CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE LUIZ CARLOS DA SILVA

PROGRAMAÇÃO
24/01/2018, quarta-feira
Lançamento no Ideal Clube de "Luiz, mais Luiz! - Centenário de nascimento de Luiz Carlos da Silva", livro organizado por Marcelo e Paulo Gurgel, filhos do homenageado.
Apresentador: Vicente Moraes, autor de "Anos Dourados em Otávio Bonfim"
Local: Terraço Cultural do Ideal Clube
Endereço: Avenida Monsenhor Tabosa, 1381, Meireles · Fortaleza/CE
Horário: 19h30
28/01/2018, domingo
Missa gratulatória na Igreja Nossa Senhora das Dores, em Otávio Bonfim (Farias Brito).
Horário: 19 horas
Em seguida, haverá uma confraternização dos familiares do homenageado com amigos e paroquianos da Igreja N. Sra. das Dores, no Salão Paroquial Santo Antônio, com a apresentação de um vídeo de reminiscências e o relançamento do livro "Luiz, mais Luiz!", com renda destinada às ações sociais da paróquia.

O RESTAURANTE TREMENDÃO

Situado no início da rua Padre Pedro de Alencar, à margem da Lagoa de Messejana, o restaurante Tremendão foi uma das referências do bairro.
Pesquisa
MESSEJANA. Churrascaria
Com um churrasco gaúcho autêntico, será inaugurado na sexta-feira vindoura, às 20 horas, o Tremendão Churrascaria, casa de merendas situada próxima (sic) à Lagoa de Messejana.
"O Povo", de 20 de junho de 1967
Memória
Na década de 1970 e seguintes, os funcionários do Hospital de Messejana (HM) costumavam realizar suas festas de confraternização nas dependências da churrascaria.
Professores convidados para dar palestras no HM, findo o compromisso eram levados para almoçar no Tremendão.
Servindo uma culinária típica do Nordeste naquele tempo, seus pratos eram muito elogiados pelos palestrantes. Um destes foi o Dr. Gerson Pomp, pneumologista do Rio de Janeiro, que veio ministrar um curso na especialidade em Fortaleza.
Muito comum, no Tremendão, a formação de algum grupo para cantar em torno de um violão, contando para isso com o beneplácito de seus proprietários.
O restaurante também impressionava pelo belíssimo pôr do sol que apresentava, refletido nas águas da Lagoa de Messejana.
À margem da lagoa, Juraci Magalhães, em seu terceiro período como prefeito de Fortaleza, mandou construir um calçadão, indo da avenida Frei Cirilo até a rua Capitão Afrânio, contornando em seu trecho inicial o restaurante Tremendão.
No processo de urbanização da região, além dos passeios e ajardinamentos feitos, placas explicativas foram acrescentadas para orientar os passantes. E uma estátua da índia Iracema, com 13 metros, foi colocada nas águas da lagoa.
Iracema, segundo o romance do nosso conterrâneo José de Alencar, saía da Lagoa de Messejana e ia banhar-se na Bica do Ipu.
Atualidade
A estátua necessita de uma restauração, e o Tremendão é agora uma loja de fast food.
Desconfio que os funcionários do HM transferiram suas comemorações para o Sabor do Baião. Este restaurante fica na Frei Cirilo, num ponto em que eles só precisam atravessar a avenida.
Cronologia
Tremendão Churrascaria(20/06/1967)
Tremendão Meat House Restaurante (data da abertura: 27/03/2001)
Frigideira Cearense (2008)
Habib's (2013)
Tremendão, visto da Lagoa, em seu tempo de Frigideira Cearense (foto de 2010).

BODAS DE 4O ANOS DO CASAMENTO DE MÁRCIA E FERNANDO

13/01/2018 - Os jornalistas Fernando Adeodato Jr. e Márcia Gurgel comemoram hoje as bodas de 40 anos do casal
40 anos - Bodas de Rubi (ou Esmeralda). Os nomes não são oficiais e, por isso, muitas vezes há diferenças na designação de algumas bodas.
Márcia Gurgel casou-se, em 1978, com Fernando Adeodato Jr., com quem teve três filhas, nascidas nesta sequência: Melissa, Vanessa e Larissa. Melissa formou-se em engenharia química, é professora da Unicamp (SP), casada e tem dois filhos (Rafael e Lucas); Vanessa é médica nefrologista, com atuação profissional em Fortaleza, casada e tem dois filhos (João Victor e Lívia); Larissa é médica veterinária, com atuação profissional em Fortaleza, solteira e reside com os pais.
O termo boda tem sua origem no latim "vota" que significa "promessa". Bodas (o nome é mais usado no plural) são celebrações feitas por ocasião das datas de aniversário de casamento em que os compromissos com a referida união matrimonial são renovados.
A tradição das bodas surgiu nos pequenos povoados da Alemanha, onde havia o costume de oferecer uma coroa de prata aos casais que fizessem 25 anos de casados, e uma de ouro aos que chegassem aos 50, e hoje essa integração integra a cultura ocidental.
Com o passar dos séculos, foram criadas outras simbologias para os demais anos, em que o material que empresta o nome às bodas vai do mais frágil ao mais resistente. Começando no primeiro ano, com as bodas de papel, até chegar às bodas de Jequitibá dos 100 anos de união.
14/01/2018 - Atualização da notícia com a inserção desta fotografia:
Fernando e Márcia ouvem a filha Melissa ler um texto alusivo à data.

09/01/2018 - 200 K

LINHA DO TEMPO ALCANÇA A MARCA DE 200 MIL ACESSOS.

ÁRVORES GENEALÓGICAS

Werner Mabilde Dulliu
Existem basicamente dois tipos de árvores genealógicas: a árvore de ascendentes e a árvore de descendentes.
A árvore de ascendentes, ou também árvore de costados, ou árvores genealógica inversa, é, como já diz o nome, a árvore formada pelos antepassados - pais, avós, bisavós, trisavós, tetravós, etc. de um indivíduo. Ela parte da data recente e vai para a data antiga e é a árvore particular que se refere somente a um indivíduo.
A árvore de descendentes, ou também árvore de geração, ou árvore genealógica direta, também, como diz o nome, é a árvore formada pelos filhos, netos, bisnetos, trinetos, tetranetos, etc. de um indivíduo. Ela parte da data antiga e vem para a data recente. É a árvore coletiva de vários indivíduos que têm um ancestral em comum.
Essas árvores têm estruturação diferenciada.
A de ascendentes é geométrica, racional, porque para cada filho há dois pais, quatro avós, oito bisavós, dezesseis trisavós e assim por diante. A cada geração que se recua temos o dobro de antepassados.
A de descendentes é orgânica e aleatória, pois que cada casal terá um número aleatório de filhos.
A genealogia tradicional distingue duas formas de representar os trabalhos genealógicos: por árvores, que são consideradas tão somente os gráficos, e os tratados ou títulos, que são a parte descritiva das árvores. Nós porém entendemos como árvore o trabalho genealógico completo, o tratado, como a parte analítica, e o gráfico como a parte sintética.
A árvore analítica, como diz o nome, trata de cada um dos membros da árvore ao detalhe, dando dados de sua vida, fazendo sua biografia.
A árvore gráfica contém somente o nome do integrante da árvore, na sua posição relativa, e pode ser simplesmente esquemática ou ser enriquecida com acréscimos gráficos, transformando-a em uma representação artística.
Para que possamos identificar os diferentes membros de uma árvore, é necessário que lhes atribuamos endereços ou códigos que nos permitam posicioná-los devidamente.
Ler mais 
Vídeo interessante: Genealogia por DNA

RÉVEILLON DE 2018 EM MARANGUAPE

Já passamos outros réveillons em cidades do interior cearense. As vantagens: festas menos barulhentas, o de-vestir informal, facilidades para ir e vir, deitar mais cedo e não ter que pular as tais sete ondas.
Nós aguardaríamos a chegada de 2018 em Maranguape: Elba, o neto Matheus e eu. Um projeto que logo recebeu a adesão do nosso filho Érico e da nora Aline.
(Natália e Rodrigo, que estiveram conosco durante o período natalino, haviam retornado no dia 30 para Belém.)
Às páginas 365 de 365, saímos de Fortaleza (às 10 horas) com destino a Maranguape. A caminho, passamos no Passaré, no condomínio em que moram Érico, Aline e Jack (o cão shih-tzu do casal).
Com a família reunida no carro, pegamos a rota da Osório de Paiva para Maranguape.
"Estátua" para Chico Anysio
Maranguape é um município cearense localizado na Região Metropolitana de Fortaleza, a 27 km da saída da capital do Estado. É berço do historiador e jurista João Capistrano de Abreu, do humorista Chico Anysio e de outros nomes importantes do país. Seu relevo inclui as serras de Pirapora, da Aratanha, do Gavião e o Pico da Rajada, uma elevação com 980 metros acima do nível do mar. O município é também sede do Cascatinha (o mais antigo balneário da RM de Fortaleza, em funcionamento contínuo desde a sua fundação) e do Y-Park, um complexo turístico do grupo Ypioca.
Recebidas as chaves dos quartos que reservamos na Pousada Pirapora, fomos ao "Pé de Serra" para um almoço que consistiu de feijão verde com queijo, baião de dois, tiras de picanha, macaxeiras fritas e farofa.
Tirei o resto da tarde para descansar (numa rede que levei de casa) e navegar na internet, enquanto Érico, Aline e Matheus faziam suas apostas no jogo "Banco Imobiliário".
À noite, um passeio até a praça Capistrano de Abreu, o logradouro principal da cidade. O "Cabana da Serra" e o "Paulinho Grill" promoveriam logo mais suas festas de réveillon, e decidimos por passar a virada do ano no primeiro. Para atender à grande procura por mesas, o restaurante havia aumentado a sua capacidade, expandindo-se para a via pública. Ficamos em uma mesa perto do palco, onde um grupo musical já estava a postos para iniciar a função.
Às 12 horas, ao som de "Marcas do que se foi", nos abraçamos e desejamos uns aos outros os votos de Feliz Ano-Novo. (*)
Érico, Aline, Paulo, Matheus e Elba, no "Cabana da Serra"
Após o café da manhã, saí para fazer a primeira caminhada do ano. Com a maior parte de suas atrações turísticas fechadas (por conta do feriado), Maranguape não se deu a bem conhecer. Poucas fotografias foram feitas.
Aqui faço o registro de alguns pontos turísticos da cidade: o Solar Bonifácio Câmara, que é sede da Biblioteca Pública Municipal Capistrano de Abreu (à qual fiz há tempos a doação de um exemplar do livro Portal de Memórias), a Casa Chico Anysio, o Centro de Arte Folclórica, a Sociedade Artística Maranguapense e o Eco Museu.
E, fora da área cultural, acrescentemos o Maranguape Shopping Center.
Antes de deixarmos Maranguape, almoçamos no "Pé de Serra". Desta vez, os pedidos incluíram um peixe ao molho de camarão. E retornamos à tarde para a mui leal e heroica cidade de Fortaleza.
(*) Assim, é engraçado que grande parte da humanidade estoure fogos, abra o champanhe e se felicite num determinado instante de tempo, que convencionamos chamar de início do ano novo. É certamente bastante inexato do ponto de vista astronômico, mas seria muito pouco divertido celebrar, digamos, às 5:49:12 h da manhã do dia seguinte! ~ Renato Sabbatini, in Ciclo, epiciclos e o Ano Novo
A médica pneumologista e blogueira Ana Margarida Rosemberg comentou esta nota, em 06/01/18.

A BUSCA DE ANDRÉ GARCIA POR LIVROS DE GENEALOGIA

2 nov 2017
Olá, primo, também descendo dos Gurgel do Amaral. 
Sou eu o André, dono do blog Meu Sangue Brasileiro.
Eu estou em busca há algum tempo de livros que tratem da genealogia da família Gurgel do Amaral.
Já tenho até agora uma cópia destes livros:
"Na Trilha do Passado", de Aldysio Gurgel do Amaral;
"Uma Família do Século XVI", de Heitor Gurgel;
E estou na pista destes outros:
"Porteiras e Currais", de Miguel Santiago Gurgel do Amaral. Estou no aguardo de um retorno do contato.
Encontrei uma prima nossa distante do ramo do sudeste que possui o livro "Paraty caminho do Ouro", de Heitor Gurgel e Edelweiss Campos. Pretendo adquirir uma cópia assim que possível.
Recentemente, descobri mais um livro que não sabia existir "Amaral Gurgel e Gurgel do Amaral", de Oscar Nogueira Marques. Que espero ser possível conseguir uma cópia.
Afora que estou esperando os dois tomos que comprei de"Primeiras famílias do Rio de Janeiro - Séculos XVI e XVII", de Carlos Grandmasson Rheingantz. [https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Grandmasson_Rheingantz]
Sem contar que, nesse meio tempo, achei outras obras que preenchem lacunas genealógicas. Afinal de contas, não descendo apenas dos Gurgel do Amaral, e dos quais não herdei o sobrenome. 

26 nov 2017
Olá, Sr. Paulo Gurgel Carlos da Silva, boa tarde.
Dias atrás escrevi-lhe sobre a pista que tenho a respeito do livro "Porteiras e Currais".
Eu consegui esse contato (cita e-mail) pertencente ao Sr. (cita nome completo).
Que é parente do Sr. Pereira do município cearense Jaguaruana (que foi quem me passou o contato). O Sr. Pereira é administrador da página no facebook "Jaguaruana em P e B".
Pesquisando sobre o Sr. (cita nome), descobri que é representante comercial, motivo pelo qual talvez ainda não tenha me respondido...
Tendo em vista que um representante comercial costuma viajar bastante.
O Sr. (cita nome)  é representante comercial da empresa de plástico (cita nome de empresa).
Eu moro no Norte (Manaus - AM) e, no momento, estou sem telefone celular.
Você pode tentar um contato (cita telefones e e-mail) com ele?

27 nov 2017
Resposta - Meu caro André Garcia,
Contatei com o Sr. (cito nome).
Já nos conhecíamos. Ele é irmão da Sra. (cito nome), que foi casada com meu tio (cito nome). Em alguma época, ele foi meu cliente e tem um filho chamado de Paulo Gurgel, também médico no Ceará.
Não sabe onde está atualmente o seu exemplar de "Porteiras e Currais", mas se comprometeu em me avisar caso aconteça de localizar esse livro (provavelmente emprestado).
Agora é aguardar.
No próximo domingo devo publicar, em "Linha do Tempo", um dos artigos do seu blogue "Meu Sangue Brasileiro".
Um abraço.
29 nov 2017
Prezado Sr. Paulo,
Já consegui o livro "Primeiras Famílias do Rio de Janeiro (Séculos XVI e XVIII)", de Carlos G. Rheingantz, que trata das primeiras gerações dos Amaral Gurgel no estado carioca (a sua origem no Brasil).
Ainda estou negociando com uma pessoa, o livro "Amaral Gurgel e Gurgel do Amaral" de Oscar Nogueira Marques, todavia as negociações não tem sido fáceis.
Estive lendo um artigo de 2009, de autoria do Sr. Marcelo Meira Amaral Bogaciovas, "Franceses em São Paulo: Séculos XVI-XVIII" (http://ptdocz.com/doc/1208304/franceses-em-s%C3%A3o-paulo). Marcelo descende dos Amaral Gurgel do sudeste. No fim da seção dedicada à prole de Toussaint Gurgel, para ser mais exato nas entrelinhas da nota 85, dá a entender que fará um livro. Marcelo é historiador e escritor.
Correspondi-me por e-mail com ele (foi um pouco difícil achar o e-mail dele), que me confirmou que está escrevendo, porém não tem tido muito tempo. Se tudo der certo, daqui a uns poucos anos, haverá mais um livro sobre a família.
Desde já agradeço, primo Paulo, o seu contato com o Sr. (cita nome), que também é um primo, já que todos os Gurgel possuem a mesma origem no Brasil.
25 dez 2017
Tenho uma boa notícia para lhe dar.
Consegui obter o livro "Porteiras e Currais", de um outro parente nosso, que também vive no Nordeste.
Na verdade, não é o livro original (foi digitado por ele, o livro original que, na verdade, é uma cópia já é bem frágil), mas pretendo deixar o arquivo que ele me enviou o mais próximo possível do original.
Se quiser posso já lhe enviar o arquivo que tenho para que leia (ele não está fiel ao original, está sem algumas páginas por exemplo, e o conteúdo de cada folha digitada não está fiel ao original). Ou, se preferir, enviarei essa versão digitada e, posteriormente, a versão em PDF igual ao livro (para que a divulgue em seu blog, afinal de contas, é um livro procuradíssimo e outros parentes nossos precisam ter acesso a obra de Miguel). Ou, ainda lhe enviar apenas a versão em PDF (quando estiver pronta).
28 dez 2017
Resposta - Envie-me a versão em PDF quando estiver pronta.

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ATUALIZANDO ...
2 jan 2018
Olá, primo Paulo,
Conforme relatado e prometido, seguem os links do livro "Porteiras e Currais", de Miguel Santiago Gurgel do Amaral.
Eis a versão digitada:
https://www.dropbox.com/s/i9cih7y7l6ymgsq/Porteiras%20e%20Currais%20%28livro%29%20-%20digitado.pdf?dl=0
Eis a versão livro:
https://www.dropbox.com/s/cqplsim8gm1693z/Porteiras%20e%20Currais%20%28livro%29.pdf?dl=0
Pretendo lhe enviar também (antes farei um levantamento), arquivos sobre os primeiros Amaral Gurgel (os cariocas mencionados nos tomos de Carlos Grandmasson Rheingantz).

FESTAS DE CONFRATERNIZAÇÃO EM DEZEMBRO DE 2017

Dia 23
Almoço de confraternização da família Macedo Pinto no apartamento de Zaíra Macedo, na Praia do Futuro, organizado pela cunhada Rosy Mary (Meirinha).
Grato a Zaíra, Márcia e Maristane pelos presentes que recebi. De Maristane Macedo ganhei o livro "Médico de Homens e de Almas", de Taylor Caldwell. E o pudim de leite que a Meirinha serve nessas ocasiões é de se comer rezando.
Dia 24
Jantar de confraternização da família Gurgel Carlos no salão de festas do Condomínio Les Jardins, no Cocó, organizado por minha irmã Meuris.
Andreas Heger, esposo de Mirna, presenteou a matriarca de nossa família (foto) com uma Pirâmide de Natal. As Pirâmides de Natal (Weihnachtspyramide) são decorações natalinas que têm suas raízes no folclore e  costumes da Alemanha, mas que se tornaram populares internacionalmente. Elas compreendem uma moldura exterior piramidal decorada com candelabros e um carrossel central em vários níveis com um rotor na parte superior que, conduzido pelo ar quente das velas acesas, faz movimentar o carrossel. Este, por sua vez, é decorado com cenas da Natividade embora possa sê-lo também com cenas da vida cotidiana.
Pirâmide de Natal
Jantar de confraternização da família Almeida Soares em Curió, na Lagoa Redonda.
Apenas fui deixar Elba, Natália e Rodrigo no local em que transcorria esta festa natalina que reunia os familiares do meu genro Rodrigo: a residência do casal Marcos e Bárbara.
Dia 25
Churrasco de confraternização da família Almeida Gurgel, na Cidade dos Funcionários, organizado pela prima Solange.
Uma tarde muito agradável. O encontro foi animado por um trio musical formado por Paulo Feitosa Gurgel e dois tios dele.  O Paulinho é um excelente cantor e o anfitrião Sr. Jair, esposo de Solange e que é atracador de embarcações, irradia bom humor. Dei uma "canja" no violão.

HOJE É NATAL

Diogo Fontenelle
Hoje é Natal, hoje é azul domingo de verão, praia e sol.
Natal que me devolve os tempos de colégio pela maré,
O Natal dos sinos dominicais a ecoar por via de caracol,
Caracol de esperas por Papai Noel a descer na chaminé.

Hoje é Natal e fico a reviravoltear a ampulheta dos dias,
Quando eu vestia a vida com cheiro de talco e madrigal,
Quando eu aprendia o nome das coisas. Mas, não sabia
Das essências do mundo, do mel e do feito em vendaval.

Hoje é Natal e não mais espero pelo Bom Velhinho Noel.
Sei que os sinos não dobram por mim. Eu apenas resisto.
Hoje é Natal e necessito um fiapo de sonho em carrossel,
Uma gota de poesia nesse horizonte de vazio imprevisto.

Bônus:
Uma apresentação da USAF Band na Grand Central Station

O CINEMA DE ARTE NO FAMILIAR

"É pura emoção ver esta imagem, que saudades. Quantas vezes frequentei a sala do Cine Familiar e, quase todos os dias, lá estava assistindo a todos os gêneros de filmes: bang-bang, "O Ébrio", Elvis Presley, e tanto outros. Naquela época não tinha uma formação consistente sobre cinema, cheguei a ver a obra-prima "Cidadão Kane", que foi exibido numa sessão de cinema de arte e, veja só, o filme recebeu uma estrondosa vaia! Muito jovem, nem eu mesmo saquei, mas já naquela época senti que o filme tinha algo a mais."
O comentário acima foi enviado pelo leitor Benevides2010 para uma foto do Cine Familiar que postei no Flickr em 2007. Sem acessar minhas fotos no Flickr desde então, só recentemente é que fui ver o comentário deste leitor, a quem agradeço pelo registro de sua opinião.
https://www.flickr.com/photos/92445308@N00/542846467/in/dateposted-public/
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Ver: http://www.cinemadearte.com.br/cinema-de-arte/
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Segue-se um agregado de notas e notícias em "Linha do Tempo"sobre o Cine Familiar de Otávio Bonfim:
O COMEÇO DO CINE FAMILIAR
O FIM DO CINE FAMILIAR
O MURO DAS FORNICAÇÕES - 1
O MURO DAS FORNICAÇÕES - 2
ENSAIOS SOBRE O CINE FAMILIAR
NO ESCURINHO DO CINEMA
O CINEMA DE ARTE NO FAMILIAR (esta postagem)

NATÁLIA NA POLÍCIA CIVIL DO PARÁ





A cearense Natália de Macedo, graduada em Direito pela Universidade de Fortaleza (Unifor) e aprovada no exame da OAB - CE em 2013, acaba de concluir no IESP, em Marituba - PA, o Curso para Formação de Investigador da Polícia Civil do Estado do Pará.
Seus pais lhe desejam muito sucesso no cargo público que deverá assumir.

UMA FAMÍLIA CARIOCA DO SÉCULO XVI

por André Garcia (*)
Os leitores e leitoras do blog Meu Sangue Brasileiro já devem ter notado que cito bastante o livro de Heitor Gurgel, hoje resolvi contar a história de como o ganhei.
Dia 23 de Junho de 2009 (terça-feira) tive uma conversa por e-mail com o primo Agnor Nunes Gurgel Júnior, em que relatei o pouco que sabia sobre a família da minha avó paterna.
Comovido com a história e percebendo que eu era um genealogista nato, me solicitou como resposta o meu endereço para que me enviasse um livro. Foi um gesto muito nobre.
Dia 6 de Julho de 2009 (segunda-feira), saía da Agência Alencarina em Fortaleza - CE com destino a distante cidade de Manaus - AM, o misterioso livro.
Dia 9 de Julho de 2009 (quinta-feira), cheguei em casa, depois de voltar da escola (eu estava no terceiro ano do Ensino Médio). Quando cheguei, minha irmã me deu a notícia que eu havia recebido uma correspondência.
Ao ver o envelope, primeiro analisei as duas carimbadas que revelavam a origem da correspondência que veio lá da terra das jangadas. Não posso me esquecer dos dois selos:
👀
O da direita é a "Manicure" do artista plástico brasileiro Hector Consani (1973-), que faz parte do catálogo de selos postais dos Correios desde 06/11/2006;
O da esquerda é "Marcel Gontrau', obra desaparecida do pintor brasileiro Cândido Portinari (1903-1962), que faz parte do catálogo de selos postais dos Correios desde 08/12/2003;
(Costumava colecionar selos quando menino, por algum motivo parei, possa ser que com o tempo volte a cultivar esse hobby como antes, a ponto de me interessar novamente pela filatelia, o estudo de selos postais).
Ao abrir o envelope, encontrei a fotocópia de um livro muito procurado, que já e reli diversas vezes.
Por se tratar de um livro em edição limitada, me sinto na missão de compartilhar as informações nele contidas aqui no meu blog.
Considerei e considero o livro como um presente de aniversário atrasado.
(*) André Garcia, residente em Manaus, é o controlador do blog Meu sangue brasileiro, do qual esta postagem foi transcrita.

O TIGRE DA ABOLIÇÃO

Foto: PGCS, 08/11/2017
No saguão da antiga estação ferroviária de Acarape-CE, atual sede do Paço Municipal da cidade, encontra-se uma placa com os seguintes dizeres:
Nossa homenagem ao passageiro mais ilustre da Estação de Acarape,
José Carlos do Patrocínio
José do Patrocínio era filho de uma escrava alforriada e, aos 14 anos, deixou a fazenda da família para tentar a vida na cidade do Rio de Janeiro. Em 1877, ingressou na redação de "A Gazeta de Notícias', onde intensificou os ataques à política escravocrata. Na capital do império, o Tigre da Abolição", como era conhecido por sua luta pela abolição da escravatura, veio de trem até pequena Vila de Acarape, acompanhado da Sociedade Libertadora Cearense, onde desembarcou nesta estação para dar o primeiro passo rumo a uma sociedade livre e fraterna, sem distinção de raça e cor.
Nossa cidade, nas palavras de Joaquim Nabuco em carta da Inglaterra afirma: "O Ceará é maravilhoso. Parece incrível que essa província faça parte do império. Acarape é mais do que um farol para todo o país: é o começo de uma pátria livre". Neste momento, Acarape foi destinada por seus filhos a fincar no solo da pátria a semente que germina um sonho de liberdade plantada pelos aguerridos abolicionistas.
A alforria dos escravos tornou-se uma grande festa cívica em que foram libertados 116 escravos. Há menos de um ano antes da província do Ceará, em março de 1884, Acarape aboliu a escravatura em 1º de janeiro  de 1883.
Raul Pompéia, o grande romancista, derrama-se em louvores. "O Acarape começa. Vai nascer o futuro". De volta ao Rio de Janeiro, José do Patrocínio denomina o Ceará "Terra da Luz".
Acarape, 29 de novembro de 2013
Em comemoração dos 140 anos do início da operação da linha férrea que trouxe o Grito da Liberdade.

GIROS FINAIS EM SANTIAGO

15/11 - quarta-feira
Foi o nosso último dia em Santiago do Chile. Quando seguimos um roteiro que poderíamos chamar de "nosso" (fora do pacote turístico).
Iniciando-o, por volta das 8 horas da manhã, com uma "caminhada de reconhecimento" da avenida Apoquindo. Nesse horário, muita gente já estava a andar apressadamente em suas largas calçadas. Em toda a sua extensão, a avenida recebe os passageiros de seis estações do metrô de Santiago.
Havia chovido um pouco antes de sairmos do hotel e fazia frio.
Em certo momento, paramos para apreciar um espetáculo inusitado. O edifício central do Costanera Center, que tem uma altura de 300 metros, o que faz dele o arranha-céu mais alto do Chile e da América Latina, como que "brincava de esconder" o seu topo nas nuvens (à maneira de alguns edifícios de Dubai).
No meio de tanta modernidade, vimos um pouco adiante uma farmácia mapuche. Sabe-se que há várias delas na cidade. No Chile, curandeiros mapuches são autorizados a trabalhar no atendimento de pacientes da etnia indígena, inclusive em hospitais.
A Apoquindo começa na avenida Tobalaba, como uma continuação da avenida Providencia, e termina no setor de Los Dominicos, quando se bifurca em duas ruas. Ela segue o antigo traçado de um caminho colonial para a Cordilheira. Ela passa por vários bairros da classe sócio-econômica alta, inclusive Las Condes. As sedes de importantes empresas e várias embaixadas estão localizadas na avenida Apoquindo. É onde está o coração do setor financeiro da cidade, conhecido popularmente como "Sanhattan".
Ao meio-dia, pegamos o trecho Alcántaras - Leones da Linha 1 do metrô e fomos ao restaurante Giratório. O Giratório fica no 18º andar de um edifício na rua Nueva Providencia, próximo a Los Leones. O restaurante é assim chamado porque faz um giro de 360 graus a cada hora, o que propicia a seus frequentadores uma visão panorâmica de todos os lados da cidade. A comida é muito boa e os pratos são individuais. O restaurante tem um cardápio normal e um cardápio executivo para o horário das 12 às 16 horas. O cardápio executivo só é apresentado quando o cliente o solicita. Consta de entrada, prato principal, sobremesa e bebida, sempre em duas opções. Restringindo-se a ele, duas pessoas almoçam por 33 mil pesos chilenos (cerca de 240 reais) com a propina incluída.
No Giratório
(No 16º andar do mesmo edifício, há outro restaurante com visão panorâmica, mas que não gira.)
Na avenida Andrés Bello, a poucas quadras de onde estávamos, fica o Costanera Center, ao qual fomos a pé para "facilitar a digestão". O Costanera Center - um complexo com quatro prédios ocupados por um shopping, escritórios, hotéis e centro de convenções. em que o shopping ocupa os 6 andares inferiores da torre principal, conhecida como Gran Torre de Santiago.
Desde 2014, o shopping Costanera Center passou a atrair ainda mais os visitantes com a inauguração do Sky Costanera. Um mirante situado no 62º andar da Gran Torre Santiago que oferece uma vista de 360 graus de toda a cidade. Os ingressos para o mirante apresentam preços que variam conforme a idade do adquirente e o dia da semana.
Após Elba ter feito compras (mas não todas), saímos do Costanera para um segundo shopping, o Parque Arauco. Menor do que o primeiro, o Arauco (que estava em obras) apresenta um aspecto mais simpático. Tem lojas, quiosques, salas de cinema e uma praça de alimentação, assim como qualquer shopping. Mas o Arauco, na entrada que dá para a avenida Kennedy, tem o seu Boulevard del Parque, com muitos bares e restaurantes. Lamentamos não termos estado no tal Boulevard anteriormente.
Os dois shoppings dispõem de uma modalidade de serviço de táxi, o táxi seguro, em que as corridas são previamente acertadas com os clientes para evitar que estes sejam ludibriados por taxistas desonestos.
Costanera
Arauco










Às 21h30, uma van da CVC nos transportou do Hotel Leonardo da Vinci ao aeroporto internacional de Santiago (distância: 27 km) para a nossa viagem de volta ao Brasil. O avião da Avianca decolou na hora prevista (0h55, do dia 16) e chegou pontualmente a Guarulhos, onde a companhia aérea nos ofereceu a opção de embarque num voo mais cedo para Fortaleza, o que imediatamente aceitamos.
Links internos:
http://blogdopg.blogspot.com.br/2015/12/um-dia-inesquecivel.html (FGF)
https://blogdopg.blogspot.com.br/2017/11/chile-tem-dois-ganhadores-do-nobel-de.html
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CORDILHEIRA DOS ANDES

14/11 - terça-feira
Em 1975, passei cinco dias em Bogotá, um dos quais reservei para conhecer a cidade de Villavicêncio, capital do departamento de Meta. Situada no sopé da Cordilheira dos Andes, a 90 quilômetros da capital colombiana, ir a Villavicêncio foi um agradável passeio feito em ônibus de linha, a partir de Bogotá. No estilo bate-pronto, indo e voltando no mesmo dia. Com a continuidade da excursão, ainda me aconteceu de sobrevoar os cumes nevados dos Andes em duas oportunidades: indo de Bogotá a Quito, onde passei três dias, e ao prosseguir a viagem de Quito para Lima.
Agora, retorno à Cordilheira, desta vez acompanhado de Elba, para a realização de um novo passeio andino. Um passeio panorâmico nos Andes Centrais chilenos, margeando o Rio Mapocho e com paradas previstas em Valle Nevado e Farellones.
Em linha reta, a distância entre o centro histórico de Santiago e o Valle Nevado é 32 quilômetros. No entanto, a subida de um local com 500 metros de altitude para outro situado na montanha, com 3.100 metros de altitude, faz com que a distância e o tempo de viagem se tornem bem maiores.  E a estrada de acesso, mesmo estando sem neve no atual período, requer boa experiência de quem dirige o veículo. É estreita e tem um total de 62 curvas íngremes e fechadas até chegar ao centro de esqui de Valle Nevado. E quem dirige também precisa tomar cuidado com os outros veículos que trafegam em sentido contrário e com os ciclistas de alta performance que pedalam pelo caminho. 
Elba, en el Valle Nevado (no muy cubierto de nieve) 
Por não estar no inverno, os equipamentos da estação de esqui de Valle Nevado não estavam funcionando. Apenas uma loja que vende roupas de inverno e acessórios para neve estava aberta a eventuais compradores. E seus hotéis também estavam fechados, embora os visitantes possam circular livremente pelas áreas comuns da estação. Condores foram vistos pousados em telhados de onde decolavam para os voos que eles fazem aproveitando as correntes aéreas. Parecem urubus crescidos, com os machos podendo ser identificados pelo anel de penas brancas que ostentam no pescoço, além de serem mais corpulentos do que as fêmeas.
No começo da tarde, conforme a hora combinada, retornamos à van que nos levaria a Farellones. Além de uma estação de esqui (também temporariamente fechada), existe no lugar um vilarejo. Com casas, escola e um pequeno comércio. No único restaurante de Farellones, almoçamos. Ou, pelo menos, tentamos fazê-lo. Pensem na qualidade da comida. Diante das minhas justas reclamações, a dona do estabelecimento aquiesceu em que eu não pagasse a propina (ora, esta é só sugerida no Chile).
Farellones e sua vizinha El Colorado são duas estações de neve perto da capital chilena. Muito antigas, foram desde sempre uma área de lazer para os amantes da natureza e dos esportes de inverno que viviam em Santiago – e que passaram a construir casas de fim de semana, e assim fizeram surgir estes dois vilarejos de montanha.
E a volta para Santiago, principalmente para o desespero de uma turista em pânico, pareceu mais demorada. Restou-me continuar vendo as florzinhas amarelas típicas da região que, contrastando com a cor cinza das  montanhas, chegavam a formar tapetes nas encostas, tal a quantidade delas; as minicachoeiras produzidas pelo degelo dos glaciares (que preparam o Rio Mapocho para sua passagem por Santiago, a caminho do Pacífico); e, à beira da estrada, uma raposa da tarde, hesitante entre fugir e se aproximar de nós (teríamos algum petisco para ela?).
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VIÑA DEL MAR E VALPARAÍSO

13/11 - segunda-feira
Partindo de Santiago, a principal via de acesso a Viña del Mar e Valparaíso é a Ruta 68, a qual também  passa pela comuna de Casablanca. Mas antes de chegarmos a esta rodovia, tivemos de percorrer algumas avenidas de Santiago do Chile, como a Los Conquistadores, e de passar pelo túnel de San Cristóbal, um sistema de dois túneis que cruzam no sentido norte-sul o Parque Metropolitano da cidade.
A construção da Ruta 68 teve um grande impacto na forma de viver de grande parte dos chilenos. Esta rodovia liga duas das três áreas urbanas mas populosas do país: a Grande Santiago e a Grande Valparaíso, sendo a rota terrestre mais transitada do Chile.
Em certa altura da viagem vimos uma massa de névoa a se deslocar no rumo de Santiago. A guia turística Miriam explicou que esse tipo de névoa surge no oceano, passa por sobre a Cordilheira da Costa e, sem trazer algum benefício direto à poluída Santiago, vai esfriar a Cordilheira dos Andes.
Entre os quilômetros 69 e 72 da Ruta 68 fica Casablanca, uma região de vinhedos. Em alguns deles, a gente vê cultivos de rosas brancas e vermelhas. Os rosais, que costumam ser atacados por parasitas antes das parreiras, servem para alertar os vinicultores da iminência de uma praga nas parreiras. As rosas brancas sinalizam as parreiras de uvas brancas e as rosas vermelhas, as parreiras de uvas para vinhos tintos. Faz sentido.
No Rio Tinto, uma tienda de vinos, o nosso grupo parou para uma sessão de degustação de produtos da casa.
Elba, fotografada no Rio Tinto, no Valle Casablanca
Viña del Mar
Conhecida como a "cidade jardim", Viña del Mar encanta por suas belezas naturais, o que inclui a sua longa orla no Oceano Pacífico. Sua estética urbana mistura prédios modernos com mansões e castelos que adornam a cidade. Pertenceram a ricas famílias de antanho e alguns destes foram transformados em museus e centros de diversão. Como o glamoroso Casino Municipal, imperdível para quem gosta de jogos de azar (não é o meu caso).
O blogueiro, fotografado em frente ao relógio das flores de Viña del Mar
Em frente ao Museo Fonck há uma estátua da Ilha de Páscoa. É o único moai que existe fora do local em que foi esculpido.
A gastronomia da cidade é baseada em peixes e frutos do mar. Fomos conferi-la no restaurante Chez Gerald.
Viña del Mar é, por excelência, a comuna chilena que aloca mais recursos para o turismo em termos de hotéis, festivais, embelezamento urbano etc. Seja graças à sua proximidade com Santiago (120 km) ou por sua localização privilegiada dentro do Grande Valparaíso e da área portuária, é um dos locais mais importantes para a economia chilena. Em fevereiro, acontece anualmente o Festival Internacional da Canção de Viña del Mar, um dos mais importantes da América Latina.
Valparaíso
Após o almoço, fomos a Valparaíso.  A cidade se caracteriza por morros (42) com vistas para o Oceano Pacífico. Tivemos a impressão de que ali estávamos num imenso anfiteatro A distribuição geográfica peculiar de Valparaíso, em que as colinas invadem a costa, possibilita que de uma colina se consiga visualizar as demais. E a cidade possui diversos funiculares, um dos quais (o da foto ao lado) foi por nós utilizado para o desfrute de uma visão panorâmica de Valparaíso, inclusive de sua área portuária.
A Joia do Pacífico, como também é conhecida a cidade, é a capital da V Região do Chile. Também é sede do Poder Legislativo da nação (Congresso), do Ministério da Cultura, do Serviço Nacional de Pesca e do Comando da Armada Chilena. Tem uma população de cerca de 300 mil habitantes. Boêmia e multicolorida, Valparaíso foi declarada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, em 2003. La Sebastiana, uma das três casas transformadas em museus do poeta e diplomata Pablo Neruda está em Valparaíso (as outras duas, La  Chascona e Isla Negra estão em Santiago e El Quisco, respectivamente).
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CITY TOUR EM SANTIAGO DO CHILE

12/11 - domingo
Por volta das 8 horas, a guia turística Miriam nos apanhou no lobby do Hotel Leonardo da Vinci. Tendo passado por outros hotéis, o ônibus em que embarcamos para um city tour em Santiago já estava com a maioria dos assentos ocupados por turistas, todos eles brasileiros. O passeio turístico teve como sua primeira parada o Parque Metropolitano. Um local ótimo para caminhar, tirar fotos (com flamingos brigões ao fundo) e ver "panoramicamente" o Cerro San Cristóbal de onde se tem, no dizer da guia, uma vista privilegiada da cidade.
Após percorrermos a Costanera, fizemos outra parada em "Piedras Australes", onde cada turista foi recebido com um drinque de pisco sour, o equivalente chileno da brasileiríssima caipirinha. O drinque é feito de pisco, uma aguardente de uva, ao qual são acrescentados limão, açúcar, gelo e clara de ovo. Ao degustá-lo, me lembrei de que no passado andei comprando, por curiosidade, uma garrafa de pisco peruano. Era uma garrafa preta, com a forma de uma figura inca, cujo conteúdo jamais experimentei. Já o pisco sour chileno, este pelo menos tive a satisfação de prová-lo, e confesso que gostei.
Existe uma diferença histórica entre o Peru e o Chile sobre a exclusividade de se usar o nome "pisco". Enquanto o Peru defende que "pisco" é uma denominação de origem (similar a Champagne, por exemplo) e que somente pode usar o termo "pisco" aquele produzido no Peru, o Chile defende que "pisco" é um nome genérico (como vinho ou uísque).
Quanto à "Piedras Australes", é uma loja especializada em produtos artisticamente elaborados de prata, cobre e lápis-lazúli. O cobre é a maior fonte de divisas do Chile e o lápis-lazúli (também extraído no Afeganistão e Minas Gerais) é a pedra nacional do país.
Acima, apareço numa fotografia tirada na loja, junto a uma estátua de cobre que representa um mineiro do cobre, obviamente.
Elba, observando um mostruário da "Piedras Australes"
Em seguida, fomos levados ao centro histórico de Santiago, onde podemos apreciar importantes pontos da arquitetura colonial e da história do Chile: Plaza de Armas, Catedral, Museo Histórico Nacional, Correo Central e o Palácio de La Moneda, ou simplesmente La Moneda, que fica entre duas praças. Projetado para cunhar moedas (daí o nome), em 1845 o palácio foi convertido em sede da Presidência da República do Chile.
Durante o golpe de estado de 1973, em que foi deposto e morto o presidente Salvador Allende, o Palácio de La Moneda foi duramente bombardeado. Depois de três horas de bombardeio do edifício com aviões da força aérea, foi este tomado pelo exercito comandado por Pinochet. O efeito dos explosivos, adicionados ao incêndio que se propagou a seguir, destruíram não só parte do prédio como documentos e tesouros inestimáveis. Por exemplo, a Ata de Independência do Chile, de 1818, foi irremediavelmente perdida.
Almoçamos no restaurante El Galeón, no Mercado Central de Santiago. O mercado é reconhecido por vender peixes, mariscos e produtos de artesanato, e também por abrigar um polo gastronômico. E o restaurante foi-nos indicado principalmente por servir centollas, uns caranguejos gigantes pescados na Patagônia. No entanto, com poucas chances de que eu viesse a pedi-las, porque no me gustan los cangrejos. Além disso, lia-se no cardápio que as centollas não tinham preços amigáveis. Uma "jumbo" (para quatro pessoas), por exemplo, custava 159 mil pesos chilenos (cerca de 1.100 reais) afora a propina. Decidimos pedir salmão frito, lasanha bolonhesa e água mineral.
A centolla é um crustáceo que habita o leito marinho das águas frias do sul da América do Sul. A captura deste animal é um recurso lucrativo para as cidades de terra do arquipélago de fogo. Isto levou a um incidente, em agosto de 1967, quando a escuna argentina Cruz del Sur pescava a uns quatrocentos metros da ilha de Gable (hoje sob a soberania da Argentina), foi ordenada  a afastar-se pela patrulha chilena Marinero Fuentealba. Este evento, juntamente com vários outros, levou à tensão do conflito de Beagle, na década de 1970.
Findo o city tour, voltamos ao hotel pelo metrô, seguindo um roteiro construído por informantes anônimos: Linha 2, no sentido de La Cisterna, da estação de Puente Cal y Canto até Los Heroes, em combinação com a Linha 1, no sentido de Los Domínicos, de Los Heroes até a estação Escuela Militar. Desta última, caminhamos cerca de meio quilômetro em que tivemos de passar por um túnel sob a avenida Apoquindo.
À noite, fomos ao restaurante Giratório: não sabíamos que fechava aos domingos. A solução para que comemorássemos o aniversário de Elba estava nas proximidades com o nome de La Piccola Itália, onde comemos pasteis e risotos. Fomos de Uber (2500 pesos) e retornamos de táxi (5500 pesos). O restaurante não tinha como o hotel o wi-fi para acessarmos o Uber.
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PARTIU CHILE!

Período: 11 a 16/11/2017
Voos: Avianca
-----Ida: Fortaleza - São Paulo (Guarulhos) - Santiago
-----Volta: Santiago - São Paulo (Guarulhos) - Fortaleza
Hotel Leonardo da Vinci, Malaga 194. Localizado no tranquilo bairro de Las Condes, a poucas quadras das estações de metrô de Alcántara e Escuela Militar.
Passeios programados
1 - City Tour (3h)
2 - Valparaíso e Viña del Mar (8h)
3 - Cordilheira dos Andes (8h)
4 - Outros
Agência de viagem: CVC Parque Mall Shopping (Milton Xavier)
Previsão do tempo pelo Meteoblue para o dia 12 (domingo) em Santiago: 15º a 28º com 0% de probabilidade para precipitação.
Sobre o Chile
É um país da América do Sul, que ocupa uma longa e estreita faixa costeira encravada entre a cordilheira dos Andes e o oceano Pacífico. Faz fronteira ao norte com o Peru, a nordeste com a Bolívia e a leste com a Argentina. O Chile possui um território incomum, com 4 300 quilômetros de comprimento e, em média, 175 quilômetros de largura (430 quilômetros em sua parte mais larga), o que dá ao país um clima muito variado, indo do deserto mais seco do mundo — o Atacama — no norte do país, a um clima mediterrâneo no centro, até um clima frio e propenso à neve ao sul, com geleiras, fiordes e lagos. O país está localizado no Círculo de Fogo do Pacífico, região no entorno da placa de Nazca, que concentra 90% da sismicidade e vulcanismo do planeta. Sua extensão territorial é 756.102 km2 (não incluindo a reivindicação do país sobre o Território Antártico)
Atualmente, o Chile é um dos mais estáveis e prósperos países da América do Sul. No contexto da América Latina, é um dos melhores em termos de desenvolvimento humano, competitividade, qualidade de vida, estabilidade política, globalização, liberdade econômica e percepção de corrupção, além de índices comparativamente baixos de pobreza.
O Chile mantém doze estações científicas e concentra 40% da observação astronômica mundial.

Si vas para Chile, antiga canção chilena
"Campesinos y gentes del pueblo / te saldran al encuentro, viajero / y verás como quieren en Chile / al amigo, cuando es forastero." 
Conhecer Santiago
Fundada em 1541 por Pedro de Valdivia, Santiago é a cidade mais antiga do país.
Dos mais de 18 milhões de habitantes do país cerca de 7,4 milhões vivem na Região Metropolitana de Santiago, a capital do Chile desde 1810.
Com uma arquitetura que mistura a tradição com a modernidade, Santiago tem as melhores instalações urbanas e as principais sedes cívicas do país, como o Palacio de La Moneda, sede do governo nacional.
O Metrô de Santiago é o segundo maior da América Latina, atrás apenas do Metrô da Cidade do México. Contando com cinco linhas, 108 estações e uma extensão de 103 km, por ele são transportados diariamente em torno de 2 300 000 passageiros.
Santiago (UTC -4) fica uma hora atrás de Brasília (UTC -3) e tem horário de verão mais ou menos na mesma época que o Brasil.
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CENTENÁRIO DR. CARLOS ALBERTO STUDART GOMES (2)

Discurso de Dr. Gilmário Mourão Teixeira (foto) pronunciado no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, em 22/09/2017. Transcrito do Blog MEMÓRIAS de Dra. Ana Margarida Arruda Furtado Rosemberg.
--- Ao agradecer a homenagem que, generosamente, me é prestada, nesta festa de exaltação à memória de Carlos Alberto Studart Gomes, realce de seu centenário de nascimento, deixem-me que converta a minha condição de homenageado na de testemunha presencial da história, pois, contemporâneo – acerco-me dos 100 anos – e companheiro de lutas, vivemos juntos, Carlos Alberto e eu, muitas das refregas que nos desafiavam como chefes de serviços de saúde, não raramente posicionados em campos opostos, mas, sem um arranhão, sequer, nas fraternas relações que cultivamos.
Feliz a ideia de realizar este encontro de saudosa evocação, neste espaço que abrigou não só o campo de suas lutas vitoriosas, mas, também as vivências da essência da vida, pois aqui, neste mesmo rincão, Carlos Alberto viveu, por anos, ao lado da sólida e bela família que constituiu, indubitavelmente, o ente maior de sua escala de valores.
Reconheçamos o quanto é sábio aquele que dedica a vida profissional à grandeza de uma instituição, notadamente uma entidade cujo escopo é o alívio da carga de sofrimento humano que a doença determina, forma transcendental de concorrer para o restabelecimento do bem estar, ente essencial à qualidade de vida e condicionante de um dos propósitos maiores das aspirações humanas - o estado de saúde. E este desiderato Carlos Alberto cumpriu por vocação.
Quando os avanços da ciência e da tecnologia, colocaram nas mãos dos que promovem a saúde, os agentes específicos que curavam a tuberculose, prescindindo, na maioria dos casos, do acolhimento hospitalar, discutimos, por vezes neste mesmo ambiente, o destino que estaria reservado às instituições que dirigíamos, Carlos Alberto aqui, à frente do então Sanatório de Messejana e eu ali adiante, à cabeça do, à época, Sanatório de Maracanaú.
Frente às vertentes que despontavam da perspectiva de novos caminhos, o reverenciado desta tarde, homem de ampla visão, acurado auscultador do labirinto da saga das políticas de saúde, vislumbrou e combateu, arduamente, a transformação daquele modesto sanatório – a joia da coroa - criado nos anos trinta graças aos ideais do Dr. João Otávio Lobo, neste hospital agora denominado “Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes” que, sem negligenciar a tuberculose, pois cuida, atualmente, dos casos que exigem tecnologia fina, fez-se uma unidade avançada de doenças cardiovasculares e torácicas e é, hoje, um acreditado centro de referência nacional em transplantes cardiopulmonares.
Nosso homenageado é parte de uma constelação de médicos que contraíram a tuberculose quando ainda cursando a Faculdade de Medicina – condição que Carlos Alberto jamais ocultou – e, curados, dedicaram-se à especialidade voltada para a prevenção, o tratamento e o controle dessa doença, uma das calamidades que mais vítimas fez, através da história da humanidade e, nos dias atuais, dominada pelas conquistas da medicina, mas, ainda não erradicada devido aos agravos do subdesenvolvimento e à inépcia dos que doutrinam e conduzem a saúde do povo.
Não seria demasiado admitir que algo do caráter de visionário, de defensor inarredável de suas causas e de romântico, qualidades que integravam a personalidade de Carlos Alberto, tenham origem no misticismo que, então, envolvia o drama dos que padeceram de tuberculose.
José Rosemberg, um dos expoentes de nossa cultura médica, em trabalho magistral, levantou aspectos da vida de 364 tuberculosos célebres – reis, rainhas, escritores, cientistas, médicos, pintores, músicos – que viveram em épocas em que a tuberculose dizimava não só os estratos sociais que abarcam a miséria, mas também as elites, figuras que, ainda no dizer de Rosemberg, amalgamaram a tuberculose à história cultural das manifestações criativas e à dramaticidade da doença.
Não foi só por acaso, que Thomas Mann, a maior expressão da literatura alemã da era contemporânea, tenha concebido sua obra prima, a “Montanha Mágica”, enquanto paciente de um Sanatório dos Alpes suíços – o Sanatório Berghof em Davos, hoje, Waldhotel-Bellevue – numa atitude romântica, o visitei em 1998; nesse ambiente plural, Thomas Mann, também um dos mais lúcidos humanistas de seu tempo, encontra inspiração para moldar seus múltiplos personagens que, no dizer de um de seus apreciadores, arrastavam ao debate, as correntes vigentes do pensamento filosófico que envolviam o materialismo científico, o racionalismo, o iluminismo, a democracia, para alcançar os grandes temas da Fé, da Morte, da Ciência, da Filosofia, do Amor e do Tempo.
Permitam-me agora, ao encerrar este sucinto elogio, com que reverenciamos a memória de um cidadão íntegro, um médico empreendedor, que aplicou todo seu conhecimento das ciências médicas e saberes advindos da experiência de vida, na prática do bem e no desenvolvimento de entidades dedicados à recuperação da saúde, permitam-me, renovo, por apropriado, fazer um chamamento à consciência de cada um de nós, considerando a crise moral e política que ora nos desonra como nação e frente aos deveres da cidadania, para que, democraticamente, quando as urnas nos forem apresentadas, entreguemos a compatriotas dignos, e somente a eles, a condução das instituições que nos asseguram a governabilidade, a lei, a justiça, a ordem, o progresso e, acima de tudo, a liberdade e a paz.
Que a memória de Carlos Alberto nos ajude.
Dr. Gilmário Mourão Teixeira
médico pneumologista e professor aposentado da FMUFC
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IX LANÇAMENTO COLETIVO DA EDITORA DA UECE

A Editora da Universidade Estadual do Ceará (EdUECE) realizou nesta quinta-feira (26), como atividade da XXII Semana Universitária, o IX Lançamento Coletivo de Livros da EdUECE.
O evento aconteceu no Auditório Paulo Petrola, no prédio da Reitoria, Campus Itaperi, a partir das 16h, quando foram lançados cerca de 100 livros das mais variadas áreas do conhecimento.
Entre as obras expostas, constou uma publicação de autoria de Marcelo Gurgel, o livro "Ideias Médicas Circulantes: crônicas e ensaios". Com este último título, o autor, que é também professor do Centro de Ciências da Saúde da UECE, atingiu a marca de noventa e três livros publicados.
Na ocasião, houve também uma cerimônia comemorativa dos 30 anos da Editora.
"30 anos transformando pensamentos em livros"
Portal da EdUECE
31/10/2017 - Atualizando ...
O livro "Ideias Médicas Contemporâneas: crônicas e ensaios", de Marcelo Gurgel será lançado nesta terça-feira, 31 de outubro, às 19 horas, no Auditório do Sindicato dos Médicos do Ceará (rua Pereira Filgueiras, 2020 - 9º andar, Fortaleza - CE). O autor e a obra serão apresentados pelo Dr. Florentino de Araújo Cardoso Filho, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB).
A presidente do Sindicato dos Médicos do Estado Ceará, Dra. Mayra Pinheiro, convida familiares e amigos do professor Marcelo Gurgel para esta noite de autógrafos.

LANÇAMENTO DO LIVRO "À FLOR DA PELE"

A Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, regional do Ceará (Sobrames/CE), lançou no dia 19 de outubro o livro "À flor da pele", sua 34.ª antologia. O lançamento deste livro aconteceu no Auditório da Sede da Unimed Fortaleza, às 19h30, tendo como apresentador o médico, professor e escritor Dr. Flávio Leitão, membro das Academias: Cearense de Letras e Cearense de Medicina, e também sócio da Sobrames Ceará.
"O que agrada na leitura desta coletânea é a grande variedade dos gêneros literários. As musas gregas, certamente, inspiraram os colaboradores da Antologia 2017, dentre elas, Calíope (eloquência), a que preside a poesia, foi a mais generosa, traduzindo-se por mais de 40 poesias de elevada sensibilidade. Não faltou, contudo, o concurso da musa Polimnia (retórica) assim como de Clio (história)."
Flávio Leitão
Com a publicação de "A flor da pele" dá-se prosseguimento a uma série de antologias de autores médicos cearenses, a qual foi iniciada em 1981, tendo como editores em sua fase pré-sobramista os colegas Dr. Emanuel Melo e Dr. Paulo Gurgel.
Neste ano, o número de colaboradores (67) é considerado dos mais expressivos. Dr. Marcelo Gurgel, atual presidente da Sobrames Ceará, foi o responsável pela coordenação deste livro (como tem sido em números anteriores), e o cirurgião plástico Dr.Isaac Furtado programou a capa.
Marcelo Gurgel e Flávio Leitão no lançamento da Antologia 2017
Foto: Portal Arruda Bastos
Para ler mais: http://blogdasobramesceara.blogspot.com.br/2017/10/lancamento-da-34-antologia-da-sobrames.html

CORONEL GURGEL E O BANDO DE LAMPIÃO

por Geraldo Maia
Os dias que antecederam ao 13 de junho de 1927 foram de muita agitação para a população. Boatos alarmantes davam conta da penetração de cangaceiros no solo potiguar, e que o objetivo da malta era atacar Mossoró, a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.
Antônio (Valeriano) Gurgel do Amaral, o Coronel Gurgel (foto), destacada figura nos meios políticos e sociais do Estado, ex-prefeito de Natal, se encontrava na cidade e os boatos o estavam perturbando. Por precaução, resolveu pegar sua esposa que se encontrava na Fazenda "Brejo", uma propriedade da família que ficava próxima ao lugarejo Pedra de Abelhas, atual Felipe Guerra.
Fez a viagem de automóvel, tendo como chofer Francisco Agripino, mais conhecido pelo apelido de Gatinho. Acontece que por não conhecer bem a estrada que levaria à Fazenda, Gatinho muda o rumo e em determinado momento chama a atenção do Coronel para uns homens armados que se achavam à margem do caminho. Gurgel manda prosseguir a viagem, mas logo depois muda de ideia, pois o carro começa a ser alvejado pelos bandidos e perseguido por um cangaceiro, que de arma na mão exige que parem o carro. Era o cangaceiro Coqueiro, do bando de Lampião, que se aproximando do Coronel foi logo tomando-lhe a carteira de onde tirou um conto e quinhentos mil réis, a pistola automática e uma caixa de balas de rifle. Depois, revistando-o, tirou também a aliança, os óculos e o fez descer do automóvel dando-lhe "ordem de prisão".
Acontece que o rumo que Gatinho tomou, por engano, levou-os a uma faixa que havia sido ocupada pelos cangaceiros. E o Coronel Gurgel, depois de saqueado, foi escoltado à casa de Manoel Valentim, na Fazenda Santana, onde os chefes da malta se aquartelavam.
"Prendi um "coronelão", bicho de dinheiro!", grita Coqueiro aos comparsas.
Nesse momento Sabino Gomes, um dos subchefes de Lampião, encarando o Coronel, determina sua sentença:
"Você está preso por dez contos de réis!"
Depois desse rápido diálogo, foi apresentado ao Capitão Lampião e qual não foi sua surpresa ao descobrir que dois dos seus irmãos, José e Fausto, também se encontravam ali na qualidade de prisioneiros do grupo.
Num depoimento posterior, o Coronel Gurgel diz que Lampião perguntou a ele onde arranjaria o dinheiro para pagar o resgate seu e de seus irmãos, o que o mesmo respondeu que não lhe era fácil arranjar tão elevada quantia, especialmente ali. Talvez a conseguisse em Mossoró, onde tinha alguns amigos. Propôs, então, ir a Mossoró de carro, apanhar o resgate, deixando como garantia seus irmãos. Pediu, no entanto, um desconto. Sabino Gomes, que assistia a negociação, não gostou da ideia. Pelo atrevimento, aumentou o resgate para quinze contos de réis e determinou que o mesmo mandasse um dos seus irmãos, no carro, buscar o dinheiro.
O escolhido foi Fausto, que seguiu viagem levando um bilhete do Coronel Gurgel para Jaime Guedes, gerente do Banco do Brasil em Mossoró, onde dizia:
"Jaime: Estou preso pelo Sr. Virgulino, o qual exige quinze contos, preciso, porém, que você mande vinte e um contos para salvar-me e a meus irmãos. O portador é Fausto, a quem você despachará com urgência. Deus nos proteja. Antônio Gurgel. 12/06/1927".
Uma série de acontecimentos faz com que o portador não encontre mais o bando que, sendo vencido em Mossoró, foge para o Ceará. O Coronel Gurgel permaneceu com o bando até o dia 25 de junho, quando foi posto em liberdade para dar mais mobilidade ao grupo. Toda essa aventura foi registrada em um diário escrito pelo Coronel Gurgel, durante os dias de cativeiro.
"Nas Garras de Lampião (diário)" - é o título de um trabalho publicado em 1996 pelo historiador Raimundo Soares de Brito, onde reproduz o "Diário do Coronel Gurgel" com bastante ilustrações e notas de rodapé. É, por certo, o mais importante registro do que aconteceu com o bando de Lampião depois do ataque a Mossoró.
Maia, G. Coronel Gurgel. Jornal O Mossoroense. Publicado em 23/07/2005 e acessado em 23/07/2017
Maia, G. Algumas considerações sobre os Heróis da Resistência. Blog do Gemaia
Um detalhe curioso acrescentado a esta história por Rostand Medeiros:
Eu tenho a minha hipótese para o caso das moedas: o Coronel Gurgel era uma pessoa tão especial, tão interessante, que não recebeu nem uma e nem duas moedas de ouro dos cangaceiros, mas três. Uma de Luís Sabino e duas de Lampião, uma brasileira e duas inglesas. Daí, se esta hipótese for correta, talvez o coronel Gurgel seja o primeiro caso de um sequestrado neste mundo que, apesar de passar vários dias com seus algozes, voltou para casa ganhando presentes dos seus algozes na forma de três moedas de ouro tilintando no bolso.
Medeiros, R. O ouro dos cangaceiros para Yolanda. Tok de História
Para acessar o diário do raptado Coronel Gurgel:
Meneleu, R. Lampião e o Coronel - diário de um raptado. Caiçara dos Rios dos Ventos

"NA TRILHA DO PASSADO": AGORA DISPONÍVEL NO "MEDIAFIRE"

Olá Paulo,
Meu nome é Lucas de Araújo Gurgel e gostaria de compartilhar o link do livro "Genealogia da Família Gurgel - Na Trilha do Passado". Felizmente, consegui o livro na biblioteca do Senado Federal e o digitalizei.
Segue o link para download:
Lucas de Araújo Gurgel
Lucas,
Você prestou um inestimável serviço a todos que procuram este livro do Aldysio Gurgel do Amaral e não o encontram. Publicada em 1986, a obra teve a sua edição logo esgotada.

UM PATOLOGISTA SOB MÚLTIPLOS OLHARES

ISBN: 978-85-915558-5-7
"Dalgimar Beserra de Menezes: um patologista sob múltiplos olhares" é o título do livro mais recente do médico, professor da UECE e polígrafo Marcelo Gurgel Carlos da Silva. Concluído em 2016, mas só agora lançado, este livro é uma biografia não autorizada do médico patologista, conselheiro do CREMEC e professor emérito da UFC Dalgimar Beserra de Menezes.
Por ser o perfilado pouco afeito a homenagens e haver desde o início demonstrado resistência a ideia da elaboração deste livro, Marcelo optou por escrevê-lo sem contato direto com o conselheiro Menezes.
Desse modo, em um lapso de cinco anos, garimpando nas mais variadas fontes - impressas, eletrônicas e outras -, Marcelo reuniu textos, fotos e outras informações de/sobre o biografado. Além disso, recorreu aos dados do currículo do perfilado na Plataforma Lattes, monitorando obstinadamente suas frequentes atualizações.
Considera Marcelo Gurgel que "os conhecidos méritos do Prof. Dalgimar Beserra de Menezes não podem ficar escondidos nos escaninhos cerebrais dos seus amigos e colegas mais próximos", daí a razão pela qual se empenhou na publicação da referida biografia.
P.S.
Consta deste livro, às páginas 60 e 61, o texto PROEMIAL, que escrevi à guisa de prefácio para o "Em busca de poesia", de Dalgimar Beserra de Menezes, publicado em 1985. ~ PGCS

KREKE PATINHA, A MÁQUINA DE QUEBRAR CARANGUEJO

Conheça a história do empresário cearense Adriano Rocha, que inventou uma engenhoca bastante simples, mas que promete revolucionar o jeito como as pessoas quebram as patas dos caranguejos para comer.
Depois de vários protótipos feitos e de quase um ano de testes, finalmente o utensílio ficou pronto e recebeu este nome: Kreke Patinha.
O invento, que facilita a vida de quem gosta de comer caranguejo, vem fazendo sucesso em Fortaleza e, através do site do empresário, já está à venda para todo o Brasil. Cada unidade custa R$ 45.
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CENTENÁRIO DR. CARLOS ALBERTO STUDART GOMES

Foi comemorado no dia 22 de setembro, com início às 15 horas, no Bosque dos Eucaliptos do Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, o centenário de nascimento (23/08/1917) deste médico tisiologista que, no período de 1944 a 1983, dirigiu com acerto e dedicação a citada instituição, transformando-o de um pequeno sanatório inicialmente destinado ao tratamento de pacientes tuberculosos em uma unidade hospitalar da rede de hospitais do Sistema Único de Saúde do Estado do Ceará, na qual é atualmente referência para o diagnóstico e o tratamento das doenças cardíacas e pulmonares.
Programa
1. Abertura do evento pelo Dr. Frederico Augusto de Lima e Silva, diretor do HM.
2. Discursos de agradecimento do empresário Dr. Beto Studart e do médico cardiologista Dr. Flávio Studart, em nome da família Studart Gomes.
3. Discurso do Secretário de Saúde do Estado do Ceará Dr. Henrique Javi.
4. Homenagem a funcionários amigos do Dr. Carlos Studart, com a entrega de placas a eles ou seus representantes, com os seguintes dizeres:
Hoje é um dia especial para recordar um grande homem e todos os que estiveram ao seu lado para escrever um importante capítulo na medicina do Ceará, uma história de dedicação, coragem e coração --- nome do homenageado --- Nós, da família de Carlos Alberto Studart Gomes, reconhecemos seu trabalho na construção desse legado. É com muita emoção que agradecemos o apoio e a amizade dedicados ao nosso amado pai.
5. Discursos dos médicos Dr. Gilmário Mourão Teixeira e Dr. João Martins Torres, em nome dos homenageados.
6. Declamação do poema "Bosque dos  Eucaliptos" pela autora, A.S. Dra. Dione Barros.
7. Lançamento do livro "Dr. Carlos Alberto Studart Gomes - O Arquiteto de Esperanças" pelo médico cardiologista e sobramista Dr. José Maria Bonfim, autor da obra.
8. Música ao vivo e coquetel.
Correspondência
24/09/2017, às 09:16
Amigo Paulo,
Muitíssimo obrigado por seu apoio nessa data tão importante para a nossa família.
Grande abraço e um bom domingo.
Beto Studart, por e-mail
25/09/2017, às 05:28
Reverenciar os grandes homens por seus feitos é preservar a nossa memória.
Ana Margarida Rosemberg, por comentários
25/09/2017, às 20:59
Gosto de receber estas notícias. Um abraço.
Auxiliadora Barroso, por e-mail

"ANOS DOURADOS EM OTÁVIO BONFIM" (QUARTA CAPA DO LIVRO)

Baseada nas vivências e pesquisas do escritor Vicente de Paula Falcão Moraes, aqui temos a 2ª edição revista e ampliada de "Anos Dourados em Otávio Bonfim". A obra é um precioso repositório de relatos sobre o bairro de Otávio Bonfim, na qual o memorialista ajustou o foco das suas reminiscências para as décadas de 1950 e 60.
O ponto de partida é a Estação Ferroviária de Otávio Bonfim. Construída em 1922, tempos depois a Rede de Viação Cearense, homenageando o engenheiro Otávio Bonfim (foto), deu o nome deste funcionário à estação. Com o passar dos anos, por um processo de assimilação, moradores e frequentadores do bairro (oficialmente denominado de Farias Brito) passaram a chamar a região de Otávio Bonfim.
A estação não existe mais - no plano físico. Não há mais como cruzar aqueles trilhos urbanos, chegar ao saguão da estação e, após ouvir o toque característico do pequeno sino, tomar o trem das três (da madrugada) que levava o jovem aluno da Faculdade de Medicina da UFC para as merecidas férias no Sítio Catolé, em Senador Pompeu.
Também não há mais o Instituto Padre Anchieta, o Cine Familiar e o Nazaré, a fábrica Siqueira Gurgel nem o chamado time fabril, o Usina Ceará, e o Jardim Japonês. De formas diversas, o tempo foi dispersando as antigas turmas do bairro - com suas festas, corais, peças teatrais, quermesses, jogos, excursões e brincadeiras.
E sinto assim todo o meu peito se apertar, como disse o poeta .
No entanto, resistindo à voracidade de Cronos, o deus primordial do tempo, a Praça de Otávio Bonfim, as ruas, becos e vilas que compõem o bairro, e o seu ícone maior, a Igreja Nossa Senhora das Dores, onde o inesquecível Frei Teodoro exerceu grande parte do seu trabalho missionário, continuam como referências no tempo presente. E novas gerações zelam o legado.
O bairro a oeste do centro histórico de Fortaleza é peculiarmente pequeno na planta topográfica da cidade: um quilômetro quadrado de Otávio Bonfim a inserir-se timidamente em 315 quilômetros quadrados de Fortaleza. Mas, como recurso crucial, Otávio Bonfim conta com seus incansáveis historiadores (Vicente Moraes e Marcelo Gurgel) que, aquém dos anos dourados e além dos anos iluminados, certamente prosseguirão no afã de transformar em livros as histórias de sua/nossa gente.

Paulo Gurgel Carlos da Silva
http://blogdopg.blogspot.com.br
http://gurgel-carlos.blogspot.com.br

BIOGRAFIA DE MOACIR SOARES PINTO (1928 - 2014)

SEMINARISTA - COMERCIANTE - EMPREENDEDOR - AUDITOR FISCAL E POLÍTICO
por Antonio Pinto Macedo (*)
No dia 28 de janeiro de 1928, na cidade de Aurora-CE, Antônio Pinto Ferreira e Josefa Soares Pinto colocaram no mundo Moacir Soares Pinto que sucedia a irmã Terezinha. O casal teria, ainda, mais três filhos: Lary, Frassinete e Alacoque.
Moacir iniciou seus estudos em sua cidade natal, no estabelecimento de ensino denominado Escolas Reunidas. Aos 7 anos de idade perdeu, precocemente, com apenas 36 anos, o seu genitor que fazia tratamento de saúde na cidade de Barbalha-CE. Em decorrência, seu avô materno José Soares passou a tocar os negócios da família com oiticica e algodão, incluindo uma fábrica de beneficiamento, bem como a administração da usina elétrica, responsável pelo fornecimento de energia elétrica para a cidade de Aurora. Tinha sido seu pai quem implantou a energia elétrica na cidade em 1931.
Com 11 anos, Moacir foi estudar no Seminário Diocesano, na cidade de Crato-CE, deixando para trás irmãos saudosos, sobretudo Terezinha que, costumeiramente, chorava copiosamente.
No Seminário, onde permaneceu por pouco mais de um ano, dividia com Wilson Machado, futuro radialista da Ceará Rádio Clube de Fortaleza, os dois times locais de futebol nos horários de lazer.
De volta a Aurora, com apenas 12 anos, Moacir ingressou no mundo comercial, colaborando com seu avô José Soares na administração dos negócios deixados por seu pai.
Aos 14 anos, foi residir em Fortaleza para estudar no Colégio Farias Brito, onde permaneceu por dois anos. Regressou a sua cidade natal e, com apenas 16 anos, já administrava a fábrica de beneficiamento de algodão.
Com 17 anos, ingressa na vida política e, aos 18 anos, sem abandonar as outras atividades, passa a negociar com tecido, tendo como sócio Cândido Ribeiro Neto, futuro deputado estadual, com quem chegou a dividir 6 lojas de venda de tecido em Aurora, Missão Velha e Lavras da Mangabeira, cidades vizinhas.
Em 6 de março de 1948, portanto com 20 anos, contraiu matrimônio com a Sra. Zaíra Teixeira de Macêdo, filha de Antonio Landim de Macêdo e Rosa Teixeira Leite. Em dezembro do mesmo ano, nasceu o primogênito dos 10 filhos que o casal colocaria no mundo. Sete dos 10 filhos ultrapassaram a infância, a adolescência e se tornaram adultos, permanecendo vivos até a data de divulgação desta biografia e são eles: Antônio, Maria Lúcia, Rosy Mary, Francisco Moacir, Elba, Márcia e Denise. Ao longo dos anos, foram incorporados à família as noras Eliane e Maristane e os genros Henrique, Paulo, Gaudêncio e Ronaldo.
Em 1951, foi eleito pela primeira vez vereador para a Câmara Municipal de Aurora. Em 1955 foi reeleito, todavia, teve que renunciar ao mandato em 1957 para assumir o cargo de coletor federal. Envolvido nas atividades da coletoria, do comércio e da política, Moacir (atacante) ainda encontrava tempo para, juntamente com seu irmão Lary (defensor) e seu cunhado Dr. Bastim (meio-campista), jogar na seleção de futebol de Aurora, onde residiu até o final do ano de 1958.
No período de 1959 a 1961,  residindo em Fortaleza, dedicou-se ao comércio atacadista com um armazém na Rua Governador Sampaio.
De volta a Aurora, permaneceu de 1962 até julho de 1964, quando retornou novamente para Fortaleza, onde permaneceu do restante de 1964 até julho de 1966. De agosto de 1966 a 1967, Moacir esteve de volta à terra natal. Neste período, como proprietário de uma pequena empresa de telefones, que ele instalou e iniciou a operação em Aurora, repetindo com a telefonia aquilo que seu pai fizera com a energia elétrica 36 anos atrás.
De 1968 a junho de 1976, foi auditor fiscal (nova nomenclatura para coletor federal) em Juazeiro do Norte-CE, terra de Padre Cícero ("Padim Ciço"), de quem foi devoto. De julho de 1976 a dezembro de 1979 residiu em Fortaleza e, no período de 1980 a 1982, foi auditor fiscal em Brasília.
Utilizando-se de licenças do serviço federal, foi novamente vereador em Aurora, na legislatura 1977/1982, tendo sido, ainda, em 1978, candidato a deputado estadual.
Em 1983, retornou a Juazeiro do Norte-CE onde permaneceu até 1992 quando aposentou-se do Serviço Federal, e tendo sido ainda, em 1986, candidato a deputado federal.
Voltou a residir em Aurora em 1993, onde permaneceu até 1998 mudando-se, pela última vez, para Fortaleza onde fixou sua última residência.
Até 9 de outubro de 2014, com saúde e alegria , na companhia de Zaíra e convivendo com seus 7 filhos, 14 netos, 4 bisnetos, 2 irmãos e 13 sobrinhos diretos, viveu seu último período de felicidade.
Ao longo de sua vida cheia de mudanças de residência e de múltiplas atividades, foram marcas da personalidade de Moacir a consideração e o apoio aos seus filhos, irmãos, familiares e amigos.
Aurora, julho de 2017
(*) O Tenente-Brigadeiro-do-Ar R1 Antônio Pinto Macedo é o autor desta biografia de Moacir Soares Pinto, seu pai.
Arquivo:
A DESCENDÊNCIA DE MOACIR E ZAÍRA - NOTA DE FALECIMENTO DE MOACIR
Correspondência:
Obrigada, Paulo. Realmente eu queria a biografia de tio Moacir. Valeu. ~ Celi Pinto

OCUPA IHGRN

Vídeo especial do programa "Ponto de Vista", com Nelson Freire, sobre a recente "ocupação" do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) por Ceará Mirim.
Inclui: abertura do evento, entrevistas diversas e mostras de manifestações culturais e artísticas desse município do Leste Potiguar.
Ver também: nota relacionada em GENEALOGIA E HISTÓRIA.

Estão de parabéns pelo sucesso do evento o presidente Ormuz Barbalho Simonetti e seus confrades do Instituto, bem como os gestores de cultura e a população de Ceará-Mirim. Este exemplo de parceria com o IHGRN promete ser seguido por outros municípios norte-riograndenses.

SESSENTA ANOS DE LUCIANO E GERMANO

Em uma casa de praia na Tabuba (Caucaia), os irmãos gêmeos Luciano e Germano Gurgel Carlos da Silva receberam familiares e amigos para a comemoração dos seus 60 anos.
Tiago, filho de Germano, e Marina e Diana, filhas gêmeas de Luciano, leram os textos que escreveram homenageando seus pais, que discursaram a seguir em agradecimento.
Uma feijoada foi o prato principal do dia (26), que era sábado.
Luciano e Germano: sessentões

O INSTITUTO PADRE ANCHIETA (2)

"Seu Silva, o grande mestre educador, a enciclopédia ambulante do bairro de Otávio Bonfim." ~ Vicente Moraes

Fundado e dirigido por meu pai, Prof. Luiz Carlos da Silva, existia em Otávio Bonfim o Instituto Padre Anchieta. Nas décadas de 1950 e 60, era a única escola privada do bairro. Mas o imóvel em que funcionou, situado na Justiniano de Serpa, nº 53, não existe mais por ter sido demolido para o alargamento da rua.
Tarcísio Moraes, em sua apresentação do livro "Anos Dourados em Otávio Bonfim", na 2ª edição, e Vicente Moraes, o autor do livro, colocam em destaque o papel do Instituto Padre Anchieta e homenageiam o seu fundador:

"Todos os acontecimentos textualizados na presente obra servirão de exemplo, para nossos filhos e netos, como uma marca de vidas muito bem vividas sob a orientação da igreja e de pequenas escolas primárias, como o Instituto Padre Anchieta, tendo à frente o seu Silva, que tudo fizeram no sentido de preservar a união familiar como uma base sólida de um futuro promissor." ~ Tarcísio Moraes

"Eis aí, caros leitores, o pequeno histórico de uma juventude cuja vivência e formação educativa devemos à presença de uma família organizada dentro dos princípios da Igreja e dos pequenos estabelecimentos escolares - com destaque para o Instituto Padre Anchieta que tinha como educador o Professor Luiz Carlos da Silva (seu SILVA) - que formavam uma base cristã, cívica e moral para a posteridade." ~ Vicente Moraes

LANÇAMENTO DO LIVRO "ANOS DOURADOS EM OTÁVIO BONFIM" - 2ª EDIÇÃO

A Editora Iuris convida a todos para o lançamento da segunda edição do livro Anos Dourados em Otávio Bonfim (À Memória de Frei Teodoro), de autoria do escritor Vicente de Paula Falcão Moraes. O autor será apresentado pelo jornalista Willame Moura e sua obra, pelo médico e professor Marcelo Gurgel.

Local: Salão de Santo Antônio (ao lado da igreja da Paróquia N. S. das Dores)
Dia: 25/08/2017, sexta-feira
Horário: 19h30
Traje: esporte fino
Informação: (85) 9 8701 2644

Hoc opus.
PS. Tive a honra de escrever a quarta capa desta edição do livro de Vicente Moraes.

Atualizando ...
12/08/2017 - Cobertura do evento pelo Blog do Marcelo Gurgel
27/09/2017 - Recebi há pouco "ANOS DOURADOS EM OTÁVIO BONFIM", pelo que lhe agradeço a gentileza e irá diretamente à minha cabeceira. Valeu!
Jaime Nogueira
02/10/2017 - No final de semana recebi, do Dr. Paulo Gurgel, o livro "Anos Dourados em Otávio Bonfim", de autoria do escritor conterrâneo Vicente de Paula Falcão Moraes.
Otávio Bonfim, onde moramos por alguns anos, era onde moravam muitos dos nossos parentes da família Gurgel.
E é um imenso prazer ver desfilar no livro algumas fotos de nossos tios e tias bem jovens: Tio Gurgel (Henrique Gurgel), Tio Almir, Tio Aldemir, Tia Terezinha, Tia Otília e o Tio Eduardo Mota.
E ver, também a menção de outros tios, como a Tia Zélia e o Tio Evanésio.
Muitas saudades ficaram dos tempos da pracinha da igreja e do famoso, para nós, Cine Familiar.
Obrigado, Dr. Paulo pelo belo presente.
Grande abraço.
Fernando Gurgel Filho
01/11/2017 - "Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia." - Lev Nikolayevich Tolstoy
Meu Caro Esculápio:
O Espírito de Lev Nikolayevich Tolstoy baixou legal no Vicente Morais e confesso que me fez regredir aos anos ´60, com seus falares cirurgicamente reconstruídos. Parabéns. Já anotei alguns comentários que infelizmente estou sem condições de editá-los por conta do embaçamento de meu olho esquerdo, logo que o oftalmologista passar uma flanelinha no local devido, remeto. Gostei muito do livro.
Jaime Nogueira