La Moneda foi duramente bombardeado. Depois de três horas de bombardeio do edifício com aviões da força aérea, foi este tomado pelo exercito comandado por Pinochet. O efeito dos explosivos, adicionados ao incêndio que se propagou a seguir, destruíram não só parte do prédio como documentos e tesouros inestimáveis. Por exemplo, a Ata de Independência do Chile, de 1818, foi irremediavelmente perdida.
Almoçamos no restaurante El Galeón, no Mercado Central de Santiago. O mercado é reconhecido por vender peixes, mariscos e produtos de artesanato, e também por abrigar um polo gastronômico. E o restaurante foi-nos indicado principalmente por servir centollas, uns caranguejos gigantes pescados na Patagônia. No entanto, com poucas chances de que eu viesse a pedi-las, porque no me gustan los cangrejos. Além disso, lia-se no cardápio que as centollas não tinham preços amigáveis. Uma "jumbo" (para quatro pessoas), por exemplo, custava 159 mil pesos chilenos (cerca de 1.100 reais) afora a propina. Decidimos pedir salmão frito, lasanha bolonhesa e água mineral.
A centolla é um crustáceo que habita o leito marinho das águas frias do sul da América do Sul. A captura deste animal é um recurso lucrativo para as cidades de terra do arquipélago de fogo. Isto levou a um incidente, em agosto de 1967, quando a escuna argentina Cruz del Sur pescava a uns quatrocentos metros da ilha de Gable (hoje sob a soberania da Argentina), foi ordenada  a afastar-se pela patrulha chilena Marinero Fuentealba. Este evento, juntamente com vários outros, levou à tensão do conflito de Beagle, na década de 1970.
Findo o city tour, voltamos ao hotel pelo metrô, seguindo um roteiro construído por informantes anônimos: Linha 2, no sentido de La Cisterna, da estação de Puente Cal y Canto até Los Heroes, em combinação com a Linha 1, no sentido de Los Domínicos, de Los Heroes até a estação Escuela Militar. Desta última, caminhamos cerca de meio quilômetro em que tivemos de passar por um túnel sob a avenida Apoquindo.
À noite, fomos ao restaurante Giratório: não sabíamos que fechava aos domingos. A solução para que comemorássemos o aniversário de Elba estava nas proximidades com o nome de La Piccola Itália, onde comemos pasteis e risotos. Fomos de Uber (2500 pesos) e retornamos de táxi (5500 pesos). O restaurante não tinha como o hotel o wi-fi para acessarmos o Uber.
(2 de 5)

PARTIU CHILE!

Período: 11 a 16/11/2017
Voos: Avianca
-----Ida: Fortaleza - São Paulo (Guarulhos) - Santiago
-----Volta: Santiago - São Paulo (Guarulhos) - Fortaleza
Hotel Leonardo da Vinci, Malaga 194. Localizado no tranquilo bairro de Las Condes, a poucas quadras das estações de metrô de Alcántara e Escuela Militar.
Passeios programados
1 - City Tour (3h)
2 - Valparaíso e Viña del Mar (8h)
3 - Cordilheira dos Andes (8h)
4 - Outros
Agência de viagem: CVC Parque Mall Shopping (Milton Xavier)
Previsão do tempo pelo Meteoblue para o dia 12 (domingo) em Santiago: 15º a 28º com 0% de probabilidade para precipitação.
Sobre o Chile
É um país da América do Sul, que ocupa uma longa e estreita faixa costeira encravada entre a cordilheira dos Andes e o oceano Pacífico. Faz fronteira ao norte com o Peru, a nordeste com a Bolívia e a leste com a Argentina. O Chile possui um território incomum, com 4 300 quilômetros de comprimento e, em média, 175 quilômetros de largura (430 quilômetros em sua parte mais larga), o que dá ao país um clima muito variado, indo do deserto mais seco do mundo — o Atacama — no norte do país, a um clima mediterrâneo no centro, até um clima frio e propenso à neve ao sul, com geleiras, fiordes e lagos. O país está localizado no Círculo de Fogo do Pacífico, região no entorno da placa de Nazca, que concentra 90% da sismicidade e vulcanismo do planeta. Sua extensão territorial é 756.102 km2 (não incluindo a reivindicação do país sobre o Território Antártico)
Atualmente, o Chile é um dos mais estáveis e prósperos países da América do Sul. No contexto da América Latina, é um dos melhores em termos de desenvolvimento humano, competitividade, qualidade de vida, estabilidade política, globalização, liberdade econômica e percepção de corrupção, além de índices comparativamente baixos de pobreza.
O Chile mantém doze estações científicas e concentra 40% da observação astronômica mundial.

Si vas para Chile, antiga canção chilena
"Campesinos y gentes del pueblo / te saldran al encuentro, viajero / y verás como quieren en Chile / al amigo, cuando es forastero." 
Conhecer Santiago
Fundada em 1541 por Pedro de Valdivia, Santiago é a cidade mais antiga do país.
Dos mais de 18 milhões de habitantes do país cerca de 7,4 milhões vivem na Região Metropolitana de Santiago, a capital do Chile desde 1810.
Com uma arquitetura que mistura a tradição com a modernidade, Santiago tem as melhores instalações urbanas e as principais sedes cívicas do país, como o Palacio de La Moneda, sede do governo nacional.
O Metrô de Santiago é o segundo maior da América Latina, atrás apenas do Metrô da Cidade do México. Contando com cinco linhas, 108 estações e uma extensão de 103 km, por ele são transportados diariamente em torno de 2 300 000 passageiros.
Santiago (UTC -4) fica uma hora atrás de Brasília (UTC -3) e tem horário de verão mais ou menos na mesma época que o Brasil.
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CENTENÁRIO DR. CARLOS ALBERTO STUDART GOMES (2)

Discurso de Dr. Gilmário Mourão Teixeira (foto) pronunciado no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, em 22/09/2017. Transcrito do Blog MEMÓRIAS de Dra. Ana Margarida Arruda Furtado Rosemberg.
--- Ao agradecer a homenagem que, generosamente, me é prestada, nesta festa de exaltação à memória de Carlos Alberto Studart Gomes, realce de seu centenário de nascimento, deixem-me que converta a minha condição de homenageado na de testemunha presencial da história, pois, contemporâneo – acerco-me dos 100 anos – e companheiro de lutas, vivemos juntos, Carlos Alberto e eu, muitas das refregas que nos desafiavam como chefes de serviços de saúde, não raramente posicionados em campos opostos, mas, sem um arranhão, sequer, nas fraternas relações que cultivamos.
Feliz a ideia de realizar este encontro de saudosa evocação, neste espaço que abrigou não só o campo de suas lutas vitoriosas, mas, também as vivências da essência da vida, pois aqui, neste mesmo rincão, Carlos Alberto viveu, por anos, ao lado da sólida e bela família que constituiu, indubitavelmente, o ente maior de sua escala de valores.
Reconheçamos o quanto é sábio aquele que dedica a vida profissional à grandeza de uma instituição, notadamente uma entidade cujo escopo é o alívio da carga de sofrimento humano que a doença determina, forma transcendental de concorrer para o restabelecimento do bem estar, ente essencial à qualidade de vida e condicionante de um dos propósitos maiores das aspirações humanas - o estado de saúde. E este desiderato Carlos Alberto cumpriu por vocação.
Quando os avanços da ciência e da tecnologia, colocaram nas mãos dos que promovem a saúde, os agentes específicos que curavam a tuberculose, prescindindo, na maioria dos casos, do acolhimento hospitalar, discutimos, por vezes neste mesmo ambiente, o destino que estaria reservado às instituições que dirigíamos, Carlos Alberto aqui, à frente do então Sanatório de Messejana e eu ali adiante, à cabeça do, à época, Sanatório de Maracanaú.
Frente às vertentes que despontavam da perspectiva de novos caminhos, o reverenciado desta tarde, homem de ampla visão, acurado auscultador do labirinto da saga das políticas de saúde, vislumbrou e combateu, arduamente, a transformação daquele modesto sanatório – a joia da coroa - criado nos anos trinta graças aos ideais do Dr. João Otávio Lobo, neste hospital agora denominado “Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes” que, sem negligenciar a tuberculose, pois cuida, atualmente, dos casos que exigem tecnologia fina, fez-se uma unidade avançada de doenças cardiovasculares e torácicas e é, hoje, um acreditado centro de referência nacional em transplantes cardiopulmonares.
Nosso homenageado é parte de uma constelação de médicos que contraíram a tuberculose quando ainda cursando a Faculdade de Medicina – condição que Carlos Alberto jamais ocultou – e, curados, dedicaram-se à especialidade voltada para a prevenção, o tratamento e o controle dessa doença, uma das calamidades que mais vítimas fez, através da história da humanidade e, nos dias atuais, dominada pelas conquistas da medicina, mas, ainda não erradicada devido aos agravos do subdesenvolvimento e à inépcia dos que doutrinam e conduzem a saúde do povo.
Não seria demasiado admitir que algo do caráter de visionário, de defensor inarredável de suas causas e de romântico, qualidades que integravam a personalidade de Carlos Alberto, tenham origem no misticismo que, então, envolvia o drama dos que padeceram de tuberculose.
José Rosemberg, um dos expoentes de nossa cultura médica, em trabalho magistral, levantou aspectos da vida de 364 tuberculosos célebres – reis, rainhas, escritores, cientistas, médicos, pintores, músicos – que viveram em épocas em que a tuberculose dizimava não só os estratos sociais que abarcam a miséria, mas também as elites, figuras que, ainda no dizer de Rosemberg, amalgamaram a tuberculose à história cultural das manifestações criativas e à dramaticidade da doença.
Não foi só por acaso, que Thomas Mann, a maior expressão da literatura alemã da era contemporânea, tenha concebido sua obra prima, a “Montanha Mágica”, enquanto paciente de um Sanatório dos Alpes suíços – o Sanatório Berghof em Davos, hoje, Waldhotel-Bellevue – numa atitude romântica, o visitei em 1998; nesse ambiente plural, Thomas Mann, também um dos mais lúcidos humanistas de seu tempo, encontra inspiração para moldar seus múltiplos personagens que, no dizer de um de seus apreciadores, arrastavam ao debate, as correntes vigentes do pensamento filosófico que envolviam o materialismo científico, o racionalismo, o iluminismo, a democracia, para alcançar os grandes temas da Fé, da Morte, da Ciência, da Filosofia, do Amor e do Tempo.
Permitam-me agora, ao encerrar este sucinto elogio, com que reverenciamos a memória de um cidadão íntegro, um médico empreendedor, que aplicou todo seu conhecimento das ciências médicas e saberes advindos da experiência de vida, na prática do bem e no desenvolvimento de entidades dedicados à recuperação da saúde, permitam-me, renovo, por apropriado, fazer um chamamento à consciência de cada um de nós, considerando a crise moral e política que ora nos desonra como nação e frente aos deveres da cidadania, para que, democraticamente, quando as urnas nos forem apresentadas, entreguemos a compatriotas dignos, e somente a eles, a condução das instituições que nos asseguram a governabilidade, a lei, a justiça, a ordem, o progresso e, acima de tudo, a liberdade e a paz.
Que a memória de Carlos Alberto nos ajude.
Dr. Gilmário Mourão Teixeira
médico pneumologista e professor aposentado da FMUFC
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IX LANÇAMENTO COLETIVO DA EDITORA DA UECE

A Editora da Universidade Estadual do Ceará (EdUECE) realizou nesta quinta-feira (26), como atividade da XXII Semana Universitária, o IX Lançamento Coletivo de Livros da EdUECE.
O evento aconteceu no Auditório Paulo Petrola, no prédio da Reitoria, Campus Itaperi, a partir das 16h, quando foram lançados cerca de 100 livros das mais variadas áreas do conhecimento.
Entre as obras expostas, constou uma publicação de autoria de Marcelo Gurgel, o livro "Ideias Médicas Circulantes: crônicas e ensaios". Com este último título, o autor, que é também professor do Centro de Ciências da Saúde da UECE, atingiu a marca de noventa e três livros publicados.
Na ocasião, houve também uma cerimônia comemorativa dos 30 anos da Editora.
"30 anos transformando pensamentos em livros"
Portal da EdUECE
31/10/2017 - Atualizando ...
O livro "Ideias Médicas Contemporâneas: crônicas e ensaios", de Marcelo Gurgel será lançado nesta terça-feira, 31 de outubro, às 19 horas, no Auditório do Sindicato dos Médicos do Ceará (rua Pereira Filgueiras, 2020 - 9º andar, Fortaleza - CE). O autor e a obra serão apresentados pelo Dr. Florentino de Araújo Cardoso Filho, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB).
A presidente do Sindicato dos Médicos do Estado Ceará, Dra. Mayra Pinheiro, convida familiares e amigos do professor Marcelo Gurgel para esta noite de autógrafos.

LANÇAMENTO DO LIVRO "À FLOR DA PELE"

A Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, regional do Ceará (Sobrames/CE), lançou no dia 19 de outubro o livro "À flor da pele", sua 34.ª antologia. O lançamento deste livro aconteceu no Auditório da Sede da Unimed Fortaleza, às 19h30, tendo como apresentador o médico, professor e escritor Dr. Flávio Leitão, membro das Academias: Cearense de Letras e Cearense de Medicina, e também sócio da Sobrames Ceará.
"O que agrada na leitura desta coletânea é a grande variedade dos gêneros literários. As musas gregas, certamente, inspiraram os colaboradores da Antologia 2017, dentre elas, Calíope (eloquência), a que preside a poesia, foi a mais generosa, traduzindo-se por mais de 40 poesias de elevada sensibilidade. Não faltou, contudo, o concurso da musa Polimnia (retórica) assim como de Clio (história)."
Flávio Leitão
Com a publicação de "A flor da pele" dá-se prosseguimento a uma série de antologias de autores médicos cearenses, a qual foi iniciada em 1981, tendo como editores em sua fase pré-sobramista os colegas Dr. Emanuel Melo e Dr. Paulo Gurgel.
Neste ano, o número de colaboradores (67) é considerado dos mais expressivos. Dr. Marcelo Gurgel, atual presidente da Sobrames Ceará, foi o responsável pela coordenação deste livro (como tem sido em números anteriores), e o cirurgião plástico Dr.Isaac Furtado programou a capa.
Marcelo Gurgel e Flávio Leitão no lançamento da Antologia 2017
Foto: Portal Arruda Bastos
Para ler mais: http://blogdasobramesceara.blogspot.com.br/2017/10/lancamento-da-34-antologia-da-sobrames.html

CORONEL GURGEL E O BANDO DE LAMPIÃO

por Geraldo Maia
Os dias que antecederam ao 13 de junho de 1927 foram de muita agitação para a população. Boatos alarmantes davam conta da penetração de cangaceiros no solo potiguar, e que o objetivo da malta era atacar Mossoró, a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.
Antônio (Valeriano) Gurgel do Amaral, o Coronel Gurgel (foto), destacada figura nos meios políticos e sociais do Estado, ex-prefeito de Natal, se encontrava na cidade e os boatos o estavam perturbando. Por precaução, resolveu pegar sua esposa que se encontrava na Fazenda "Brejo", uma propriedade da família que ficava próxima ao lugarejo Pedra de Abelhas, atual Felipe Guerra.
Fez a viagem de automóvel, tendo como chofer Francisco Agripino, mais conhecido pelo apelido de Gatinho. Acontece que por não conhecer bem a estrada que levaria à Fazenda, Gatinho muda o rumo e em determinado momento chama a atenção do Coronel para uns homens armados que se achavam à margem do caminho. Gurgel manda prosseguir a viagem, mas logo depois muda de ideia, pois o carro começa a ser alvejado pelos bandidos e perseguido por um cangaceiro, que de arma na mão exige que parem o carro. Era o cangaceiro Coqueiro, do bando de Lampião, que se aproximando do Coronel foi logo tomando-lhe a carteira de onde tirou um conto e quinhentos mil réis, a pistola automática e uma caixa de balas de rifle. Depois, revistando-o, tirou também a aliança, os óculos e o fez descer do automóvel dando-lhe "ordem de prisão".
Acontece que o rumo que Gatinho tomou, por engano, levou-os a uma faixa que havia sido ocupada pelos cangaceiros. E o Coronel Gurgel, depois de saqueado, foi escoltado à casa de Manoel Valentim, na Fazenda Santana, onde os chefes da malta se aquartelavam.
"Prendi um "coronelão", bicho de dinheiro!", grita Coqueiro aos comparsas.
Nesse momento Sabino Gomes, um dos subchefes de Lampião, encarando o Coronel, determina sua sentença:
"Você está preso por dez contos de réis!"
Depois desse rápido diálogo, foi apresentado ao Capitão Lampião e qual não foi sua surpresa ao descobrir que dois dos seus irmãos, José e Fausto, também se encontravam ali na qualidade de prisioneiros do grupo.
Num depoimento posterior, o Coronel Gurgel diz que Lampião perguntou a ele onde arranjaria o dinheiro para pagar o resgate seu e de seus irmãos, o que o mesmo respondeu que não lhe era fácil arranjar tão elevada quantia, especialmente ali. Talvez a conseguisse em Mossoró, onde tinha alguns amigos. Propôs, então, ir a Mossoró de carro, apanhar o resgate, deixando como garantia seus irmãos. Pediu, no entanto, um desconto. Sabino Gomes, que assistia a negociação, não gostou da ideia. Pelo atrevimento, aumentou o resgate para quinze contos de réis e determinou que o mesmo mandasse um dos seus irmãos, no carro, buscar o dinheiro.
O escolhido foi Fausto, que seguiu viagem levando um bilhete do Coronel Gurgel para Jaime Guedes, gerente do Banco do Brasil em Mossoró, onde dizia:
"Jaime: Estou preso pelo Sr. Virgulino, o qual exige quinze contos, preciso, porém, que você mande vinte e um contos para salvar-me e a meus irmãos. O portador é Fausto, a quem você despachará com urgência. Deus nos proteja. Antônio Gurgel. 12/06/1927".
Uma série de acontecimentos faz com que o portador não encontre mais o bando que, sendo vencido em Mossoró, foge para o Ceará. O Coronel Gurgel permaneceu com o bando até o dia 25 de junho, quando foi posto em liberdade para dar mais mobilidade ao grupo. Toda essa aventura foi registrada em um diário escrito pelo Coronel Gurgel, durante os dias de cativeiro.
"Nas Garras de Lampião (diário)" - é o título de um trabalho publicado em 1996 pelo historiador Raimundo Soares de Brito, onde reproduz o "Diário do Coronel Gurgel" com bastante ilustrações e notas de rodapé. É, por certo, o mais importante registro do que aconteceu com o bando de Lampião depois do ataque a Mossoró.
Maia, G. Coronel Gurgel. Jornal O Mossoroense. Publicado em 23/07/2005 e acessado em 23/07/2017
Maia, G. Algumas considerações sobre os Heróis da Resistência. Blog do Gemaia
Um detalhe curioso acrescentado a esta história por Rostand Medeiros:
Eu tenho a minha hipótese para o caso das moedas: o Coronel Gurgel era uma pessoa tão especial, tão interessante, que não recebeu nem uma e nem duas moedas de ouro dos cangaceiros, mas três. Uma de Luís Sabino e duas de Lampião, uma brasileira e duas inglesas. Daí, se esta hipótese for correta, talvez o coronel Gurgel seja o primeiro caso de um sequestrado neste mundo que, apesar de passar vários dias com seus algozes, voltou para casa ganhando presentes dos seus algozes na forma de três moedas de ouro tilintando no bolso.
Medeiros, R. O ouro dos cangaceiros para Yolanda. Tok de História
Para acessar o diário do raptado Coronel Gurgel:
Meneleu, R. Lampião e o Coronel - diário de um raptado. Caiçara dos Rios dos Ventos

"NA TRILHA DO PASSADO": AGORA DISPONÍVEL NO "MEDIAFIRE"

Olá Paulo,
Meu nome é Lucas de Araújo Gurgel e gostaria de compartilhar o link do livro "Genealogia da Família Gurgel - Na Trilha do Passado". Felizmente, consegui o livro na biblioteca do Senado Federal e o digitalizei.
Segue o link para download:
Lucas de Araújo Gurgel
Lucas,
Você prestou um inestimável serviço a todos que procuram este livro do Aldysio Gurgel do Amaral e não o encontram. Publicada em 1986, a obra teve a sua edição logo esgotada.