LANÇAMENTO DO LIVRO "ANOS DOURADOS EM OTÁVIO BONFIM" - 2ª EDIÇÃO

A Editora Iuris convida a todos para o lançamento da segunda edição do livro Anos Dourados em Otávio Bonfim (À Memória de Frei Teodoro), de autoria do escritor Vicente de Paula Falcão Moraes. O autor será apresentado pelo jornalista Willame Moura e sua obra, pelo médico e professor Marcelo Gurgel.

Local: Salão de Santo Antônio (ao lado da igreja da Paróquia N. S. das Dores)
Dia: 25/08/2017, sexta-feira
Horário: 19h30
Traje: esporte fino
Informação: (85) 9 8701 2644

Hoc opus.
PS. Tive a honra de escrever a quarta capa desta edição do livro de Vicente Moraes.

O BOLETIM DE OCORRÊNCIA

Diogo Fontenelle
para Sandra Veloso, amiga dos tempos escolares

Da minha janela, observo – em pranto - a demolição do Grupo Escolar
Em nome da construção de um invasivo condomínio de apartamentos.
A paisagem da janela foi amputada, agora resta apenas desvão pelo ar,
A aquarela da minha infância, em sangria, reflui os velhos sentimentos.

O Grupo Escolar demolido a acenar da janela qual caprichosa miragem
Era uma risonha parte de mim, sinto-me desolado com a alma mutilada.
A quem deverei reclamar pelo meu direito visual-amoroso da paisagem?
Em qual delegacia-distrito policial lavrarei o meu boletim de ocorrência?

Ante o inusitado sombrio luto por mim mesmo, é preciso seguir viagem!

TREZENTOS ANOS DA FAMÍLIA GURGEL NO NORDESTE (1716 – 2016)

por JB Serra e Gurgel (*)
Este era o título do livro que José Jarbas Studart Gurgel (Acaraú , 20.07.1935 – Fortaleza, 29.01.2015) pretendia publicar para marcar a História de uma das mais tradicionais famílias do Brasil, não tivesse sido surpreendido pela morte em seus 80 anos, intensamente vividos. Antes pensara em titular, "De Geração em Geração".
Guardo comigo a última edição quase definitiva, de 2014, editada e montada. Certamente pretendia convocar a Gurgelândia do Nordeste, especialmente do Ceará e do Rio Grande do Norte, com sua "apresentação", a 6ª, de 16.09.2014. (mandou-me a 2ª, de 10.01.2014, a 3ª, de 10.01.2014), além das  cartas de 10.11.13 e de 11.02, 16.07 e 10.11.14, e inúmeros e-mails., dando-me ciência das pesquisas, investigações, consultas sobre sua obra, que tinha como referência "o cumprimento da verdade e o resgate histórico e genealógico de nossa família".
Seus estudos complementam os de Heitor Luiz do Amaral Gurgel , "Uma Família Carioca do Século XVI", de Miguel Santiago Gurgel , "Porteiras e Currais" , com as fazendas de Santa Cruz do Aracati, e de Aldysio Gurgel do Amaral, "Na Trilha do Passado, Genealogia da Família Gurgel". Claro que há lacunas a serem preenchidas por outros pesquisadores.
Sua convicção era muito forte indicando que "em face de problemas políticos" a família Gurgel migrou de seu habitat inicial, no Rio de Janeiro, onde se estabeleceu no inicio do século XVII,  mais precisamente em 1606, com o casamento de Toussaint Gurgel, de 30 anos, e Domingas Arão Amaral, de 20. O corsário Toussaint Gurgel, de Havre de Grace, da Alsácia, França, de mãe francesa e pai alemão da Baviera, chegou a Cabo Frio em 1595, no comboio que visava a implantação da França Antártica.
Imagem: www.angelfire.com
Em 410 anos, e com 16 gerações, com os entrelaçamentos de Gurgel do Amaral, Gurgel Valente, Gurgel Costa Lima, Studart Gurgel, Gurgel Barbosa, Nogueira Gurgel, Santos Gurgel, Gurgel Carlos da Silva, Oliveira Gurgel, Holanda Gurgel , estimam-se em mais de 15 mil os seus descendentes .
A migração dos Gurgel para o Nordeste iniciou- se em 1716, após o governador do Rio de Janeiro, Francisco Xavier de Távora, o 56º, que já tinha afrontado Claudio Gurgel do Amaral, grande proprietário de terras no Rio de Janeiro (Morros do Castelo e de Santa Teresa, Outeiro da Gloria, Campo Grande, entre outros, fugiu para Cataguazes em Minas Gerais, onde vivia seu primo Francisco do Amaral Gurgel. Seu filho, o alferes José Gurgel do Amaral, ofendido por João Manoel de Melo e apaniguados, travou uma acirrada luta política e matou todos seus desafetos, sendo os Gurgel declarados. "réus de morte" pelo Governador Távora. José acabou preso em Minas, cumpriu pena no Rio e em Salvador, onde foi levado ao patíbulo.
Maria Gurgel do Amaral, nascida no Rio de Janeiro em 1712, chegou com seus pais à região Penedo ou São Miguel dos Campos, em Alagoas, em 1716, acompanhada de seu marido Davi Lopes de Barros (nome disfarçado).
Um de seus filhos, José Gurgel do Amaral, nascido em 1712, em Penedo, foi casado com Cosma Nunes Nogueira , é o 1º Patriarca da família Gurgel do Aracati. José Gurgel do Amaral Filho, nasceu na fazenda Porteiras, na vila de Santa Cruz do Aracati, e é considerado o 2º Patriarca da Família Gurgel de Aracati, nascido no ano de 1784. Casou-se duas vezes e teve 20 filhos.
A versão "De Geração em Geração", a 2ª., de 10.10.2013, continha os seguintes capítulos: Sumário, Apresentação, Introdução, O Patriarca do Brasil, O Patriarca do Nordeste, O Patriarca de Aracati, O Patriarca de Acaraú, O Patriarca do Recife, Justiça e Justiceiros, Um Gurgel Presidente da República, Do Quinto ao Oitavo filho, A Matriarca de Caraúbas, Um Gurgel Governador de Estado, A Matriarca de Maranguape, O Ramo dos Gurgel Nogueira, Descendentes de Philomena e de Olímpia Gurgel do Amaral, 14ª e 15ª filhas do Patriarca do Aracati, .Os Patriarcas de Apodi e da Paraíba, Amantes das Artes e da Cultura; O Patriarca de Acopiara, Descendência de d.Felismina, O Patriarca de Fortaleza, Uma Comunidade de Vocacionados, descendentes de Jesumira Gurgel do Amaral, a 20ª filha do Patriarca de Aracati; um Gurgel Patrono do Exército Nacional, Exploradores de Ouro nas Minas Gerais, Um Gurgel Inconfidente Mineiro, Conclusão e Bibliografia Consultada.
A versão "Trezentos Anos da Familia Gurgel no Nordeste (1716-2016)", a 6ª, de 16.09.2014, que me foi entregue em seu apartamento da Visconde de Mauá, e que seria quase definitiva, constam os capítulos: Apresentação, Prefácio, Introdução, o Genearca do Brasil, Toussaint Gurgel; o Patriarca do Nordeste, José Gurgel do Amaral, o Patriarca de Aracati, José Gurgel do Amaral Filho; os Studart Gurgel, o Patriarca de; Acaraú, Benjamin Studart Gurgel; os Barros Leal e outros, os outros filhos de Delfino; um Gurgel Presidente da Republica, Humberto de Alencar Castello Branco; Os Gurgel Valente e outros; A Matriarca de Caraubas (RN), Quitéria Gurgel do Amaral; Um Gurgel Governador de Estado Monsenhor Valfredo Gurgel (RN), a Matriarca de Maranguape, Matilde Maria Gurgel do Amaral; Um Gurgel Nogueira e outros; os Carlos da Silva e outros; Patriarcas do Apodi, Tiburcio Valeriano Gurgel do Amaral e da Paraiba, Paulo de Brito Guerra; os Monteiro Gurgel e outros, o Patriarca de Acopiara , Henrique Gurgel do Amaral Valente (Vovô do Rio), Descendentes de d. Felismina Gurgel do Amaral; O Patriarca de Fortaleza, José Gurgel do Amaral; os Guedes e Outros, Heróis da Guerra do Paraguai, entre eles, o Duque de Caxias, Luis Alves de Lima e Silva, descendente da 5ª. filha de Toussaint Gurgel, Méssia do Amaral Gurgel, Bibliografia Consultada, Índice Remissivo.
Comparando com a 2ª. versão, sobraram: o inconfidente “mineiro” , que por sinal é fluminense, Salvador Carvalho da Cunha do Amaral Gurgel, bisneto de Toussaint Gurgel; o Patriarca do Recife, Henrique Gurgel do Amaral; Exploradores de Ouro nas Minas Gerais; Justiça e justiceiros, descendente de Vicente Gurgel do Amaral,
Os 300 anos da família Gurgel no Nordeste não foram comemorados. Foi-se com o Jarbas, a quem rendo homenagem, um Gurgel como tantos outros, inclusive eu, que teve acendrado amor pela causa da família, como instrumento do desenvolvimento humano e da história da humanidade.
(*) JB Serra e Gurgel (Acopiara) é jornalista e escritor 
serraegurgel@gmail.com

OTÁVIO SANTIAGO (1925 - 2017)

Em seu Gente de Mídia, o comunicador e blogueiro Nonato Albuquerque lamentou a recente morte de Otávio Santiago (foto), um dos nomes mais conhecidos da seresta cearense.
Nascido em 4 de setembro de 1925, em Niterói (RJ), Francisco Otávio Santiago de Freitas chegou a Fortaleza com apenas um ano de idade.
Dono de uma voz privilegiada, na década de 1940, embalava as noitadas boêmias de Fortaleza e cantava em programas de auditório das rádios locais.
Conheceu personalidades de destaque da nossa música popular como Lauro Maia, e viu surgir Evaldo Gouveia e seu Trio Nagô que alcançaram fama internacional.
Andando por este país como cantor, Otávio Santiago fez parte do quadro de artistas da Rádio Nacional, conviveu com Vicente Celestino, Nelson Gonçalves, Linda Batista, Ângela Maria, Cauby Peixoto e Orlando Dia, gravou pela Mocambo (selo da Fábrica de Discos Rozenblit, em Recife) e cantou, na noite paulistana, ao lado de Altemar Dutra e de Noite Ilustrada.
Anos depois, retornando a Fortaleza, abriu na avenida Beira-Mar o seu aconchegante Santiago Drinks, bar e ponto de encontro dos músicos e cantores de nossa cidade.
Interpretando as canções "Rosa de Maio", de Custódio Mesquita e Evaldo Ruy, e "Única Rima", de Silvio Caldas e Orestes Barbosa, em 2006, Otávio Santiago participou do álbum (CD) A ERA DO RÁDIO CEARENSE.
Em 2015, recebeu em sessão solene na Assembleia Legislativa do Ceará, por proposta do Prof. Pinheiro, o título de Cidadão Cearense.
Vídeo
Aqui Otávio Santiago interpreta "Cais do Porto", do pernambucano Capiba. Um fonograma do colecionador Nirez, que Luciano Hortencio postou em seu canal no YouTube.

ESTÓRIAS DE ZÉ TÓ (O TO... LERÂNCIA ZERO DE ACOPIARA)

por JB Serra e Gurgel
jornalista e escritor, nascido em Acopiara-CE

Em todos os grupos há pessoas que se destacam por seus gestos e atitudes.
De certa forma, o Ceará é pródigo nos tipos que se caracterizam por respostas prontas e espontâneas para perguntas ingênuas ou idiotas. Três referências ganharam notoriedade. Uma nacional, Paula Ney, poeta e boêmio. Outra estadual, Quintino Cunha, piadista e frasista. Outro local, seu Lunga, no Cariri, tido como "toupeira ambulante", "tolerância zero", "saraiva".
Em Acopiara, temos o nosso, José Gurgel da Silva, Zé Tó, que não sofreu a influência de Quintino Cunha, que por lá passou.
Cresci vendo Zé Tó na sua loja, na Rua Marechal Deodoro. Ficava intrigado com o nome. Até bem pouco tempo nem sabia que era Gurgel. Imaginava eu tratar-se de membro de uma família judia, Toh, que se "diasporou" e foi bater em Lages, depois Afonso Pena e hoje Acopiara. Ignorância minha, certamente. Era de estatura mediana, meio gordo e careca. Vestia-se com sobriedade, ria pouco, mas era querido e estimado. Por trás de uma aparente carranca, estava ele, generoso, simples, humilde, solícito.
Aqui vão algumas de suas estórias,que estão no imaginário de muitos e no anedotário da cidade, recuperadas numa conversa com meu pai, Nertan, tios Nilo, Napoleão e Nicanor, primos de Zé Tó.

1. Primo de Nicanor Gurgel, tratava-o bem. Mas, um dia, um freguês comprou uns armadores de rede na loja dele. Ao passar na sua, perguntou, já sabendo, onde comprara. Diante da resposta, não deixou barato:
— Os armadores do Nicanor não prestam, são feitos com grampos de fixar os trilhos nos dormentes na estrada de ferro.

2. Um freguês entrou na sua loja, viu uma pilha de pedra de amolar e afirmou que queria a de baixo que lhe parecia mais dura. Para a exigência, uma dissuasão:
— Pode morder da primeira até a última que todas são duras.

3. Para outro freguês que também exigiu a pedra de baixo da pilha, uma sugestão:
— Volte depois, primeiro vou vender as de cima.

4. Celso Albuquerque de Macedo, nosso historiador oficial, deu outra versão para a venda de pedras de amolar.
— O sr. só examinará a última pedra quando forem vendidas as outras que estão sobre ela.

5. Certo dia, ao falar rápido com um freguês foi por ele aparteado, assinalando que estava cuspindo-o, e que precisava abrir um guarda-chuva, explodiu:
— Quem está cuspindo é o c. de sua mãe.

6. Diante de uma freguesa que lhe pedia para mostrar peças de tecidos, começou a coçar os olhos por debaixo dos óculos que usava e foi por ela aconselhado:
— Tire os óculos, seu Zé, para coçar os olhos.
— Minha filha, quando você coça a virilha tira as calcinhas?

7. Chegou a casa com carne de porco, costela, pernil e cabeça. Sua empregada lhe perguntou o que fazer com a cabeça.
— Bote no chiqueiro e dê um litro de milho para ela.

8. Foi à agencia do Banco do Brasil levando na mão uma penca de bananas. Depositou cheques e sacou dinheiro. O caixa quis saber o que desejava fazer com as bananas.
— Depositar. Você deposita pra mim.

9. Entrou na farmácia e a vendedora, sua conhecida, se surpreendeu:
— Padrinho, o sr. está sentindo alguma coisa?
— Se eu entrasse num cemitério seria por que estava morto?

10. Alguém de suas relações lhe disse:
— Zé , está me dando uma coisa...
— Então, receba.
— Mas é uma coisa ruim demais...
— Então, não receba.

11. Um freguês chegou na sua loja com um pacote de fazenda comprada nas Casas Pernambucanas. Queria comprar brim.
Ele tomou o pacote, abriu e começou a rasgar a fazenda comprada, dizendo que não prestava, era de baixa qualidade etc. e tal
O freguês, aperreado, deixou o pacote, foi embora e desistiu do brim.

12. Um amigo seu queria vender um sitio e um açude.Disse-lhe que o açude era tão bom que até passava água por cima.
Reagiu que não prestava, pois só seria bom se passasse água por baixo....

13. Outro comprou um cavalo de um cigano, no tempo em que os ciganos passavam por Acopiara vendendo cavalos roubados. Mais tarde, descobriu que o cavalo era cego e se queixou a Zé Tó.
— O que o cigano lhe disse quando vendeu?
— Que o cavalo tinha um defeito na vista.
— Então, está tudo esclarecido.

14. Um freguês, conhecido por ser mau pagador, chegou na sua loja e pediu uma rede boa e grande. Mostrou-lhe uma pequena e ruim. O cidadão insistiu que queria uma rede boa e grande.
— Então, vá primeiro pagar suas contas no comércio, pois não lhe vendo nem boa nem ruim, nem grande nem pequena.

15. Um freguês chegou na sua loja pediu um chocalho grande. Trouxe-o. O cidadão se pôs a badalar o chocalho, para ouvir bem alto o som. Irritado, reagiu.
— Está chamando seu pai ou sua mãe?

16. Vinha subindo a rua da Escadinha, onde morava, trazendo um balde de leite. Alguém se aproximou e perguntou:
— Isso aí é leite, seu Zé Tó?
— Era.
Virou o balde e derramou o leite na rua.

17. Doutra feita, estava consertando o telhado de uma casinha, substituindo as telhas quebradas.
— Seu Zé Tó, o sr. está colocando telhas novas?
— Não, estou quebrando as velhas.
Enfiou o pé nas telhas quebrando o que restava de bom.

18. Uma senhora que vendia pequi nas casas em Acopiara chegou a casa de Zé Tó que estava na varanda.
— Quer pequi, Tó?
— Deixe de ser besta, me respeite.
Na realidade, diz-se que ela indagava era "Quer prequi, Tó?". (O cacófato para os cearenses mais antigos é um palavrão.)

19. Um cidadão quis alugar uma casa do Zé Tó. Mandou que passasse domingo, às 9 horas, em sua casa. Quando chegou encontrou Zé To merendando. Zé To não se perturbou. Ante à indecisão do futuro inquilino, explodiu:
- Resolva. Ou merendo ou alugo o prédio. Não posso fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

Dessa forma, Zé Tó se transformou num personagem referencial da cidade por suas observações, respostas e considerações desconcertantes

RÁDIO GASOSA

A Rádio Gasosa fazia parte do programa de reabilitação desenvolvido pelo Sanatório (de Maracanaú). O técnico de laboratório Raimundo Guimarães Ribeiro (que trabalhou no Sanatório, depois Hospital Municipal de Maracanaú, no período de 1981 a 2003) nos relata como surgiu e como funcionava a Rádio Gasosa:
A Rádio Gasosa surgiu por iniciativa dos próprios pacientes que participavam do curso de rádio técnico que existia no Sanatório. Havia uma grande necessidade de comunicação entre os pacientes e por isso montaram a Rádio. Quem implantou essa Rádio foi um paciente conhecido por "Deca". Funcionava no terceiro andar do prédio e apresentava as mesmas características das rádios da época: oferecimento de músicas, recados, transmitia um programa educativo que falava dos cuidados para saúde, organizavam show ao vivo. Nesse período, tivemos como convidados a cantora Aíla (Ayla) Maria, Moacir Franco, Irapuan Lima e o "Rei do Baião" Luiz Gonzaga. O nome "Gasosa" foi devido a um exame (tratamento) muito comum na época,chamado de pneumotórax, que consistia em encher o pulmão (espaço pleural) de ar. Os pacientes sempre diziam: "Tá cheio de gás". "Já vai tomar uma gasosa". Como o "Deca" que trabalhava na Rádio fazia sempre esse exame, daí a origem do nome Rádio Gasosa (RIBEIRO, R., 2003).
Quando cheguei no Sanatório, a Rádio Gasosa já estava sendo desativada. Isso porque, antes, o paciente passava muito tempo hospitalizado, e assim, oferecia condições para cuidar do seu funcionamento. Com a descoberta de drogas mais eficientes para o tratamento da tuberculose, a permanência hospitalar diminuiu, e a Rádio Gasosa foi se desfazendo, em razão da alta dos pacientes que a idealizaram e a mantinham em funcionamento. A rotatividade dos pacientes internados aumentou e, com isso, a Rádio Gasosa foi aos poucos deixando de funcionar (CARDOSO, N.). Os grifos são meus.
Fonte:
Hospital Municipal de Maracanaú: reflexos das políticas nacionais de saúde em meio século de história / [Maria Abreu Barbosa (Coord.) et al.]. – Brasília: Ministério da Saúde, 2004. 298 p.:il. color. – (Série I. História da Saúde no Brasil) ISBN 85-334-0844-7

O DIRETÓRIO ACADÊMICO XII DE MAIO

Em uma casa na Rua Alexandre Baraúna, bem perto do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Ceará (UFC), no bairro Rodolfo Teófilo, funcionava o Diretório Acadêmico XII de Maio. Era o local em que os acadêmicos da Faculdade de Medicina, nas décadas de 1960 e 70, se reuniam com finalidades sociais, esportivas, culturais e políticas.
Tendo sido aluno da Faculdade de Medicina, de 1966 a 1971, o período em que também frequentei o Diretório Acadêmico, por ora não disponho de informações consistentes sobre por quanto tempo mais esta entidade continuou a existir. Uma página no Facebook de um Centro Acadêmico XII de Maio (v. logo CA), a entidade que atualmente representa os estudantes de Medicina da UFC, leva-me a concluir que o Centro tenha sucedido ao Diretório.
O Diretório mantinha um curso pré-vestibular (cursinho) dos mais acreditados em Fortaleza. Todos os seus professores eram alunos dos anos mais adiantados da Faculdade de Medicina. Em 1965, quando fui aluno deste cursinho, lecionavam nele o Valter Justa, o Dalgimar Menezes, o Sombra e o Martinho, entre outros. As aulas eram dadas em salas temporariamente ociosas da Faculdade, e acredito que o Diretório Acadêmico auferia uma boa renda com o funcionamento do seu cursinho.
Em 1966, o meu colega Paulo Cid, que passara a dirigir o curso pré-vestibular, convidou-me a substituir o professor de Química do cursinho, o que fiz durante um mês.
No Diretório Acadêmico XII de Maio havia jogos de salão (xadrez, dominó e tênis de mesa) e uma vitrola com uma coleção de discos de vinil. Geraldo Vandré, Chico Buarque, Edu Lobo e Sérgio Ricardo eram os compositores/cantores dos "bolachões" mais requisitados. Em raras ocasiões, acontecia uma festa regada a bebidas alcoólicas (cerveja e rum), de padrão bem comportado em comparação com o que é visto numa rave atual.
Um rapaz de nome Gerôncio era quem cuidava da casa. Ele tocava um violão meio "quadrado", aplicando vigorosas batidas em suas cordas de aço.
O psiquiatra Josué de Castro, em artigo no Diário do Nordeste, escreveu que o Diretório Acadêmico realizava magníficos congressos nos Clubes Náutico e Líbano, promovendo uma extraordinária integração dos estudantes e professores com a sociedade.

TIBÚRCIO GURGEL, UM PATRIARCA DO OESTE POTIGUAR

Olá, Paulo!
Me chamo Lucianno e sou descendente da família Gurgel. Toda a minha família é de Mossoró-RN e tem ligação com o Coronel Gurgel, conhecido por ter sido refém de Lampião. Estou interessado em ver se os nomes dos meus avós, tios e da minha mãe constam nesse documento que você tem guardado.
Aguardo seu retorno.
Abraço.
Att,
Lucianno Gurgel
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Retorno
Fonte: NA TRILHA DO PASSADO, de Aldysio Gurgel do Amaral
BLOCO 18 (páginas 213 - 223)
TIBÚRCIO VALERIANO GURGEL DO AMARAL, n. 14/04/1843, na "Fazenda Porteiras", em Aracati, Ceará. Emigrou para o Oeste Potiguar onde fundou a propriedade Brejo do Apodi, encravada no atual município Felipe Guerra. Cc. s/ sobrinha CAETANA GESUMIRA GURGEL DE OLIVEIRA; são pais de:
F. 1 - MARIA GURGEL DO AMARAL
F. 2 - JOSÉ GURGEL DO AMARAL
F. 3 - ANTONIO (VALERIANO) GURGEL DO AMARAL, n. 12/12/1872, em Caraúbas, RN. Foi comerciante, prefeito em Natal (a confirmar por outras fontes) e também proprietário rural no Oeste Potiguar. Viajando de Mossoró para Caraúbas e Brejo do Apodi foi aprisionado por Lampião em 12/06/1927 e mantido refém por 17 dias. Quando foi solto recebeu 2 moedas de ouro oferecidas por Lampião para sua neta YOLANDA GURGEL GUEDES. Cc. s/ prima MARIA AMELIA DE OLIVEIRA; são pais de:
-------N. 1 - RAIMUNDO FERNANDES DE OLIVEIRA GURGEL, n. 30/05/1898. Cc. s/ prima SEBASTIANA BRITO GURGEL; são pais de: ZULEIDE, ISNARDO, MARIA ISABEL, PAULO, JOSÉ CARLOS E GRAZIELA
-------N. 2 - HELENA OLIVEIRA GURGEL. Cc. JAIME GUEDES, funcionário do Banco do Brasil, em Mossoró. Ocupava a função de gerente quando do ataque de Lampião àquela cidade. Tomou providências para salvaguarda do numerário e elaborou extenso e bem redigido relatório à direção central do Banco. Referido documento constitui hoje acervo do Documentário Histórico do Banco do Brasil. O casal deixou cinco filhos (não citados na fonte).
-------N. 3 - MARIO DE OLIVEIRA GURGEL, n. 1901. Cc. s/ prima ADALGISA GURGEL; são pais de EDUARDO ANTONIO GURGEL
F. 4 - PAULO GURGEL DO AMARAL
F. 5 - JOEL GURGEL DO AMARAL
F. 6 - QUITÉRIA GURGEL DO AMARAL
F. 7 - TILON GURGEL DO AMARAL
F. 8 - ALCIDES GURGEL DO AMARAL
F. 9 - TIBURCIO GURGEL FILHO
F. 10 - FAUSTO GURGEL DO AMARAL
F. 11 - CLOTILDE GURGEL DO AMARAL
F. 12 - FRANCISCO GURGEL DO AMARAL
F. 13 - FILOMENA GURGEL DO AMARAL
F. 14 - CAETANA GURGEL DO AMARAL

UM SACO DE GATOS E OUTRO

O livro "Um saco de gatos" é o resultado da compilação de escritos publicados em um site chamado "Saco de Gato", que ficou no ar de 2006 a 2008 e, posteriormente, dos posts de um blog homônimo hospedado no Blogger, de 2008 até a presente data. Publicado em 2014, reúne uma série de pensamentos, crônicas, resenhas e críticas ora organizadas, ora escritas pelo médico Winston Graça.
Em 2016, o autor retornou com "Outro saco de gatos". onde se tem acesso a poesias, crônicas, críticas, comentários, impressões de viagens, haicais, aforismos e pensamentos, acrescidos de posts mais recentes do seu blog e das redes sociais, que o autor julgou merecedores de serem repassados em livro.
Os escritos do segundo livro obviamente dão continuidade a outros de mesmo estilo do primeiro livro.
Em 1º de junho de 2012, dediquei a nota Saco de gatos a Winston Graça, o meu colega que tanto cultiva esta expressão idiomática.
Saco de gatos
É o mesmo que balaio de caranguejos.
Diz-se de governo, partido político, ou sociedade em que ninguém se entende e todos se hostilizam.
Exemplo:
"Quando cheira a poder aparecem todos juntos, para logo a seguir voltarem a ser um saco de gatos."
Bichanos, quando estão confinados (num saco, por exemplo), ficam muitos estressados. E distribuem a esmo unhadas e dentadas.
Daí, certamente para melhorar a convivência entre eles, foi que alguém teve a estupenda ideia de criar um... rack de gatos.
Blog EntreMentes
Rodapost
Em 2007, iniciei uma jornada inversa à do colega Winston. Ao criar o Preblog, destinado a divulgar em meio eletrônico os meus textos literários escritos nas décadas de 1980 e 90. Inicialmente, postando os textos que eu havia publicado em livros, revistas e jornais e, na sequência, os textos inéditos e os novos textos que fui escrevendo a partir de anotações arquivadas. Atualmente, na referida página eletrônica, publico mensalmente uma compilação de notas metidas a literárias, originalmente postadas em EntreMentes e Linha do Tempo.
Em 2009, o colega Lúcio Alcântara lançou o livro "Blog de Papel", um registro em papel dos textos que ele publicou em quase dois anos de seu Blog.

A CAPITAL DA RAPADURA

A cidade de Pindoretama é também conhecida com a Capital da Rapadura. Nas margens da CE-040, no trecho da rodovia que atravessa o município, as pessoas que trafegam entre Fortaleza e as praias do litoral leste do Ceará se deparam com um grande número de engenhos.
Um deles é o Complexo Tradição, que fica no Km 48 da rodovia, o qual foi motivo de reportagem ao fazer em 2013 "a maior rapadura do mundo". (*)
O Portal de Messejana (vídeo) informou que essa rapadura gigante foi produzida a partir de 60 toneladas de cana. Obtendo-se do processamento dessa cana uma rapadura com 4 metros de comprimento, 2 metros de largura e 30 centímetros de altura, e que pesou 4,5 toneladas.

Os engenhos de rapadura, ao que tudo indica, originaram-se nas Ilhas Canárias e existem no Nordeste brasileiro desde o século 17. No Ceará, destacam-se os das regiões do Cariri e da Serra do Ibiapaba. Em Pernambuco, os engenhos de rapadura se concentram no Sertão, sendo os municípios de Triunfo e Santa Cruz da Baixa Verde os maiores produtores. Na Paraíba, os dois grandes polos são a região do Brejo e o Sertão.
No início, suas moendas eram de madeira e movidas a água ou tração animal (cavalos e bois). No século XIX, surgiram as moendas de ferro, usando-se ainda o mesmo tipo de tração. Depois os engenhos evoluíram passando a ser movidos a vapor, óleo diesel e finalmente a eletricidade.
O Matraqueando dá a receita da rapadura:
Primeiro, a cana é moída e depois levada ao fogo. Os tachos borbulham por horas. O caldo dourado é remexido sem parar até atingir o ponto ideal de "mel", quando então é transferido para um panelão, onde cozinha mais um pouco até começar a se soltar do caldeirão. A finalização tem que ser rápida para que a "massa" não endureça antes do tempo. Formas de madeira recebem o doce que, em pouco mais de 15 minutos, está pronto para o consumo.
Em seu livro "Sociologia do Açúcar", Câmara Cascudo diz que "a rapadura foi o doce das crianças pobres, dos homens simples, regalo para escravos,cangaceiros, vaqueiros e soldados".
A rapadura está presente na mesa do sertanejo. É o adoçante do café, do leite, da coalhada. É consumida com farinha, mungunzá, carne de sol, paçoca, cuscuz, milho cozido. Não há casa sertaneja sem farinha e rapadura.
Apesar disso, uma empresa alemã (sem qualquer tradição no ramo) chegou a registrar, algum tempo atrás, nos escritórios de marcas e patentes da Alemanha e dos Estados Unidos, a marca "rapadura". Mas depois, graças à firme intervenção do governo brasileiro, a empresa desistiu de reclamar a propriedade do termo genérico deste produto que é tipicamente nordestino.
(*) Este título em poder de Pindoretama é contestado por Santa Cruz da Baixa Verde, em Pernambuco, onde fizeram uma rapadura de 5 toneladas, em 2009.
Fontes
http://www.matraqueando.com.br/tag/engenho-tradicao-pindoretama
https://youtu.be/xV9f_RgcNp8  4,5 ton 2013
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&id=263
http://extra.globo.com/noticias/economia/empresa-alema-retira-registro-da-marca-rapadura-547185.html
https://youtu.be/esgdvkT4jVY

SCRIPT PARA O LANÇAMENTO DO LIVRO "HUMOR NA CASERNA"

José Luciano Sidney Marques (*)
Cerimonialista: Senhoras e senhores, boa noite. É com muita satisfação que, neste momento, damos início à solenidade de lançamento do livro "Humor na caserna", de autoria do coronel José Luciano Sidney Marques.
Humorista: Desafasta todo mundo. Para tudo. Pessoal, boa noite! Não me convidaram para esta festa. Como eu ia passando nas proximidades, ao tomar conhecimento pelo "zap-zap" de que aqui seria lançado um livro de fofocas, resolvi entrar.
Cerimonialista: Eu não estou entendendo nada.
Humorista: E não é para entender mesmo.
Cerimonialista: Convidamos o autor do livro para ocupar seu lugar no palco.
Humorista: Um momento! Já que o livro é de autoria de um militar, não é assim que se fala. O correto é dizer: o autor, dois passos em frente, marche!
Cerimonialista: A senhora não acha que está passando dos limites? Será que ainda não percebeu que está abusando da minha boa vontade!
Humorista: De maneira nenhuma. Meu Deus! O autor é o doutor Luciano, meu conterrâneo lá de Quixeramobim. Que prazer! Doutor Luciano, como é o nome do livro que o senhor está lançando?
Dr. Luciano: "Humor na caserna".
Humorista: Ah! Humor na caverna. que título esquisito! Naquele tempo das cavernas, na idade da pedra, no tempo do Brucutu não havia humor, havia muito era porrada.
Dr. Luciano: Eu não falei humor na caverna, falei "Humor na caserna".
Humorista: O senhor está insinuando que eu não sei o que é caserna? Errou. Aliás, eu adoro dar umas voltinhas na caserna em dia de solenidade. É tanto homem parrudo! Aproveitando o ensejo, fale um pouco sobre este livro.
Dr. Luciano: Eu comecei a idealizar esse livro, após passar para a reserva remunerada do Exército Brasileiro, em 2003. Aqui estão retratados cem causos engraçados ocorridos no ambiente austero dos quartéis, ao longo de 31 anos de carreira militar.
Humorista: Quer dizer que tem muita mentira espalhada nas folhas desse livro!
Dr. Luciano: Alto lá! São fatos verdadeiros. Da maioria deles fui protagonista; de outros, coadjuvante ou mero espectador.
Humorista: A propósito, doutor Luciano, hoje em dia é muito fácil fazer um livro. O governo dá tanto incentivo à cultura que qualquer zé-ninguém lança um livro com a maior facilidade. São muitas as leis de incentivo ao autor, senão vejamos algumas: lei do menor esforço, lei de Gerson, lei da gravidade, lei de Chico de Brito, lei Juruna e lei seca. É mole ou quer mais?!
Cerimonialista: O escritor Saraiva Junior suba ao palco, por favor.
Humorista: Venha cá, Saraiva Junior! Deixa de timidez! Bota aqui o seu pezinho bem juntinho com o meu! Eu sei que você vive gabando de ter escrito um livro sobre o Mozart, inesquecível jogador do Ceará. Saiba que seu livro contém 282 páginas de pura enrolação, pesquisa de jornal e nada mais. resumindo: um livro feito nas coxas. Eu sim posso bater nos peitos já que escrevi uma obra de 900 páginas intitulada "Zé Beréu, uma trajetória quieta no futebol", que carrego aqui comigo. Nela, está narrada a trajetória de Zé Beréu, o maior craque de todos os tempos de Quixeramobim e adjacências. Durante 10 anos percorri as brenhas de Quixeramobim, Quixadá, Itatira, Madalena, Ibicuitinga e Banabuiú, coletando dados históricos sobre esse grande jogador. Atenção, galera! Olhando bem para os dois livros, são parecidos ou não? Pessoal, isso aqui é plágio ou não é? Qual é o original? O de 282 páginas ou o de 900 páginas? Tem vergonha não, homem!
Cerimonialista: Tentando dar continuidade ao evento, vamos agora...
Humorista: Eu ainda não terminei de vender meu peixe. Mudando um pouco de assunto, vocês viram a decisão do supremo sobre biografias não autorizadas? Uma boa. Adooorei! Agora vou me dedicar a escrever biografias de gente famosa. Vou arrasar. Se cuida, Fausto Nilo! Aquele seu antigo affair com a Dorothy Lamour, guardado a sete chaves, será contado tintim por tintim.
Cerimonialista: O senhor já acabou de vender seu peixe para que eu dê prosseguimento ao evento?
Humorista: Ainda não. Vou aproveitar para falar sobre um assunto que não tem nada a ver com livros, mas é bastante relevante. Vocês sabem qual foi o maior legado da Copa do Mundo aqui no Brasil? Um doce pra quem acertar.Foram os estádios? Foram as avenidas? Foram os viadutos? Foi o metrô? Foi o VLT? Nada disso. Foi o Zika vírus, gente, que ficou por aqui de lembrança e está barbarizando a saúde pública brasileira.
Cerimonialista: Queremos destacar a presença das seguintes personalidades...
Humorista: Deixe de ser pretensioso e me dê a lista dos convidados, por favor. Gente, que tragédia, não foi convidada nenhuma autoridade local ou nacional. Temos de convir que, no momento, não há clima. Com o desdobramento da Lava-Jato, o negócio está mais para urubu do que para beija-flor e ninguém quer se expor aqui publicamente. Vamos às personalidades internacionais. Deixe eu ver aqui... ah! O Barack Obama, pessoal, lamentavelmente não vem. Enviou mensagem justificando sua ausência pelo pavor de ser acometido por mazelas como dengue, Zika ou Chikungunya. Vejamos agora... O Papa Francisco. Também não vem. Justificou que ainda está devendo a primeira viagem à Argentina. Aqui para nós, eu acho que está esperando que termine o mandato da Cristina Kirchner para visitar seu país natal. Aquele líder doidinho da Coréia do Norte, o Kim Jong-un, também não vem porque foi vetado pelo governo brasileiro. Imaginem que ele queria trazer uma bomba de nêutrons a bordo do seu avião. Quem mais? O Vladimir Putin. Este também não vem. Ele ficou "putim" porque o Barack Obama foi convidado.
Cerimonialista: Ufa! Neste momento convidamos o dr. Paulo Gurgel para fazer o lançamento do livro "Humor na caserna".
Humorista: Calma! Deixa comigo! Gente, neste momento, vou convidar o doutor Paulo Gurgel para fazer o lançamento do livro Humor na caver..., digo, na caserna. Doutor Paulo, antes de passar a palavra para vossa excelência, gostaria de dizer, e isto aqui é cultura geral, que, nestes tempos de crise, já estão utilizando papel higiênico reciclado para imprimir livros. Além de ser uma medida política e ecologicamente correta, os livros já saem com o inconfundível perfume de gardênia.
Cerimonialista: Está encerrada esta tumultuada cerimônia. Pedimos desculpa a todos pelos constrangimentos aqui verificados. Convidamos os presentes para o coquetel que será servido dentro de alguns minutos.
Humorista: Atenção! Ainda não acabou. Após comandar esta solenidade com muita classe, aproveito a oportunidade para dizer que o meu livro se encontra à venda na bodega do Bigode, no Tancredo Neves; no botequim da Josefina Grossa, na favela do Pantanal; na mercearia do Rolando Catarrinho, no Bom Jardim, lá no território da paz; no mercadinho do Penisvaldo, no Pirambu, e na bodega do Zebedeu, lá na Loquinha do Amor, em Quixeramobim. Bye! Bye! Gente.
(*) Sidney Marques nasceu em Quixeramobim-CE, no ano de 1951. Formou-se em medicina pela UFC, em 1977. Ingressou na carreira militar em 1988, passando para a reserva remunerada do Exército Brasileiro em 2003, no posto de coronel. É membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, regional do Ceará, e da Academia Cearense de Médicos Escritores. O texto acima publicado faz parte de seu último livro, "Humor em prosa e verso" (p.92-96), lançado em 26 de maio de 2017. LINK

NAS TERRAS DO SENHOR MEU PAI

"Fale de sua aldeia e estará falando do mundo." Dostoievski
O livro NAS TERRAS DO SENHOR MEU PAI, de autoria de João Bosco Serra e Gurgel, trata das histórias e lendas de sua querida Acopiara. Não obstante o escritor, que é também jornalista e dicionarista, ter deixado com 10 anos de idade sua cidade natal, e sobrevivido "nas terras de outros senhores com o gene e o umbigo de Acopiara", para ele, bom acopiarense, esta cidade do sertão cearense é o centro do mundo.
No prefácio da obra, diz Francisco Jaime Gurgel:
"A estação ferroviária era um dos lugares preferidos pela sociedade, por casais de namorados que aproveitavam para espairecer e atualizar o bate-papo. Após a partida do trem, os abastados pegavam suas conduções, um grupo aguardava o caminhão do Lopíssimo para pegar bochecha, outros subiam a íngreme ladeira, manquitolando, investigando e, às vezes, se detendo, por curiosidade, à porta de algumas bodegas, e se espantar com o fartum da cachaça, o cheiro acre e a fumaraça desprendidos pelos lasca-peitos."
Pois bem, esta estação e o trem, partícipes que são de algumas das histórias de NAS TERRAS DO SENHOR MEU PAI, mesmo que tenham morrido ainda é como estarem vivos, por artimanhas da arte da reprodução gráfica. De elementos pictóricos que compunham um quadro (de autor ignorado), na parede da casa de seu primo Luiz Gurgel Brasil, o trem de ferro e a estação de Acopiara foram reviver na capa do livro de narrativas de JB Serra e Gurgel.

FREI FRANCISCO ANTONIO DE SOBRAL

Em 2009, Belchior sumiu. Foi quando o jornalista Jotabê Medeiros deu partida à pesquisa para um livro sobre o artista. Durante anos, ele fez dezenas de entrevistas com parceiros musicais, amigos de infância, familiares e produtores de seus discos. Quando se preparava para viajar para Santa Cruz do Sul – cidade próxima a Porto Alegre, onde Belchior vivia anonimamente –, Medeiros soube da morte do cantor.
O artigo O claustro, no site piauí, foi extraído do primeiro capítulo do livro, a ser publicado em setembro pela editora Todavia. Trata de um período pouco conhecido na vida de Belchior: os três anos que passou como interno no Mosteiro de Guaramiranga, na região serrana do Ceará, durante a adolescência. Foi ali que o artista travou seu primeiro contato com a literatura e a filosofia e habituou-se ao silêncio e à introspecção que marcariam sua trajetória singular até o fim da vida.
Belchior (terceiro da esquerda para a direita) e sua turma na Ordem Menor dos Capuchinhos recebem a visita do presidente Castelo Branco. Foto do arquivo pessoal de Jotabê
Nota
Rebatizados, os frades capuchinhos brasileiros costumavam carregar no novo nome o carimbo de suas origens: o noviço Antonio Carlos Belchior, caso não houvesse desistido da vida religiosa, passaria a se chamar Frei Francisco Antonio de Sobral.

LANÇAMENTO DO LIVRO "HUMOR EM PROSA E VERSO"

Em 26 de maio, Dr. José Luciano Sidney Marques, membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (Sobrames) e da Academia Cearense de Médicos Escritores (Acemes), realizou a noite de autógrafos do seu livro Humor em Prosa e Verso, no Auditório Frederico Ferreira Gomes da Assembleia Legislativa do Ceará.
O livro, que é o décimo primeiro da carreira literária do autor, foi apresentado pelo colega Francisco Pessoa.
A festa de lançamento contou com shows do músico Carlos Magno e do humorista Lailtinho Brega (na foto).
Crédito: Face do Lailtinho
Ficha técnica de Humor em Prosa e Verso
Autor: José Luciano Sidney Marques
Revisão Gramatical: Profª. Tereza Lúcia Fonteles
Ilustração: Benes
Capa: Rafael Lima Verde
Diagramação: Alexssandro Lima
Projeto gráfico: José Luciano Sidney Marques e Brenno Araújo Santos
Impressão e Acabamento: Expressão Gráfica e Editora
ISBN: 978-85-420-0978-1
Ver também
LANÇAMENTO DO LIVRO "HUMOR NA CASERNA"
BRINCADEIRA TEM HORA

REGULAMENTAÇÃO DO PARQUE DO COCÓ

Uma conquista histórica
Quase 40 anos depois da primeira tentativa de criação do Parque do Cocó, a demarcação oficial de seus limites vira realidade. Por decreto do governador Camilo Santana, o Parque passa a ter limites definidos a partir deste domingo. São 1.571 hectares entre a BR-116, no Anel Viário do Ancuri, até a praia do Caça e Pesca, onde o rio se liga ao mar.
Hoje, a partir das 9 horas, Camilo Santana (PT) assina o decreto de regulamentação do equipamento que passa de 1.155,2 para 1.571 hectares. Um marco histórico para uma reivindicação antiga puxada pelo movimento ambientalista de Fortaleza.
Programação
4/6, às 9 horas – Camilo Santana assina o decreto da demarcação do Parque do Cocó, abre a Semana do Meio Ambiente e faz a entrega da comenda "Amigos do Cocó" para personalidades. Uma delas é o Tenente Araújo, ex-comandante do posto da Polícia Ambiental do Parque. Ele atualmente coordena os passeios de barco pelo rio.
5/6 a 10/6 – Plantio de 600 mudas na área no Parque do Cocó, na área da trilha dos shows na Padre Antônio Tomás. Iniciativa do grupo C. Rolim com estudantes de escolas públicas.
Fonte: Demitri Túlio, Jornal O Povo
Flagrantes da festa
Ex-governador Lúcio Alcântara: o início do Parque do Cocó, ao criar em Fortaleza o Parque Adahil Barreto
Governador Camilo Santana e Prefeito Roberto Claudio: a parceria para  a ampliação e a regulamentação do Parque
Parque urbano, segundo a Wikipédia 
É um tipo de espaço livre de edificações, normalmente caracterizado como espaço público, no qual há tipicamente abundância de vegetação e áreas não pavimentadas, sendo sobretudo localizado numa região urbana. Nele, estabelecimentos industriais e residenciais são proibidos, e estabelecimentos comerciais são normalmente restritos a quiosques.
Um parque urbano propicia lazer e recreação aos habitantes da cidade, assim como uma apropriação lúdica do espaço público. Parques urbanos incluem muitas vezes museus, playgrounds, "laguinho", campos de esportes, jardins botânicos e casas de espetáculos.
Um dos exemplos paradigmáticos de um parque urbano é o Central Park, em Nova Iorque, Outro exemplo semelhante é o Hyde Park, em Londres. Já exemplos bastante conhecidos de parques urbanos no Brasil são o Parque Ibirapuera, em São Paulo, o Parque das Dunas em Natal e o Parque do Cocó em Fortaleza.

PASSEIO EM MANAUS (3/3)

21/05 - domingo
Para a manhã deste domingo em Manaus, traçamos o objetivo de irmos passear na Praia da Ponta Negra. Localizada no bairro da Ponta Negra, esta praia fica a 13 quilômetros do Centro da capital amazonense.
Descemos do carro (chamado pelo Uber ao hotel) à altura do Anfiteatro, a principal referência da Praia. É o local em que muitos shows da cidade são realizados. as danças aeróbicas são prestigiadas e as pessoas acontecem e se confraternizam. Um bom cenário para fotos, inclusive.
Natália, Rodrigo e Elba
A seguir fomos caminhar no calçadão. Parando ali para tirar fotos, acolá para tomar água e sorvetes, pois com o calor úmido de uma cidade na selva amazônica não é para se brincar.
A avenida da orla, a Coronel Teixeira, estava bloqueada em um dos sentidos para que as pessoas pudessem correr, patinar, pedalar etc. Presumo que as autoridades do trânsito façam esse bloqueio todos os domingos.
Uma praia fluvial tem a sua faixa de areia controlado pelo volume de águas do rio. Nesta fase do ano, o rio Negro está cheio, o que faz com que a praia fique menor. Avaliei em 2 quilômetros sua extensão e em 100 metros sua largura máxima.
Próximo da orla, estão hotéis (privilegiados pelo exuberante cenário) e edifícios residenciais de alto padrão onde se acham os apartamentos mais valorizadas de Manaus.
Além de ser um ponto turístico, Ponta Negra é o bairro mais nobre de Manaus. No processo de modernização do espaço urbano do bairro, a intervenção paisagística da praia da Ponta Negra resultou num grande complexo arquitetônico, como o calçadão, anfiteatro e restaurantes, o que mudou a paisagem e valorizou a área, já bastante rica por sua beleza natural.
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Praia_da_Ponta_Negra_(Manaus)
Na Ponta Negra tornamos a ver a ponte estaiada que, cruzando o rio Negro, liga Manaus a Iranduba. Este marco da engenharia e arquitetura brasileiras, além de promover a integração de Manaus com treze outros municípios da região, já se tornou uma das principais atrações turísticas da capital amazonense.
A Ponte Rio Negro começou a ser construída em 2007. Foram usados aço e cimento em quantidade suficiente para erguer três estádios do Maracanã e seu custo total foi R$ 1,099 bilhão. Em 24 de outubro de 2011, aniversário de 342 anos da capital do Amazonas, a mesma foi inaugurada pela ex-presidente Dilma Rousseff. É a segunda maior ponte fluvial do mundo.
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte_Rio_Negro
- http://www.amazonasemais.com.br/manaus/a-impressionante-ponte-rio-negro
Ao meio-dia, fomos ao Manaura, considerado o melhor e maior shopping de Manaus. Aguardando o horário em que as lojas de um shopping tradicionalmente abrem aos domingos, estivemos almoçando na Cachaçaria do Dedé, um "espaço rústico-contemporâneo", com centenas de garrafas de cachaças expostas e que também oferece comida de boteco.
O Grupo Dedé tem a história de ter começado pela venda de pastéis artesanais feitos pelo proprietário André numa barraca em Manaus e, com a expansão de seus negócios, de haver chegado ao atual estágio de rede de lojas (com restaurantes em Manaus, Belém, Fortaleza e Uberlândia).
Em diversas salas do Multiplex, estava em exibição o Rei Arthur - A Lenda da Espada. Por sugestão que fiz ao grupo fomos assisti-lo, e não sei por quanto tempo dormi. As compras de perfumes e cosméticos ficaram para o fim da tarde.
À noite, no saguão do aeroporto de Manaus, nos despedimos e voltamos para Belém e Fortaleza em voos diferentes.
(fim)

PASSEIO EM MANAUS (2/3)

20/05 - sábado
O passeio fluvial que fizemos pela Amazon Day Tour incluiu: traslado de ida e volta entre o hotel e o porto de Manaus; transporte por barco no rio Negro, até o encontro deste rio com o rio Solimões, o que começa a ser observado a onze quilômetros de Manaus; visitas a um barracão de artesanatos, a uma fazenda de tucunarés e ao parque ecológico Janauari (para ver principalmente as vitórias régias); parada para o almoço no restaurante "Rainha da Selva"; nado com os botos e visita a uma aldeia indígena.
Este passeio (foto acima) é orientado por guia turístico bilíngue, dura cerca de oito horas, e a ADT cobra R$ 180, 00 por pessoa.
O encontro das águas, um fenômeno natural causado pelo encontro das águas escuras do rio Negro com as águas barrentas do rio Solimões, as quais percorrem cerca de seis quilômetros antes de se misturarem, é um dos cartões postais de Manaus. Este fenômeno acontece em decorrência da temperatura e densidade das águas, e, ainda, da velocidade de suas correntezas.
- http://blogdopg.blogspot.com.br/2009/03/as-cores-dos-rios-amazonicos.html

O terminal fluvial de Manaus e outros locais por nós visitados neste passeio, com exceção da aldeia indígena, são construções flutuantes que acompanham o nível das águas. Ao contrário das casas sobre palafitas dos ribeirinhos, as quais necessitam ter o assoalho elevado na temporada de cheias dos rios.
Natália deu peixes aos tucunarés, tirou fotos com uma preguiça ao colo e nadou ao lado de um boto cor de rosa (foto ao lado).
As vitórias régias não crescem onde há correnteza. Há que vê-las em locais de remanso.
A taba dos Tatuyos fica no alto de um barranco. Eles recebem os visitantes na oca principal da aldeia, tocando seus instrumentos de sopro e percussão e apresentando suas danças rituais. Elba e Natália foram tiradas por eles para dançar, Rodrigo recusou o convite e este velho blogueiro, por sua vez, foi simplesmente ignorado pelas índias, talvez tenha sido melhor assim. Um bufê de formigas fritas e peixes assados esteve o tempo todo à disposição dos famintos
Na volta, o barco parou num atracadouro na praia da Ponta Negra, onde uma parte dos passageiros desembarcou.
Conhecemos nesta viagem o geólogo Gorki Mariano (que é também cordelista) e sua esposa.
En passant (mas ainda retorno ao assunto), a visão deslumbrante da ponte estaiada sobre o rio Negro. Inaugurada em 24 de outubro de 2011, é a maior ponte do gênero no Brasil.
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte_Rio_Negro
- http://www.amazonasemais.com.br/manaus/a-impressionante-ponte-rio-negro/
Anualmente, Manaus recebe grandes quantidades de navios de cruzeiro, pois há acesso para transatlânticos através do rio Amazonas. As visitas de cruzeiros à cidade ocorrem por temporadas, em geral, entre os meses de outubro e abril.
À noite, fomos ao Loppiano, no bairro Praça 14, comer pizzas de camarões.
E... um link agora para não dizer que eu não falei de FLORESTAS.
(continua)

PESAR PELO FALECIMENTO DE HILDA BOTELHO RAMOS

Faleceu recentemente em Fortaleza, aos 96 anos, dona Hilda, matriarca da família Botelho Ramos. Ela residiu com o esposo e filhos em Otávio Bonfim, o bairro em que minha família por muito tempo também morou.
Hilda e minha mãe eram amigas. E nós, os filhos de dona Elda, ainda hoje preservamos os laços de amizade com os filhos de dona Hilda.
Ao comunicar-me sobre a partida de sua mãe, o advogado Wilson Ramos definiu a figura materna como "nosso esteio de força, fé e coragem, (que) cumpriu sua missão na terra".
Faço minhas suas palavras, Wilson.
Meus mais sentidos pêsames a você e a todos os membros da ilustre família Botelho Ramos.

PASSEIO EM MANAUS (1/3)

Partindo de Fortaleza, após uma viagem aérea de três horas e meia, Elba e eu chegamos a Manaus. Era madrugada, e o voo foi bastante tranquilo para a estação chuvosa. Um táxi nos levou do Aeroporto Eduardo Gomes ao Intercity, um hotel no bairro de Adrianópolis. Ao amanhecer, Rodrigo e nossa filha Natália também chegaram a Manaus. O casal reside em Belém há quatro anos, e Natália havia reservado para todos nós acomodações naquele hotel.
Manaus é uma cidade histórica e portuária, localizada no centro da maior floresta tropical do mundo. Situada na confluência dos rios Negro e Solimões, é uma das cidades brasileiras mais visitadas por turistas, o que a coloca como o décimo maior destino turístico do país. Destaca-se pelo seu patrimônio arquitetônico e cultural, com notáveis museus, teatros, palacetes e bibliotecas. Ficou conhecida no começo do século XX como a Paris dos Trópicos, devido a sua intensa modernização durante a época áurea da borracha (1880 - 1912), atraindo investimentos estrangeiros e imigrantes de algumas partes do mundo, sobretudo franceses. Atualmente, seu principal motor econômico é o setor terciário, respondendo pela maior parte de seu Produto Interno Bruto. Em seguida, o setor secundário, destacando-se o Polo Industrial de Manaus.
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Manaus

19/05 - sexta-feira
Reservamos o primeiro dia do passeio para visitar o centro histórico da cidade. Começando a caminhada pelo Largo de São Sebastião, onde fica o mundialmente famoso Teatro Amazonas. Nesta praça – cujo piso de pedras portuguesas formando ondas pretas e brancas serviu de inspiração para o famoso calçadão de Copacabana e que apresenta, em sua parte central, o belíssimo Monumento à Abertura dos Portos do Amazonas ao Comércio Mundial – também estão localizados a Igreja de São Sebastião, o Palacete Provincial e o restaurante Tambaqui de Banda.
Elba, eu e Natália. Rodrigo fotografou
O Teatro Amazonas é o principal ícone da cidade (foto). Do oitavo andar do Intercity, antes de visitá-lo, já o tínhamos identificado à distância por sua cúpula impressionante. O teatro dispõe de visita guiada, com ingressos vendidos a R$ 20,00 por pessoa (idosos pagam a metade). Queríamos saber muita coisa sobre o teatro, e a guia indicada para nos acompanhar correspondeu plenamente às expectativas. E vimos também que estava em cartaz a ópera Tannhäuser, de Richard Wagner.
Inaugurado em 1896, o Teatro Amazonas é a expressão mais significativa da riqueza de Manaus durante o ciclo da borracha. De estilo arquitetônico renascentista e com detalhes ecléticos, o teatro tem uma sala de espetáculos com capacidade total para 701 pessoas, com plateia, frisas e camarotes distribuídos em três pavimentos, um salão nobre (utilizado apenas para visitação), um camarim cenográfico (reconstituído similarmente aos encontrados no passado), um palco suntuoso e com acústica privilegiada, e um fosso para .orquestra. Sua cúpula de 36 mil peças de escamas em cerâmica esmaltada e telhas vitrificadas vindas da Alsácia. ainda apresenta o colorido original, em verde, azul e amarelo como analogia à exuberância da bandeira brasileira.
- pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_Amazonas

Quanto ao Palacete Provincial, que foi por mais de cem anos um quartel da Polícia Militar, vimos que hoje abriga um complexo de cinco museus: numismática, pinacoteca e réplicas de esculturas do mundo, museu da imagem e do som, arqueologia e o museu Tiradentes, que retrata a história da corporação militar do Estado do Amazonas.
Nas proximidades do Largo, visitamos também o Palácio da Justiça (que inclui em seu acervo um "museu do crime") e a Biblioteca Estadual Adolpho Lisboa. Nesta biblioteca, aproveitei para deixar (como tenho feito em outras cidades que tenho visitado) um exemplar do livro "PORTAL DE MEMÓRIAS...".
O Tambaqui de Banda... bem, foi onde paramos para almoçar.
No período da tarde, retomamos a caminhada para conhecer outras atrações turísticas do patrimônio histórico e cultural de Manaus.
O Palácio Rio Negro (o qual, infelizmente, não pôde ser visto por dentro, pois estava em reformas), o Parque Gledson Peres e o Mercado Municipal, em cuja rota percorremos uma parte da região portuária da cidade, foram as visitas possíveis no período vespertino.
À noite, jantamos no restaurante Banzeiro (de comida amazônica), no bairro N. Sra. das Graças, perto do hotel em que estávamos hospedados.
(continua)

PRELIBANDO O PASSEIO

Estou de volta a Manaus, depois de muitos anos em que conheci a cidade. Desta vez, acompanham-me no passeio a esposa Elba, a nossa filha Natália e o genro Rodrigo. Tudo está planejado para ser uma estada de três dias.
Nos anos de 1974 e 75, o período em que fui médico militar em Benjamin Constant-AM, por várias vezes me demorei em Manaus. Ora por razões de trabalho, ora por lazer (em meus trânsitos entre Benjamin Constant e Fortaleza).
Naquelas oportunidades, foi quando conheci o centro histórico da cidade, alguns de seus bairros (Compensa, Cachoeirinha etc.), o Comando Militar da Amazônia, na Ponta Negra, o Hospital Militar de Manaus, o Encontro das Águas (entre os rios Negro e Solimões) e o balneário do Tarumã, muito visitado por suas cachoeiras.
Frequentando alguns dos points e restaurantes da moda, curti também um pouco da vida noturna da cidade. Um destes, onde havia música ao vivo, lembro-me que ficava na Boulevard.
Vivia-se o apogeu da Zona Franca de Manaus. Não tinha como ficar indiferente aos preços convidativos dos objetos eletrônicos que eram vendidos em suas lojas. Cheguei a comprar uma motocicleta (Honda 125, com arranque à mão) que despachei para Benjamin Constant.
E aproveitei também para tirar o passaporte que, em minhas férias de trabalho no hospital de Benjamin Constant, seria indispensável para viajar à Colômbia, ao Equador e Peru.
Imagino a cidade que verei logo mais: muito maior do que a Manaus que eu então conheci. Com uma população atualmente estimada em 2,1 milhões de habitantes, ela é hoje a maior cidade da Região Norte do país.
Muita coisa nova para ver e muita coisa antiga para rever, portanto.
https://www.youtube.com/watch?v=xIqErvZi1mA

O ANÚNCIO DO SABÃO PAVÃO

Meu caríssimo esculápio,
Para matar as saudades: dezoito jingles "de época".
Jaime Nogueira
O décimo quarto é um jingle publicitário do Sabão Pavão, cuja letra diz
Para lavar, limpar e desinfetar
Nada melhor do que ter Sabão Pavão
Na sua casa não pode faltar
Estou falando de Sabão Pavão.
Ele é antigo, ele é conhecido
Sabão Pavão, Sabão Pavão
É sempre bem-vindo.
(Falando: Sabão Pavão, minha amiga, é tudo de bom.)
Uma mão lava a outra com perfeição
E as duas lavam juntas com Sabão Pavão.
Para ouvi-lo clique AQUI. Duração: 30 segundos.
jinglesopus.com.br

NA TERRA DAS PALMEIRAS

Desmembrado do município de Cascavel, o distrito de Pindoretama tornou-se município em 1987. Sua toponímia é de origem tupi e significa "terra das palmeiras", de "pindó" (palmeira) e "retama" (terra, região). Ocupando uma área territorial de 72 km², o município de Pindoretama é constituído de cinco distritos: Sede, Pratiús, Capim de Roça, Ema e Caponguinha.
Tendo como seu principal acesso a CE-040, a rodovia do litoral leste do Ceará, Pindoretama dista 40 quilômetros de Fortaleza. É rota obrigatória para a Reserva do Batoque (a 9 km) e Praia da Caponga (a 12 km).
Sua população foi estimada pelo IBGE (2016) como tendo 20.430 habitantes.
Seus principais logradouros são a Praça da Matriz (onde estão a igreja da Paróquia Nossa Senhora das Graças e o prédio da Prefeitura), a Praça da Cidadania (onde fica o Mercado Público) e a Avenida Capitão Nogueira, a região do comércio e ponto de encontro dos pindoretamenses.
Os engenhos de cana-de-açúcar (O Bari, Complexo Tradição, 3 Irmãos, Cana Doce, São Luiz etc). também estão entre os cartões postais da cidade. Nos últimos anos, eles vêm sendo visitados por turistas que querem conhecer seus produtos artesanais, principalmente suas rapaduras.
Não é à toa que a cidade é conhecida como a Capital da Rapadura.
Aproveitei minha passagem pela cidade para doar um exemplar do livro "Portal de Memórias: Paulo Gurgel, um médico de letras", para a Biblioteca Municipal de Pindoretama.
Onde se hospedar: Hotel Terral (85 3375-1213)
Há 10 anos - No dia seguinte, Elba e eu nos deslocamos à cidade de Pindoretama para um churrasco. Com a minha irmã Mirna, jornalista e assessora ad hoc da carta de navegação desta viagem. Destino: chácara de Cláudio Matos, situada num lugarejo chamado Pratiús, no município de Pindoretama. Cláudio, um funcionário da Receita Federal, é amicíssimo do meu irmão Luciano, a quem cedeu a chácara para a realização do churrasco. E Luciano tinha um forte motivo para, naquele ensolarado domingo, ali reunir a família e os amigos. Era a comemoração pela conquista da vaga no Curso de Medicina da UFC por sua filha Marina (irmã gêmea de Diana, que já faz Psicologia). Pela vocação que ela dá mostra de possuir para a carreira médica, antevejo uma formação brilhante para Marina, minha sobrinha e, daqui a seis anos, uma colega de profissão. In: EntreMentes, 05/03/2007

1º ANINHO DE LÍVIA

CONVITE
Tem cheiro de Moranguinho no ar...
Vou completar meu 1º  aninho e com você quero comemorar!
Será hoje (6) no Golden Kids Buffet, às 18h30.
Rua Gilberto Studart, 280 - Cocó

Parabéns, Lívia, que é filha de Vanessa (minha sobrinha) e Orlando, ambos médicos.

A TV CASA DO CEARÁ

A TV Casa do Ceará ampliou sua carteira de filmes e vídeos. Agora já são 13, com vídeos de Chico Anysio por Chico Anysio, Waldonys, Wilson Ibiapina - cidadão do mundo, O último apito, Só cearense entende o que se fala no Ceará e Vendedor de picolé na Praia do Futuro em Fortaleza (abaixo), entre outros.
A TV opera através do YouTube. Aos poucos, se consolidará como uma referência do Ceará, à disposição dos cearenses de todo o mundo.
Em 1917, funcionará com uma linha de programação de notícias, entrevistas, depoimentos e reportagens sob a direção de Wilson Ibiapina.

22/07/2017 - Atualizando ...
Esta nota repercutiu na coluna "Samburá", do jornal "Ceará em Brasília", de junho de 2017.

ANIVERSÁRIO DE ZAÍRA - 90 ANOS

Nascida em Aurora-CE, em 21 de abril de 1927, Zaíra Teixeira de Macedo (minha sogra) teve seu aniversário de 90 anos festejado por familiares e amigos.
O local do evento foi o salão de festas do edifício 2020 da Avenida Beira-Mar, no Meireles, onde mora uma das filhas da matriarca.
Dona Zaíra, ao lado da filha Elba
Viúva de Moacir Soares Pinto, Zaíra é mãe de 7 filhos (Antonio, Lúcia, Rosy Mary, Moacir Filho, Elba, Márcia e Denise), avó de 14 netos e bisavó de 8 bisnetos.
https://docs.google.com/document/d/1zl3HywqEBvPW-92Ac6EZMrpaowgtcRWtCeiCzJyhehI/edit

O SISMÓGRAFO DE PEREIRO, CEARÁ

Iran Ferreira Machado
Nos idos de 1969, lá pelas bandas de Pereiro, sul do Ceará, a terra tremeu. Não só tremeu, como deixou as suas marcas indeléveis em casas, rachaduras pelo chão na zona rural e pavor entre seus habitantes.
Acionado pelas autoridades competentes, o Departamento Nacional da Produção Mineral, então sediado no Rio de Janeiro, enviou uma equipe de três geólogos ao local para averiguar os prejuízos e recomendar providências.
Chegando de jipe à cidade, já tarde da noite, os "três mosqueteiros" buscaram uma humilde pensão para a sua estada durante os dias de vistoria.
A primeira pessoa a prestar depoimento, ainda naquela noite, foi exatamente a proprietária da pensão, muito preocupada com as perdas e danos que poderiam decorrer de tão inusitado fenômeno geotectônico. A grande surpresa foi o seu relato de que um papagaio de estimação vinha oferecendo os seus serviços como sismógrafo improvisado, porém eficaz. De índole perquiridora ou até científica, a dona da pensão já estava elaborando uma espécie de escala Richter para uso doméstico.
A escala funcionava mais ou menos assim, de acordo com os resultados da última semana, registrados numa planilha pela diligente pesquisadora:
1 - Papagaio ligeiramente nervoso, caminhando pensativo para a esquerda e para a direita, sem cessar.
2 - Idêntico ao anterior, porém a ave já ensaia algumas decolagens.
3 - Papagaio demonstra forte nervosismo e tenta em vão romper a corrente para fugir do epicentro.
4 - Idêntico ao anterior, porém acompanhado de gritos histéricos ou expressões ininteligíveis ultrapassando 100 decibéis.
5 - Papagaio alvoroçado acorda com seus gritos todos os hóspedes e empregados do estabelecimento hoteleiro, manifestando um grau máximo de pânico, capaz de contagiar seres humanos e animais domésticos.
As intensidades de número 6 até 9 não foram definidas quanto ao comportamento da ave, em virtude do simples fato de que Pereiro não se encontra sobre os Andes ou em qualquer outra área sujeita à tectônica das placas.
Todavia, a proprietária se julgou bastante orgulhosa de, ao dispensar o uso de equipamentos sofisticados, com suas baterias, fios e relés, prestar uma valiosa contribuição às pequenas comunidades do Nordeste e de outras regiões desse imenso Brasil.
N. do E.
O colaborador Jaime Nogueira enviou-me um texto com esta história. Como não consegui copiá-lo diretamente do e-mail e encontrei outra versão (fonte) na internet, é esta que está sendo aqui republicada. As duas versões são igualmente geniais.

PESAR PELO FALECIMENTO DE JOÃO GONÇALVES PRIMO

"É com profundo pesar que informo o falecimento, na tarde desta terça-feira, 18/04/17, do meu pai JOĀO GONÇALVES PRIMO, aos 98 anos.
Homem íntegro, batalhador por natureza e de ilibada reputação. Com muita luta e honestidade, formou uma linda família ao lado de minha mãe, dona Vicentina Lucena, transmitindo a seus filhos suas experiências como cidadão e realizador.
Em nome de todos os irmãos, netos, demais familiares e amigos, agradeço os votos de pesar recebidos, na certeza de que meu pai repousa na Glória do Senhor.
Aos que desejarem prestar as últimas homenagens, o velório será realizado hoje, à partir das 20 horas, na Funerária Ternura, localizada, à Rua Padre Valdevino, 2555, com Missa de corpo presente amanhã, dia 19/04, às 15 horas. Seu sepultamento ocorrerá no Cemitério Parque da Paz, às 16 horas.
Saudades eternas."
Gaudêncio Gonçalves de Lucena
Meus sentidos pêsames à família de Gaudêncio Gonçalves pela perda deste ente querido.
Há 10 anos...
O grande ser humano que foi o Sr. João (como o chamávamos na intimidade), foi biografado por Juarez  Leitão e Tulio Monteiro, neste livro:
"Sonhos e vitórias : a história de João Gonçalves Primo".
Fortaleza, Premius, 2007. ISBN 9788575643969

MATHEUS - 11 ANOS

Muda hoje (17) de idade o meu neto Matheus Noronha Gurgel, aluno do Colégio Batista Santos Dumont.
Ontem à noite, fomos com ele à pizzaria Maria Tomate, no Cocó, para uma comemoração em família de seu aniversário.
Parabéns, Matheus.
Seu pai Érico, que aparece na foto com ele, acaba de regressar de um passeio de férias na cidade do Rio de Janeiro e em Belém, com a esposa Aline.

UM TOUR HORIZONTINO

Em 1938, Guarani, que logo depois recebeu o nome de Pacajus, passou à categoria de município, tendo seu território dividido em 4 distritos: Guarani, Currais Velho, Lagoa das Pedras e Olho d’Água do Venâncio. O último viria a se tornar Horizonte, tendo recebido essa denominação pelo fato de a região ser rica em fontes hídricas, sendo o olho d’água na fazenda do Venâncio a mais conhecida.
Dados Gerais
Localização: RM de Fortaleza
Distância de Fortaleza: 40 km, pela BR-116
Distâncias de outras cidades: Pacajus: 10 km, via BR-116; Cascavel: 34 km, via BR-116 e CE-253; Pacatuba: 36 km, via BR-116, CE-350 e CE-060; Acarape: 38 km, via CE-253
População: 55 154 habitantes, IBGE/2010
Gentílico: Horizontino
Área: 160 km²
Municípios limítrofes: Aquiraz, Cascavel, Guaiúba, Itaitinga, Pacajus e Pindoretama
Distritos: Horizonte-Sede, Aningas, Dourado e Queimadas
Avenida e principais ruas da cidade: Presidente Castello Branco (a avenida em que  fica a moderna sede da Prefeitura), Ciro Bilhar, Juvenal de Castro, Baturité e Rafael Santos (a rua da Pousada Horizonte)
Onde se hospedar: Pousadas Horizonte e Pinto Martins
Onde comer: Restaurantes Cândida, Sabor Caseiro, Med Pizzas e Big Lanches
Horizonte, é um dos municípios cearenses de robusto crescimento. Ocupando uma localização privilegiada na Região Metropolitana de Fortaleza, Horizonte teve o seu potencial alavancado pela chegada de grandes indústrias ao município nos últimos anos, 
https://horizonte.ce.gov.br
http://www.ceara.com.br/m/horizonte/index.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Horizonte
Notas
Uma das indústrias de Horizonte é a Fábrica Troller, onde o engenheiro mecânico Érico Gurgel trabalhou (vídeo Copa Troller) no início de sua carreira.
Atualmente,o time do Horizonte está na 1ª divisão do futebol cearense.
Fiz a doação de um exemplar do livro Portal de Memórias: Paulo Gurgel, um médico de letras, organizado por meu irmão Marcelo, para a Biblioteca Municipal de Horizonte.

OUTROS PRODUTOS DA SIQUEIRA GURGEL

Em fevereiro de 2011, publiquei em Linha do Tempo, na nota OTÁVIO BONFIM. COMÉRCIO, INDÚSTRIA E SERVIÇOS NAS DÉCADAS DE 1950, 60 E 70, o seguinte tópico:
"Os produtos da Siqueira Gurgel foram e são populares entre os cearenses. Os nomes dos produtos fabricados, tais como o sabonete Sigel, o óleo Pajeú, a gordura de coco Cariri e o famoso sabão Pavão, fazem parte do cultura da Ceará. Um dos textos de um dos famosos jingle do sabão Pavão, sobrevive na alma cearense: uma mão lava a outra com perfeição, e as duas lavam a roupa com sabão Pavão. O nome da personagem estampada na embalagem do óleo Pajeú, a Neguinha do Pajeú, transformou-se em uma expressão bastante usada pelos cearenses para nomear uma pessoa sapeca e sem modos."
Mas, em recente visita à Exposição Arquivo Nirez, na Caixa Cultural, ao ver uma coleção de rótulos de produtos industriais, fiquei sabendo que a Siqueira e Gurgel Ltda. (Usina Ceará) também já fabricou:
- o sabão Elephante (com "ph"; v. imagem ao lado)
- o sabão Águia
- o saponáceo Pavão ("indispensável para limpar e lustrar talheres, panelas e metais em geral").

ABELARDO SOARES DE AGUIAR (1937-2017)

O precursor do processo de transformação do Sanatório de Maracanaú
por Maria Abreu Barbosa
Nascido em Baturité, Ceará, no ano de 1937, Abelardo Soares de Aguiar graduou-se em medicina, em 1963, pela Universidade Federal do Ceará. Participou do Curso de Especialização em Pneumologia Sanitária no Sanatório de Maracanaú em 1965, tornando-se médico residente dessa Instituição no período de 15.1.1964 a 28.2.1965. Foi contratado em 1.º de março de 1965, pelo Ministério da Saúde, lotado na Secretaria Nacional de Programas Especiais de Saúde, em exercício no Sanatório de Maracanaú, onde permaneceu até setembro de 1984.
Reconhecido por seus amigos e colegas de trabalho como uma pessoa generosa, humanitária, estudiosa e tranquila, foi considerado o precursor do processo de transformação do Sanatório em Hospital Geral, evitando, assim, o seu fechamento anunciado no final da década de 70.
Antes de tornar-se diretor do Sanatório, em 1978, ocupou as funções de médico assistente em Unidades de Internamento de Tuberculose e de Pneumopatias não Tuberculosas (1965 a 1968); foi chefe da Divisão Médica (1969); chefe da Unidade de Pneumologia (1974); assistente-diretor (1975 a 1978); além das funções anteriormente especificadas, participou ainda, na qualidade de auxiliar de Ensino, do Curso de Residência em Pneumologia realizado no Sanatório de Maracanaú (convênio celebrado entre a Divisão Nacional de Tuberculose e a Universidade Federal do Ceará), no período compreendido entre janeiro de 1967 à data de sua extinção em 1975.
Dois fatos que marcaram sua gestão como Diretor do Sanatório de Maracanaú são motivos de orgulho: o primeiro foi a elaboração do projeto intitulado “Transformação do Sanatório de Maracanaú em Hospital Geral” (1981), na ocasião em que o Ministério da Saúde já havia julgado o referido nosocômio, prescindível, apesar da sua magnitude à luta contra a tuberculose. O segundo, também 1981, intitulado “Processo de Co-Gestão Hospital de Maracanaú-Inamps” (observando-se que a esta altura a mudança de Sanatório para Hospital Geral já havia sido efetivada), permitindo que o Inamps alocasse recursos financeiros para o Hospital de Maracanaú, o que garantiu a sobrevivência do Hospital. Esse fato tornou exequível a concretização do processo de transformação em Hospital Geral, possibilitando a realização de obras, reformas, aquisição de materiais e equipamentos, além da contratação de pessoal.
Considerando haver cumprido sua importante missão, nosso brilhante guerreiro solicitou transferência para o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social, em 17 de setembro de 1984, encerrando assim a sua participação na construção da história do Hospital de Maracanaú.
Fonte:
Hospital Municipal de Maracanaú: reflexos das políticas nacionais de saúde em meio século de história / [Maria Abreu Barbosa (Coord.) et al.]. – Brasília: Ministério da Saúde, 2004. 298 p.:il. color. – (Série I. História da Saúde no Brasil) ISBN 85-334-0844-7
Conheci Abelardo Soares de Aguiar no Sanatório de Maracanaú em 1972. Ela era médico pneumologista do Sanatório e, na época, eu dava início a um estágio em Pneumologia na instituição. o qual tive de interromper para seguir (temporariamente) a carreira de médico militar. Em 1977, quando ingressei no INAMPS e fui lotado no Hospital de Messejana, onde Abelardo já trabalhava, tornamos a nos encontrar. Neste hospital, vim a sucedê-lo na chefia do Serviço de Pneumologia, à época em que ele também me sucedia na chefia do Serviço de Arquivo Médico e Estatística. Foram três décadas de intensa convivência no trabalho e na vida social, em que aprendi a admirá-lo por seus muitos predicados técnicos e humanitários. Esta nota, aqui postada pouco tempo depois de sua partida, é uma homenagem que presto ao inesquecível colega e amigo. ~ Paulo Gurgel

A LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS NA FAZENDA PORTEIRAS

José Gurgel do Amaral Filho era cidadão que desfrutava da estima e consideração, não só em sua terra (Aracati-CE), como também no Rio Grande do Norte, para onde emigraram alguns de seus filhos e netos.
Era em sua FAZENDA PORTEIRAS, onde se realizavam as festas de casamentos e nascimentos. Certa vez, durante um desses eventos, um fato inusitado teve lugar: certa escrava, sentada à beira de uma cisterna, levantava nas mãos uma neta do Patriarca (do Aracati), quando a criança por acaso cai na cacimba. Imediatamente a criada mergulha, salva a pequena e sobe por uma escada humana feita pelos escravos presentes. Com gesto magnânimo, aquele homem de costumes rígidos chamou a preta e os demais escravos e os declarou livres. Isso teve lugar antes da Lei Áurea.
Extraído do livro "Na Trilha do Passado" (p.41), de Aldysio Gurgel do Amaral.
José Gurgel do Amaral Filho, o Patriarca de Aracati, nasceu em 28 de janeiro de 1784, na Fazenda Porteiras (foto). Casou-se, em primeiras núpcias, com Quitéria Ferreira de Barros, que faleceu em 5 de agosto de 1831, e, em segundas núpcias, com Maria Joaquina de Moura Ferreira, prima de Quitéria. Era trineto do Dr. Cláudio Gurgel do Amaral e bisneto de José Gurgel do Amaral, cuja tragédia já foi aqui relatada. (PGCS)
NO FATÍDICO ANO DE 1722
25/03 - A DATA MAGNA DO CEARÁ

"SLIDESHOWS" DE LINHA DO TEMPO, ATÉ AGORA

Links
Postagem: no Linha do Tempo
Apresentação: no Google Drive, em Tela Cheia
Slideshows
"CARLITOS" NAS TAPEÇARIAS DE ELDA Postagem
Apresentação
ILUSTRAÇÕES DOS "CAUSOS" DE PAULO Postagem
Apresentação
OTÁVIO BONFIM: FOTOGRAFIAS HISTÓRICAS DO BAIRRO Postagem
Apresentação
UM SANTEIRO CEARENSE Postagem
Apresentação
UMA HOMENAGEM EM 2011 AOS COLEGAS INESQUECÍVEIS Postagem
Apresentação
EM POUCAS E BOAS LINHAS Postagem
Apresentação
A PRAÇA E O VENTO Postagem
Apresentação
SÍTIO CATOLÉ. QUANTAS RECORDAÇÕES... Postagem
Apresentação
UMA HOMENAGEM EM 2016 AOS COLEGAS INESQUECÍVEIS Postagem
Apresentação

A ACADEMIA CEARENSE DE DIREITO

Ontem (15), à noite, no Theatro José de Alencar, em Fortaleza, aconteceu a solenidade de instalação da Academia Cearense de Direito - ACED. Nesta data, completavam-se os 139 anos da morte do romancista e jurista de escol José de Alencar, escolhido pelos fundadores da Academia para ser o patrono perpétuo da nova entidade.
No referido evento, aconteceram também a posse de sua diretoria, a qual será presidida nos próximos cinco anos por  Roberto Victor Pereira Ribeiro, a posse e a diplomação de 36 acadêmicos, e a diplomação de 16 sócios correspondentes e seis sócios honorários.
A nova arcádia traz em seus estatutos a importância de se cultuar a responsabilidade social dos juristas que a compõem, fazendo com que uma vez por mês a ACED vá a uma escola pública para ministrar noções de direito do consumidor, direito civil, direito ambiental e direito do trabalho. Outra novidade e ponto de convergência da entidade é o funcionamento da Escola Cearense de Direito no interior da Academia, fato inovador em plagas bevilaquianas. A ACED ministrará cursos jurídicos mais distantes das searas universitárias, como por exemplo, direito canônico, irradiando, assim, o ensino e o conhecimento jurídico em nossas terras.
A ACED, que será certamente motivo de orgulho para os cearenses, tem como patrono da cadeira 22 o advogado LUIZ CARLOS DA SILVA, pai deste blogueiro. O membro titular da Academia que ocupará esta cadeira é o advogado e músico Ricardo Bacelar, que aqui aparece, logo após o término da solenidade, ladeado por vários membros de nossa família nos jardins do Theatro José de Alencar.

EXPOSIÇÃO ARQUIVO NIREZ

A Exposição Arquivo Nirez reúne peças raras do acervo de Miguel Ângelo de Azevedo, mais conhecido como Nirez. São artigos de seu museu particular, que há mais de 50 anos é mantido e disponibilizado ao público na casa do colecionador. Algumas das peças serão expostas pela primeira vez fora da residência dele.
Com a curadoria de Nirez e Weaver Lima, a exposição contará com fotografias de Fortaleza antiga, discos de cera e de vinil, livros, revistas, equipamentos de imagem e som. São mais de 200 itens, selecionados dentre mais de 140 mil peças que compõem o acervo do museu. As fotografias expostas retratam Fortaleza dos primeiros anos do Século XX, numa seleção dentre as mais de 30 mil imagens presentes no museu de Nirez.
Merece destaque a coleção de gravações em 78 rotações (discos de cera), considerada uma das maiores do país em gravações brasileiras. A mostra conta com os mais curiosos discos, selecionados dentre os mais de 22 mil discos existentes no museu, que contemplam todas as fases da produção musical de 1902 a 1964.
Sobre Nirez
Miguel Ângelo de Azevedo é jornalista, historiógrafo, memorialista e colecionador. Começou a colecionar discos de 78rpm nos anos 50, possuindo uma das mais importantes discotecas especializadas do País. Somam aos discos uma grande coleção de livros especializados sobre MPB. É dele também o mais importante acervo de fotografias da cidade de Fortaleza.
Nirez é autor, com a parceria dos pesquisadores Alcino Santos, Grácio Barbalho e Jairo Severiano, da Discografia Brasileira em 78rpm – 1902-1964, editada em 1982 pela Funarte/Xerox.
Nirez participou da equipe que coordenou a elaboração da Enciclopédia da Música Brasileira – Erudita e Popular (Art. Editora Ltda. São Paulo – 1ª edição). Juntamente com o pesquisador Jairo Severiano organizou e produziu os LPs Revolução de 30 (1998), Revolução de 32 (1982) e O Ciclo Vargas (1983), editados pelo SESC e Fundação Roberto Marinho, e o LP Memória da Farmácia, nos 50 anos dos Laboratórios Roche, em 1981.
Desde 1963 mantém o programa intitulado Arquivo de Cera, que semanalmente homenageia um músico ou gênero da música brasileira, que vai ao ar pela Rádio Universitária FM, difundindo a música gravada em discos de 78rpm (cera) sempre com informes históricos sobre cada gravação.
Atualmente, Nirez supervisiona o setor de digitalização dos acervos no Instituto Moreira Sales do Rio de Janeiro, coordenando a organização das gravações.
Ler também: Nirez, citado no Preblog.
Serviço
Exposição: Arquivo Nirez
Local: CAIXA Cultural Fortaleza
Endereço: Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema. Telefone:(85) 3453-2770
Data: 17 de fevereiro a 16 de abril de 2017
Horários: terça-feira a sábado, das 10h às 20h | domingo, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação indicativa: livre
http://blog.opovo.com.br/educacao/exposicao-arquivo-nirez/
http://jornalggn.com.br/blog/lucianohortencio/exposicao-arquivo-nirez-aberta-ate-17-de-abril-por-luciano-hortencio
http://g1.globo.com/ceara/noticia/2017/02/raridades-da-musica-do-futebol-e-de-fortaleza-nirez-abre-portas-na-caixa.html
http://www.museus.gov.br/ibram-agenda/arquivo-nirez/