VIDA — POR DIOGO FONTENELLE


O MEU JEITO DE ENGOLIR A VIDA

No quarto de dormir estão os sapatos que esperam por mim
A inventar caminhos pelo amanhã entre rebanhos de agonia.
No quarto de dormir está a xícara vazia com cheiro de jasmim
A tanger cinzas nuvens de assombro ao vendaval do dia a dia.

No quarto de dormir está o alvo lençol que suspira despedida
A ouvir o morto que desce da foto da parede em noite partida
A povoar meu rabiscar em verso sangrado na caligrafia sofrida
Que não é poesia, é tão somente o meu jeito de engolir a vida.

A VIDA EM POESIA

Por que esperar muito da sorte e das pessoas?
Se tudo é apagado em indiferente certeiro dia.
Nada é para sempre. Tudo, na sua hora, escoa.
A traça rói nossos olhos e a nossa visão fugidia.

Por que esperar muito da sorte e das pessoas?
Se tudo é faz-de-conta a desaguar na noite fria.
Nada é para sempre. No pranto, a coração voa.
A traça rói a doce esperança da vida em poesia.

CASA DE CHICO ANYSIO EM MARANGUAPE

Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, conhecido artisticamente como Chico Anysio, é filho de Maranguape - CE. Foi humorista, ator de cinema e televisão, radialista, comentarista esportivo, escritor, compositor, pintor, roteirista e diretor de espetáculos.
"É mentira, Terta?"
A casa em que ele nasceu e viveu até os 7 anos de idade fica na Rua Chico Amador, nº. 68. Tendo pertencido inicialmente à família Paula, o imóvel foi tombado pelo patrimônio histórico municipal e, atualmente administrado pela Prefeitura de Maranguape, abriga uma espécie de museu dedicado ao filho ilustre da terra.
Na entrada, o visitante logo se depara com uma estátua de Pantaleão, um dos personagens mais marcantes de Chico Anysio. A guia Fernanda, que me conduziu na visita, realizou esta foto em que eu apareço perto da estátua do famoso mitômano.
Construída de taipa, a casa (que foi restaurada há poucos anos) tem um alpendre e vários cômodos. Nestes últimos, se distribui o acervo do museu, constituído principalmente de coleções de caricaturas e de marionetes no estilo puppet que representam alguns dos personagens de Chico Anysio, e de capas de livros (24 títulos ao todo) que ele publicou, além de painéis com informações sobre a vida e as obras do humorista cearense.
Hoje, 12 de abril, é comemorado o Dia do Humorista no Ceará. Esta data, que faz alusão ao aniversário de nascimento de Chico Anysio, foi instituída pela Lei nº. 13.317, de 02/07/2003.
Serviço
Distância de Fortaleza: 50 km
Percurso: CE-060, em seguida CE-350
A casa/museu está aberta para visitações de terça-feira a domingo, das 9 às 17 horas
Entrada: gratuita
Ver também
Casa de Chico Anysio é rota turística em Maranguape, TV Diário
Reveillon de 2018 em Maranguape, blog EM

LIVROS (INCLUSIVE FICCIONAIS) QUE FAZEM REFERÊNCIAS A LUIZ

Paulo Gurgel Carlos da Silva
1 - MORAES, Vicente de Paula Falcão. Anos Dourados em Otávio Bonfim: à memória de Frei Teodoro. Fortaleza: IURIS. 1998. 320p.
Em 1999, o escritor Vicente Moraes publicou o seu Anos Dourados em Otávio Bonfim, no qual, em “O Centro do Bairro”, às páginas 30 e 31, “presta uma homenagem justa ao Instituto Padre Anchieta, na pessoa de seu diretor, o professor Luiz Carlos da Silva, carinhosamente seu Silva”. No capítulo “As ruas e as famílias do bairro”, o autor de Anos Dourados… destacou, na página 226, “a austeridade e a disciplina que credenciavam nossa escola para a formação moral e cívica dos jovens do bairro”, e, na página 229, “a abnegação e a seriedade adotadas pela família Silva” (Luiz Carlos e irmãos) no Instituto Padre Anchieta
2 - SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). ADEODATO, Márcia Gurgel Carlos. Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE / Expressão, 2008. 192p. ISBN: 978-85-7826-003-3
Em janeiro de 2007, em uma das costumeiras reuniões de domingo, do nosso clã familiar, Marcelo Gurgel apresentou uma proposta de organizar um livro sobre o nosso falecido pai, Luiz Carlos da Silva, a ser lançado por ocasião do seu nonagésimo aniversário de nascimento. A convocação ganhou tanto a adesão da matriarca, D. Elda Gurgel, como dos irmãos, todos dispostos a contribuir com ideias e peças literárias para a feitura da obra, que passou a ter como coorganizadora a jornalista Márcia, filha do homenageado. Este livro, Dos canaviais aos tribunais – A vida de Luiz Carlos da Silva, foi também um trabalho de pesquisa histórica, que levou os organizadores às seguintes fontes de consulta: Biblioteca Pública Menezes Pimentel, Instituto do Ceará (Nirez), Colégio Cearense Sagrado Coração, Faculdade de Direito-UFC, CRC-CE, OAB-CE, SENAC, Academia Cearense de Letras e Assembleia Legislativa do Ceará. Em meio a essa busca por informações, sobre o nosso pai, a surpresa veio com achados preciosos, verdadeiros tesouros da produção literária paterna. No seu todo, a obra saiu alentada, mercê dos depoimentos de amigos, colegas, alunos, clientes, pessoas, enfim, que conviveram com Luiz Carlos da Silva e que, de uma maneira agradecida, transpuseram para o papel fatos marcantes, que vão de sua infância passada nos canaviais, lavrando e domando a terra, até seus derradeiros embates nos tribunais, em que se colocava sempre na defesa daqueles com sede de justiça. Em 28 de janeiro de 2008, esse livro foi lançado, na sede da OAB-Ceará, assinalando a passagem dos noventa anos de nosso genitor, se vivo ele fosse.
3 - SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores: sob o olhar de uma família. Fortaleza: EdUECE, 2008. 144p. ISBN: 978-85-7826-007-1
O bairro Otávio Bonfim e a família Gurgel Carlos mantiveram um consórcio que durou meio século. Com dores e amores de permeio. Os treze filhos gerados por Elda e Luiz nasceram todos em Otávio Bonfim. Em reconhecimento a este bairro de Fortaleza que abrigou nossa família, Marcelo escreveu o livro Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores, publicado em 2008. Referem-se a nosso genitor os capítulos “Luiz Carlos da Silva: OAB-Ce nº 546” e “Professor Luiz Carlos da Silva: educador de gerações”.
4 - SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Maquis: Redenção na França ocupada. Fortaleza: Editora da UECE, 2009. 500p. ISBN: 978-85-7826-030-9
A seguir, em 2009, veio a lume Maquis: Redenção na França ocupada, um romance revestido do caráter epistolar. Mas esta obra de Marcelo Gurgel não se enquadra totalmente no gênero ficção. Muitas de suas passagens aconteceram, realmente. Mesmo assim, os fatos, em grande parte, foram trabalhados, à conta da inventividade do escritor, o qual narra uma longa história, com personagens reais e fictícios, e que tem como pano de fundo a França, sob a ocupação germânica, durante a II Guerra Mundial.
5 - SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Revelações de um Maquisard. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2011. 112p. ISBN: 978-85-7563-687-9
Com o mesmo pano de fundo: a Resistência Francesa, vivenciada por um cidadão cearense, quando a França se encontrava sob a ocupação nazista, Marcelo Gurgel criou a Revelações de um Maquisard, uma peça de teatro em dois atos. Esta peça é construída com base em diálogos, envolvendo apenas quatro personagens: Prof. Solón (82 anos, contador e professor universitário), D. Nilda (78 anos, dona de casa, esposa do Prof. Solón), Dr. Saulo (52 anos, médico, primogênito do casal) e D. Mazé (empregada doméstica). Tem por cenário uma residência familiar situada em Fortaleza, com passagens em três cômodos (sala de estar / quarto / gabinete). Com esta obra, Marcelo foi um dos ganhadores do Prêmio Eduardo Campos, na categoria Dramaturgia, da SECULT. Revelações… foi publicada em 2011, numa edição bilingue, com a versão para o francês a cargo de Cristiene Ferreira da Silva.
6 - SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Refazendo o caminho: passado e presente de uma família. Fortaleza: Edição do Autor, 2012. 144p. ISBN: 978-85-901655-8-3
Em Refazendo o caminho: passado e presente de uma família, Marcelo Gurgel tomou a iniciativa de escrever três textos, como se fossem de autoria de nosso progenitor: “Origens familiares”, “Relembrando 1932: a subsistência” e “Mensagem ao Paulo, meu primeiro filho”. Além disso, elaborou outros três textos a que atribuiu a inspiração paterna: “Recordando os tempos de aluno marista”, “Perdas em família” e “Patrimônio familiar”. Os seis textos em que Marcelo atuou como ghost-writer de Luiz integram a “Parte I - Per il cappo de la famiglia” deste livro editado em 2012.
7 - OLIVEIRA, Elsie Studart Gurgel de. 20 Contos sem Réis. Fortaleza: Expressão Gráfica Editora, 2014. 104p. ISBN: 978-85-420-0427-4
No conto “A Lenda dos “Onze Estrelo”, em sua coletânea 20 Contos sem Réis (páginas 19 a 21), de 2014, Elsie Studart G. de Oliveira escreveu: “Que essa é uma lenda, ninguém duvida, mas há uma estória parecida que merece ser contada. Em um bairro desta capital, residia um casal ainda jovem, mas já com uma prole bastante alentada: 11 filhos, de tamanhos bem diferentes, tanto que o último, ao chegar, encontrou o primeiro na Faculdade. (...) O melhor de tudo é que um a um da filharada foi formando o seu próprio patrimônio intelectual e despontando no mundo das letras e das ciências. Não ficou um só que não tinha dado certo. Todos, sem distinção, encontraram o seu caminho, independentemente das pedras que dificultavam sua passagem. Nisso, pesaram muito a luz emanada da figura paterna (Luiz) e a mão firme da matriarca, apontando as vias mais promissoras.”
8 - MORAES, Vicente de Paula Falcão. Anos Dourados em Otávio Bonfim: À memória de Frei Teodoro. Fortaleza: IURIS. 2017. 320p. Sem ISBN.
Em agosto de 2017, Vicente Moraes retornou com a segunda edição revisada e ampliada de Anos Dourados em Otávio Bonfim, em que novamente destacou a atuação do nosso genitor, Dr. Luiz Carlos da Silva, como educador, e do educandário que este dirigiu. Assim como Tarcísio Moraes, irmão do autor e que fez uma das apresentações do livro, que chamou a atenção para o papel das “pequenas escolas primárias, como o Instituto Padre Anchieta, tendo à frente o seu Silva, que tudo fizeram no sentido de preservar a união familiar como uma base sólida de um futuro promissor”.
9 - SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da; SILVA, Paulo Gurgel Carlos da (org.). Luiz, mais Luiz! - Centenário de nascimento de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2018. 125p. ISBN: 978-85-915558-6-4
Dez após a publicação de Dos canaviais aos tribunais, Marcelo e Paulo Gurgel organizam o livro Luiz, mais Luiz! Lançado em 24/01/2018, no Ideal Clube, e em 28/01/2018, no Salão Paroquial da Igreja N. Sra. das Dores, em Otávio Bonfim, este último livro foi planejado para integrar os eventos comemorativos do centenário de nascimento do homenageado.

NOTA DE FALECIMENTO DE MARIA SOLANGE GOMES CARLOS DA SILVA

É com profundo pesar que informo o falecimento de MARIA SOLANGE GOMES CARLOS DA SILVA. Nascida em 05/07/1964, Solange era filha de Válter Carlos da Silva e Raimunda Gomes da Silva.
Ela faleceu hoje (2), de causas naturais, em Redenção.
Foi filha, irmã, tia, amiga, companheira, exemplo de ser humano, sempre com a mão estendida para ajudar o próximo; foi mãe de muitos, sem nunca ter gerado um filho em seu ventre.
Seu corpo está sendo velado na casa de seus pais em Acarape e, às 16 horas, será sepultado no cemitério da cidade.
Descanse em paz, minha prima Solange.
07/04/2018 - Atualizando ...
Às 19h30, em Acarape: Missa de sétimo dia em memória de MARIA SOLANGE, no salão paroquial da Igreja Matriz de Acarape.

EXPOSIÇÃO EM HOMENAGEM À CARNAÚBA NO PARQUE DO COCÓ

"Corria nos cavalos feitos de talos de carnaúba. De carnaúba era a cadeira, a mesa, as cordas da rede. A casa tinha travejamento, caibros e ripas de carnaúba. Esteiras de carnaúba substituíam os tapetes. Na cabeça, o chapéu de palha de carnaúba. De tarde, batia-me com outros batalhões de meninos, todos  armados com facões de carnaúba." ~ Luís da Câmara Cascudo
A Festa Anual das Árvores de 2018, uma promoção do Governo do Ceará, através da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), foi realizada no Parque do Cocó, em Fortaleza, no período de 18 a 25 de março. Neste ano, o evento homenageou a carnaúba (Copernicia prunifera), a árvore-símbolo do Ceará (Decreto nº 27.413, de 30 de março de 2004), com uma exposição no Centro de Referência da SEMA, contando com o apoio do Memorial da Carnaúba do município de Jaguaruana e tendo como objetivo mostrar para a população cearense a importância econômica e cultural desta árvore nativa do Nordeste.
crédito: PGCS
O processo produtivo da cera de carnaúba envolve três conjuntos de atividades produtivas: o extrativismo, o beneficiamento e o processo industrial, além de atividades comerciais e financeiras desempenhadas por diferentes atores, caracterizando complexas relações sociais e econômicas.
A palha (folha seca), depois da cera, é o produto da carnaúba que tem mais importância, principalmente na produção artesanal. A atividade artesanal existe nos três principais Estados produtores (Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí), onde se aproveita a palha para a confecção de inúmeros objetos como tarrafas, escovas, cordas, chapéus, bolsas, vassouras, cestas, assentos de cadeiras e sofás, colchões, redes e esteiras.
A árvore representativa de cada Estado

LANÇAMENTO DE "APONTAMENTOS DE UM ESCRIBA"

Ao ensejo do "Happy Hour Cooperado" dos aniversariantes de janeiro, fevereiro e março de 2018, aconteceu em 13 de março de 2018, na sede da Unimed Fortaleza, o lançamento do livro"Apontamentos de um Escriba", de Marcelo Gurgel Carlos da Silva.
Esta obra do médico cooperado e atual presidente da Sobrames/CE Marcelo Gurgel, que reúne quarenta crônicas sobre os mais diversos temas, foi apresentada pelo próprio autor, que completava 65 anos de vida na ocasião.
SOBRE A OBRA
Com "Apontamentos de um Escriba", Marcelo Gurgel, médico, economista, professor de Medicina e reconhecido homem de letras, vem a enriquecer, mais ainda, a sua bibliografia já excepcionalmente prolífica.
Esta, que ora nos está a beneficiar a mente, encerra capítulos inéditos, ao lado de outros que, mesmo revisitados, são de grande relevo.
Muitos são os destaques.
Há "Homenagens Acadêmicas" da maior justeza e sobre as quais se fará à frente uma abordagem algo detalhada. [...]
No que concerne, ainda, a encômios, cabem especial citação "Portal de Memórias  Paulo Gurgel, um médico de letras" e "Luiz, mais Luiz!", em que Gurgel homenageia, respectivamente, seu irmão Paulo Gurgel Carlos da Silva, competente pneumologista e grande polígrafo, e o genitor dos dois  Dr. Luiz Carlos da Silva, por ocasião do centenário de nascimento deste.
Em crônicas, o professor Gurgel é pródigo, por demais, com temática variada e abrangente, incluindo frequentemente crítica social e política, não odienta e muitas vezes bem-humoradas. [...]
Dr. Eduilton Girão
(prefaciador do livro)

TREZENTOS ANOS DA FAMÍLIA GURGEL NO NORDESTE (1716-2016)

por JB Serra e Gurgel (*)
Este era o título do livro que José Jarbas Studart Gurgel (Acaraú, 20.07.1935 – Fortaleza, 29.01.2015) pretendia publicar para marcar a História de uma das mais tradicionais famílias do Brasil, não tivesse sido surpreendido pela morte em seus 80 anos intensamente vividos. Antes, pensara em titular "De Geração em Geração".
Guardo comigo a última edição quase definitiva, de 2014, editada e montada. Certamente pretendia convocar a "Gurgelândia" do Nordeste, especialmente do Ceará e do Rio Grande do Norte, com sua "apresentação", a 6ª, de 16.09.2014. (Jarbas mandou-me também a 2ª, além de cartas de 10.11.13 e de 11.02, 16.07 e 10.11.14 e inúmeros e-mails, dando-me ciência das pesquisas, investigações, consultas sobre sua obra, que tinha como referência "o cumprimento da verdade e o resgate histórico e genealógico de nossa família".)
Seus estudos complementam os de Heitor Luiz do Amaral Gurgel , "Uma Família Carioca do Século XVI", de Miguel Santiago Gurgel, "Porteiras e Currais", com as fazendas de Santa Cruz do Aracati, e de Aldysio Gurgel do Amaral, "Na Trilha do Passado, Genealogia da Família Gurgel". Claro que há lacunas a serem preenchidas por outros pesquisadores.
Sua convicção era muito forte indicando que, "em face de problemas políticos", a família Gurgel migrou de seu habitat inicial, no Rio de Janeiro, onde se estabeleceu no inicio do século XVII,  mais precisamente em 1606 com o casamento de Toussaint Gurgel, de 30 anos, e Domingas Arão Amaral, de 20. O corsário Toussaint Gurgel, de Havre de Grace, da Alsácia, França, de mãe francesa e pai alemão da Baviera, chegou a Cabo Frio em 1595, no comboio que visava a implantação da França Antártica.
Em 410 anos, e com 16 gerações, com os entrelaçamentos de Gurgel do Amaral, Gurgel Valente, Gurgel Costa Lima, Studart Gurgel, Gurgel Barbosa, Nogueira Gurgel, Santos Gurgel, Gurgel Carlos Silva, Oliveira Gurgel, Holanda Gurgel, estimam-se em mais de 15 mil os seus descendentes .
A migração dos Gurgel para o Nordeste iniciou- se em 1716, quando Claudio Gurgel do Amaral, grande proprietário de terras no Rio de Janeiro (Morros do Castelo e de Santa Teresa, Outeiro da Gloria, Campo Grande, entre outros), após ter afrontado o governador do Rio de Janeiro Francisco Xavier de Távora, fugiu para Cataguazes em Minas Gerais, onde vivia seu primo Francisco do Amaral Gurgel. Seu filho, o alferes José Gurgel do Amaral, ofendido por João Manoel de Melo e apaniguados, travou uma acirrada luta política e matou seus desafetos, sendo os Gurgel declarados "réus de morte" pelo governador Távora. José acabou preso em Minas, cumpriu pena no Rio e em Salvador onde foi levado ao patíbulo.
Maria Gurgel do Amaral, nascida no Rio de Janeiro, em 1712, chegou com seus pais à região de Penedo ou São Miguel dos Campos, em Alagoas, em 1716, acompanhada de seu marido Davi Lopes de Barros (nome disfarçado).
Um de sues filhos, José Gurgel do Amaral, nascido em 1712, em Penedo, foi casado com Cosma Nunes Nogueira, é o 1º Patriarca da família Gurgel do Aracati. José Gurgel do Amaral Filho, nasceu na fazenda Porteiras, na vila de Santa Cruz do Aracati, e é considerado 2º Patriarca da Família Gurgel de Aracati, nascido no ano de 1784. Casou-se duas vezes e teve 20 filhos.
A versão "De Geração em Geração", a 2ª., de 10.10.2013, continha os seguintes capítulos: Sumário, Apresentação, Introdução, O Patriarca do Brasil, O Patriarca do Nordeste, O Patriarca de Aracati, O Patriarca de Acaraú, O Patriarca do Recife, Justiça e Justiceiros, Um Gurgel Presidente da República, Do Quinto ao Oitavo filho, A Matriarca de Caraúbas, Um Gurgel Governador de Estado, A Matriarca de Maranguape, O Ramo dos Gurgel Nogueira, Descendentes de Philomena e de Olímpia Gurgel do Amaral, 14ª e 15ª filhas do Patriarca do Aracati, Os Patriarcas de Apodi e da Paraíba, Amantes das Artes e da Cultura, O Patriarca de Acopiara, Descendência de d.Felismina, O Patriarca de Fortaleza, Uma Comunidade de Vocacionados, descendentes de Jesumira Gurgel do Amaral, a 20ª filha do Patriarca de Aracati; um Gurgel Patrono do Exército Nacional, Exploradores de Ouro nas Minas Gerais, Um Gurgel Inconfidente Mineiro, Conclusão e Bibliografia Consultada.
A versão "Trezentos Anos da Familia Gurgel no Nordeste (1716-2016), a 6ª. de 16.09.2014, que me foi entregue em seu apartamento da Visconde de Mauá, e que seria quase definitiva, constam os capítulos: Apresentação, Prefácio, Introdução; o Genearca do Brasil, Toussaint Gurgel; o Patriarca do Nordeste, José Gurgel do Amaral, o Patriarca de Aracati, José Gurgel do Amaral Filho; os Studart Gurgel, o Patriarca de Acaraú, Benjamin Studart Gurgel; os Barros Leal e outros, os outros filhos de Delfino; um Gurgel Presidente da Republica, Humberto de Alencar Castello Branco; Os Gurgel Valente e outros; A Matriarca de Caraubas (RN), Quitéria Gurgel do Amaral; Um Gurgel Governador de Estado Monsenhor Valfredo Gurgel (RN); a Matriarca de Maranguape, Matilde Maria Gurgel do Amaral; Um Gurgel Nogueira e outros; os Carlos da Silva e outros; Patriarcas do Apodi, Tiburcio Valeriano Gurgel do Amaral e da Paraíba, Paulo de Brito Guerra; os Monteiro Gurgel e outros, o Patriarca de Acopiara, Henrique Gurgel do Amaral Valente (Vovô do Rio), Descendentes de d. Felismina Gurgel do Amaral; O Patriarca de Fortaleza, José Gurgel do Amaral; os Guedes e Outros, Heróis da Guerra do Paraguai, entre eles, o Duque de Caxias, Luis Alves De Lima e Silva, descendente da 5ª. filha de Toussaint Gurgel, Méssia do Amaral Gurgel; Bibliografia Consultada e Índice Remissivo.
(Comparando com a 2ª. versão, sobraram: o inconfidente "mineiro", que por sinal é fluminense, Salvador Carvalho da Cunha do Amaral Gurgel, bisneto de Toussaint Gurgel; o Patriarca do Recife, Henrique Gurgel do Amaral; Exploradores de Ouro nas Minas Gerais; Justiça e justiceiros, descendente de Vicente Gurgel do Amaral.)
Os 300 anos da família Gurgel no Nordeste não foram comemorados. Foi-se com o Jarbas, a quem rendo homenagem, um Gurgel como tantos outros, inclusive eu, que teve acendrado amor pela causa da família, como instrumento do desenvolvimento humano e da história da humanidade.
(*) JB Serra e Gurgel (Acopiara) jornalista e escritor serraegurgel@gmail.com

SONHOS QUE NÃO VOLTAM JAMAIS!


Diogo Fontenelle

Foi-se o ouro das Minas Gerais,
Sonhos que não voltam jamais.

Foi-se a vovó entre muitos ais,
Sonhos que não voltam jamais.

Foi-se a infância presa no cais,
Sonhos que não voltam jamais.

Foi-se a carta de amor flor-lilás,
Sonhos que não voltam jamais.

Foi-se a azul poesia de haicais,
Sonhos que não voltam jamais.

Foi a felicidade nos entra-e-sais,
Sonhos que não voltam jamais.

MORRE O REPÓRTER LANDRY PEDROSA

Foto: Evilázio Bezerra/O POVO
Vítima de leucemia, morreu nesta terça-feira (6), aos 73 anos, o repórter policial Landry Pedrosa Martins. Ele estava internado no Instituto do Câncer do Ceará.
Seu corpo está sendo velado na Funerária Ethernus, onde uma missa de corpo presente deverá ser celebrada amanhã, às 15 horas. E o seu sepultamento ocorrerá às 16 horas da quarta-feira, no Cemitério Parque da Paz.
Filho ilustre do município de Catarina-CE, Landry foi repórter policial do Jornal O POVO por mais de quatro décadas.
Era irmão de meu cunhado Dermeval Pedrosa, a quem transmito minhas sentidas condolências extensivas à família.
Fonte: Blog do Eliomar
MEMÓRIA - A TRAGÉDIA DE ARATANHA
Às 2h45, do dia 08/06/1982, um avião da VASP colidiu com a Serra de Aratanha, em Pacatuba-CE. Esse acidente, que aconteceu por um erro humano, resultou na morte de todos os passageiros (128) e tripulantes (9) do avião. Landry Pedrosa foi o primeiro repórter a chegar ao local do sinistro para realizar a cobertura jornalística. Ás 16 horas do mesmo dia, uma edição extra de O POVO a respeito do acidente aéreo, coordenada pela jornalista e chefe de reportagem Márcia Gurgel, já estava nas ruas de Fortaleza.
https://gurgel-carlos.blogspot.com.br/2012/06/memoria-tragedia-de-aratanha.html
Ler também este artigo: O homem que comia notícias, de Demitri Tulio.

A BARRAGEM DO RIO COCÓ

Inaugurada em junho do ano passado pelo governador Camilo Santana, a Barragem do Rio Cocó, com as fortes chuvas caídas no Ceará, atingiu a sua capacidade máxima de armazenamento de água (de quase 6,5 milhões de metros cúbicos) e, segundo informações do Portal Hidrológico do Ceará (COGERH) e da imprensa local, começou a sangrar a partir de 23 de fevereiro.
(foto de Evilázio Bezerra / O Povo)
A barragem servirá para conter o excedente de água na quadra chuvosa (fevereiro a maio) e com isso evitar o alagamento que acontece todos os anos em 14 áreas vulneráveis de Fortaleza, como o Lagamar. Cerca de 11 mil famílias serão beneficiadas por esta obra recém-construída no Conjunto Palmeiras.
Resultado de um investimento da ordem de R$ 105 milhões, no qual se incluem os valores destinados para as desapropriações, a obra deverá em breve fazer parte do sistema de abastecimento de água da Região Metropolitana de Fortaleza. Estão previstas também, além da urbanização local das margens do Rio Cocó, a transformação do entorno da barragem em espaço de lazer, educação em ecologia e geração de emprego e renda, principalmente na área da agricultura.

A NOITE DO CHÁ

Recém-casados, João Evangelista Cunha Pires e minha irmã Marta foram morar em 1972 na cidade do Rio de Janeiro, Estado da Guanabara. O engenheiro químico cearense João obtivera uma bolsa de estudo para mestrado em Engenharia Nuclear no Instituto Militar de Engenharia (IME), na Praia Vermelha, e Marta, que à época cursava Engenharia Química na UFC, em Fortaleza, para poder acompanhar o cônjuge na Cidade Maravilhosa, matriculou-se no curso de graduação da UFRJ, na Ilha do Fundão.
Eles alugaram uma quitinete na Glória.
O modesto apartamento ficava num edifício de poucos andares, no último quarteirão da rua Benjamin Constant. Convidado pelo casal, deixei Copacabana para ir morar com eles na Glória.
Lembro-me de existir naquela rua um templo da Igreja Positivista do Brasil e o Hospital da Beneficência Portuguesa em que aconteciam as sessões clínicas comandadas pelo renomado cirurgião torácico Jesse Teixeira, sempre com a brilhante participação do Dr. Amarino, um médico radiologista da cidade.  No fim da rua, à época havia também uma grande escadaria pela qual se podia ir da Glória ao Morro de Santa Teresa.
As obras da estação da Glória do Metrô do Rio já ocupavam uma parte do largo em que começava a rua Benjamim Constant. E, quando a Taberna da Glória (onde se dizia que Noel Rosa compôs "Conversa de Botequim") deu sua última função, eu fui até lá para as condolências. E, ao lado de grandes sambistas do Rio Antigo, chorei um rio pelo fechamento da casa.
Foi um tempo inesquecível minha convivência carioca com João e Marta. Por vezes, íamos a bares e restaurantes da região para tomar chopes e comer petiscos. No geral, era a universitária Marta que, em seu terceiro turno de estudo/trabalho, preparava algo para que jantássemos.
Uma noite, ela resolveu fazer um chá mate gelado para todos. A infusão do mate ficou saborosa, porém muito concentrada. Cada um bebeu um copo cheio, a seguir repetindo-o. Então, fui ao quarto de empregada, onde uma cama de campanha me esperava para a dormida. Mas essa noite de sono jamais aconteceu. Ao amanhecer, dando a peleja por perdida, levantei-me para ir trabalhar. E... o que descubro? João e Marta, ambos insones, estavam na sala do apartamento a conversar. Ninguém ali conseguira dormir um mísero minuto por conta do consumo generalizado dos alcaloides (*) da erva-mate.
Morei com João e Marta por cerca de dezoito meses. Do segundo semestre de 1972 a fevereiro de 1974, quando fui transferido pelo Exército para o Hospital de Guarnição de Tabatinga, em Benjamim Constant, um município do Amazonas, na fronteira com Peru e Colômbia.
O meu bota-fora se deu em pleno carnaval. Convidei Marta e João para irmos a um baile carnavalesco num clube em Petrópolis, cidade em que eu dava plantões médicos nos fins de semana. Foi uma noite muito agradável, embora pairasse sobre nós o pressentimento de uma saudade irremediável.
Na quarta-feira de cinzas, despedi-me deles. Parti para o Amazonas. Um ano depois, o tempo especial de trabalho na fronteira deu-me o direito de escolher minha transferência para Fortaleza.
Findo seu período de mestrado, João foi aprovado em um concurso da Petrobrás, empresa em que trabalhou até aposentar-se. Marta concluiu o curso de Engenharia Química, fez o concurso para a Petrobrás e também foi chamada para a empresa.  O casal residia em São José dos Campos-SP, quando Marta, aos 29 anos de idade, teve a vida ceifada por uma septicemia. É possível que essa doença,de natureza infecciosa, estivesse associada a efeitos causados pelo contato prolongado com agentes químicos na REVAP, a refinaria em que ela trabalhava.
João ainda residiria por muitos anos em Fortaleza. Formou-se em Direito e trabalhou com meu pai na nova profissão que abraçou. Abriu uma barraca na Praia do Futuro e gostava de ir ao Mercado dos Pinhões para ouvir MPB. A morte abrupta e inesperada em 2015 cortou-lhe outros planos.
De Marta e João, nasceu em Campinas-SP o filho Leonardo Gurgel Carlos Pires, em 1976. Órfão de mãe quando tinha apenas 3 anos, Leonardo é hoje promotor de justiça do Ministério Público do Estado do Ceará, sendo casado com Liduína Façanha. O casal tem três filhos: Leonardo Filho, Luiz Otávio e Marta Gurgel Carlos Pires (cujo nome completo é igual ao nome de casada de sua avó Marta).
(*) cafeína, teofilina, teobromina etc.
(https://vejario.abril.com.br/blog/as-ruas-do-rio/rua-benjamin-constant-e-rua-do-fialho-gloria/)
(http://museudacancao.blogspot.com.br/2012/11/conversa-de-botequim.html)
(https://youtu.be/c2B4O5hR7RU)
João e Marta

TRANSCRIÇÃO DE UM ENCÔMIO E DE UM REGISTRO FAMILIAR

Parabéns, mestre Paulo.
Fiquei impressionado com seu belo trabalho sobre a Genealogia da Familia Gurgel em que condensou indagações e respostas (64) sobre nossa família, que lhe foram dirigidas e respondidas, entre 2012 e 2017. Isto reforça o nosso esforço comum em defesa de um patrimônio imaterial, que é de todos. Isto revela que a busca de identidade e referências sobre um passado longevo e mais próximo constitui preocupação dos seres humanos que miram no retrovisor de suas vidas.
Conheci um livro, no Rio de Janeiro, sobre a família Gurgel. Já voltei varias vezes à livraria, pois moro em Niterói, e não o encontrei. Estou sempre nos sebos, pois como o berço da família está no Rio de Janeiro, hei de encontrá-lo. Tivemos um prefeito do Rio, Honório Gurgel (10º prefeito da cidade), que foi dono das terras que começam no Irajá e iam até Campo Grande. Construímos o Outeiro da Gloria (foto acima, de 1920), inclusive a Igreja de N.S. da Glória, hoje entregue a gestores incompetentes.
Estou em campanha para construir um monumento a Salvador de Carvalho Gurgel do Amaral, em Paraty, onde seu nome foi aposto numa rua que nem motorista de táxi sabe onde fica. Já consegui duas adesões de peso para a ofensiva. É o maior nome de Paraty e do Estado do Rio de Janeiro, que acolheu Tiradentes de braços abertos e que desprezou Salvador.
A proposito de nossa descendência, mando-lhe o artigo que escrevi sobre o livro que o nosso Jarbas Studart Gurgel pretendia publicar para marcar os 300 anos da chegada da família Gurgel no Nordeste e que resgata muitos outros ramos da família Gurgel. Ele me pedira para escrever a apresentação., estive em sua casa antes de sua morte, me deu um exemplar xerocado.
Adicionei grifos e links. PGCS
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Por ultimo, quando tiver espaço, peço um registro familiar.
Minha filha, Ivana Marilia Mattos Dias Serra e Gurgel, engenheira química com mestrado na COPE, da UFRJ, e que trocou a Engenharia pela Diplomacia acaba de ser promovida a Ministro de 2a. classe e removida para Bruxelas, onde será Ministra Conselheira da Delegação do Brasil junto a Comunidade Econômica Europeia. Não é nada, não é nada, sei que há muitos Gurgel diplomatas, mas ela tem no nosso ramo de Gurgel uma referência: um irmão do meu bisavô, José Gurgel do Amaral Valente, nascido em Aracati, foi o último embaixador do Brasil nos Estados Unidos, no Império, e o primeiro da República.O meu bisavô que é o fundador da família Gurgel Valente, de Acopiara. se chamava Henrique Gurgel do Amaral Valente, também irmão do nosso Teófilo Gurgel Valente, fundador da Siqueira Gurgel. em Fortaleza
Forte abraço.
JB Serra e Gurgel

RAÍZES DE LUIZ: REDENÇÃO E ACARAPE

Paulo Gurgel Carlos da Silva
Os dois municípios, Redenção e Acarape, se conectam pela rodovia CE 060 como se um dos municípios fosse o prolongamento urbano do outro. Guardam as mesmas características do solo, fértil e propício ao cultivo da cana-de-açúcar, assim como os mesmos referenciais hídricos, que são as águas originárias do rio Pacoti, de seus afluentes e o represamento delas a jusante no açude Acarape do Meio.
Origem e formação de Redenção
Primitivamente, o nome Acarape designava a sede de Redenção. Suas origens remontam ao século XVIII, quando ali se instalaram os primeiros agricultores, beneficiários das vastas e fecundas terras da região.
Ainda pertencente à Vila de Baturité, Acarape (atual Redenção) passou a ter o seu distrito policial, cujo registro guarda como instrumento de apoio o Ato Provincial de 18 de março de 1842. Em 1868, Acarape foi desmembrada de Baturité e elevada à categoria de Vila. A elevação à categoria de Vila provém da Lei nº 1.255, de 28 de dezembro de 1868, com a instalação do Poder Municipal em 28 de agosto de 1871.
Pelo pioneirismo na libertação dos escravos no Estado do Ceará, foi outorgado a Acarape o nome de Redenção. A elevação à categoria de Município provém da Lei Provincial nº 2.167, de 17 de agosto de 1889, com o nome outorgado, memória rediviva da redenção do negro no Ceará.
Origem e formação de Acarape
O atual município de Acarape foi o antigo povoado de Calaboca (ou Cala Boca). Ainda modesto, o povoado de Calaboca quis então homenagear suas origens, e passou a chamar-se Acarape a partir de 1926.
Antes, porém, desse fraternal e justo acontecimento, a povoação de Calaboca recebeu do acaso a cota de benefício pelo qual foi responsável a Ferrovia Fortaleza-Baturité. Esse benefício constou da Estação Ferroviária, construída pela Companhia e inaugurada a 26 de outubro de 1879.
O povoado, então, despertou de sua longa apatia, e pequenos comerciantes se estabeleceram na localidade. Com isso, a população do povoado rapidamente cresceu. Ao chegar o momento oportuno, seus moradores se arregimentaram, requereram e obtiveram a elevação do povoado à categoria de Vila, tendo como instrumento de apoio a Lei nº 2.376, de 18 de setembro de 1926, ganhando, também, a mudança de nome para Acarape. Sua elevação à categoria de Município, já com a denominação atual, provém da Lei nº 11.308, de 16 de abril de 1987.
Com a desativação do trem de passageiros em 1988, a estação fechou. Por alguns anos, abrigou a Secretaria de Cultura de Acarape e atualmente o prédio da estação é a sede do Paço Municipal.
Foto: PGCS, em 8/11/2017
Luiz, o filho de Acarape
Em 1916, passada a Seca de 15, nossos avós paternos José e Valdevina deixaram Pereiro e fixaram residência em Acarape, à época fazendo parte do município de Redenção, onde José Carlos adquiriu uma propriedade rural conhecida por “Pau Branco”. Naquelas terras banhadas pelo Rio Pacoti, como era de vocação da região, José Carlos passou a investir no plantio da cana-de-açúcar, além de algumas culturas de subsistência.
O consórcio de José e Valdevina Carlos da Silva gerou sete filhos que “vingaram”. Nascido em 1918, Luiz Carlos foi o segundo dos filhos do casal, sendo o primeiro deles a nascer em Acarape.
Luiz fez o Curso Primário de 1927 (ao que tudo indica) a 1931 em uma escola municipal em Redenção, condição que o obrigava a percorrer, diariamente, mais de uma légua a pé ou, ocasionalmente, no lombo de um jumento, para superar a distância que separava o sítio Pau Branco do local de aprendizado.
A Seca de 32 produziu um rude golpe em sua carreira de estudante. Seu pai, que esperava usar parte dos recursos amealhados em 1931, para enviá-lo a Fortaleza, onde Luiz daria início a seu curso ginasial, viu-se impossibilitado de fazê-lo, porque a prioridade, agora, era lutar pela manutenção de toda a família.
Na vigência da seca e nos dois anos seguintes, Luiz teve de continuar no meio rural, enfrentando o duro labor de arar e semear a terra, sob o sol escaldante, além de moer a cana e cuidar dos animais de criação para ajudar a prover o sustento da família.
Finalmente, em 1935, após aprovação em exame admissional, ingressou no Colégio Cearense do Sagrado Coração.
Luiz, o filho adotivo de Fortaleza
Concluído o curso de Direito, Luiz jamais esqueceu sua terra natal. Como advogado, ia semanalmente a Acarape e Redenção onde prestava assistência jurídica a uma numerosa clientela. Nos períodos eleitorais, era nestes municípios que ele obtinha uma parcela significativa dos votos como candidato a deputado pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e, depois, pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT). Por muito tempo, o getulista Luiz foi a principal liderança local do PTB.
Além disso, havia o sítio Pau Branco. Administrado pelo irmão caçula Valter, que continuou a morar em Acarape, era com ele que Luiz trocava frequentes ideias sobre os rumos na condução da propriedade. Houve ainda um período em que ele se dedicou ao comércio de aguardente. Luiz comprava em Acarape tonéis desta bebida para engarrafá-la em Fortaleza, sob os nomes de “Esportiva” e “Uiscana”.
Cronologia
1842 - Criação de um distrito policial em Acarape, Baturité.
1868 - Acarape é desmembrada de Baturité e elevada à categoria de Vila.
1879 - É construída uma estação de trem da Ferrovia Fortaleza-Baturité em Calaboca, povoado da Vila de Acarape.
1889 - Acarape, com o nome de Redenção, é elevada à categoria de Município. 1915 - Seca do 15 no Ceará
1916 - José e Valdevina fixam residência em Calaboca.
1918 - Nasce Luiz Carlos da Silva.
1919 - Ano de seca no Ceará
1926 - Calaboca passou a se chamar Acarape, em honra às origens.
1932 - Ano de seca no Ceará
1935 - A família Carlos da Silva passa a morar em Fortaleza e Luiz ingressa no Colégio Cearense.
1987 - Acarape passa a ser Município.
São considerados como anos de seca, aqueles em que o desvio anual normalizado pela média, em todo o Estado do Ceará (Figura 1), apresentou um valor inferior ou igual a –40%. Segundo este valor os anos foram (1915, 1919, 1932, 1958, 1983, 1993 e 1998).
Referências
ACARAPE. Site: www.ceara.com.br. Disponível em: http://www.ceara.com.br/m/acarape/index.htm. Acesso em: 25/11/2017.
ACARAPE. Site: pt.wikipedia.org. Disponível em: . Acesso em: 25/11/2017.
ALVES, J.M.B. et al. Principais secas ocorridas neste século no Estado do Ceará: uma avaliação pluviométrica. Disponível em: http://www.cbmet.com/cbm-files/13-1380726e80520f5fb2161d562051b1ad.pdf. Acesso em:25/11/2017.
ESTAÇÕES FERROVIÁRIAS DO BRASIL. Site: www.estacoesferroviarias.com.br. Disponível em: http://www.estacoesferroviarias.com.br/ce_crato/acarape.htm. Acesso em: 25/11/2017.
REDENÇÃO. Site: www.ceara.com.br. Disponível em: http://www.ceara.com.br/m/redencao/index.htm. Acesso em: 25/11/2017.
REDENÇÃO. Site:pt.wikipedia.org. Disponível em: . Acesso em: 25/11/2017.
SILVA, G.G.C. da. Avós paternos. In: SILVA, M.G.C. da; ADEODATO, M.G.C. Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE/ Expressão, 2008. p.19-22.
SILVA, M.G.C. da. A formação educacional de Luiz Carlos da Silva. In: SILVA, M.G.C. da; ADEODATO, M.G.C. Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE/ Expressão, 2008. p.63-70.
SILVA, M.G.C. da. Refazendo o caminho: passado e presente de uma família. Fortaleza: Edição do autor, 2012. 144p.
SILVA, P.G.C. da. Moradas e vizinhos. In: SILVA, M.G.C. da; ADEODATO, M.G.C. Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE/ Expressão, 2008. p.39-41.
SILVA, P.G.C. da. O Tigre da Abolição. Site: Linha do Tempo. Disponível em: http://gurgel-carlos.blogspot.com.br/2017/11/o-tigre-da-abolicao.html Acesso em: 29/11/2017.

CASAMENTO DE CAMILA E YAN

A cerimônia de casamento de Camila e Yan, ela - filha de José Francisco da Cunha e Louiziane Gurgel da Cunha, e ele - filho de Roberto Lobo e Florence Lobo, será realizada hoje (9), às 20 horas, no Maison Fest Buffet, na Rua Dr. Francisco Gadelha, 855 - Luciano Cavalcante, em Fortaleza, Ceará.
Após a cerimônia, os convidados serão recepcionados no local.
10/02/ 2018 - Atualização da notícia com a inserção de uma foto
Crédito da imagem: PGCS

O ENGENHEIRO QUE VIROU BAIRRO (2)

Em outubro de 2010, aqui postei a nota Linha do Tempo: O ENGENHEIRO QUE VIROU BAIRRO. Nestes termos:
Em 1922, a Rede Viação Cearense (RVC) inaugurou uma de suas estações no quilômetro 3 da linha férrea Fortaleza-Crato. Algum tempo depois, a estação recebia o nome de Otávio Bonfim, em homenagem a um dos engenheiros da RVC. A região de Fortaleza que se desenvolvia em torno dessa estação logo passou a ser chamada de bairro Otávio Bonfim. E a mudança de sua designação para Farias Brito (o nome de um filósofo cearense), apesar de ter caráter oficial, até hoje não "pegou". Ao lado, uma autêntica raridade: a reprodução de uma fotografia do engenheiro Otávio Bonfim.
Pois bem. Não havia, até então, essa imagem disponível. Pelo menos, na internet, que é atualmente a grande fonte das imagens. Um dia, casualmente, ao assistir a um programa da TV local sobre o bairro Otávio Bonfim, percebi uma fugaz exibição dessa imagem. Localizado no YouTube o vídeo em que ela se encontrava, congelei-a em meu computador, fiz um print screen (captura de tela) e editei-a.
Publicada em Linha do Tempo, a reprodução fotográfica fez carreira própria. Através do site Estações Ferroviárias (o mais completo do gênero no Brasil), onde foi novamente publicada, a foto do engenheiro chegou à primeira página do Google. E quem pesquisa textualmente "Otávio Bonfim" no gigante das buscas logo se depara com a imagem do engenheiro na caixa de endereçamento para a Wikipédia.
Acesso em 28/01/2018, 16;41
Atualizei: LIVROS QUE FALAM DO BAIRRO OTÁVIO BONFIM COM SEUS FRANCISCANOS FRADES E A FAMÍLIA GURGEL-CARLOS

UM NOVO LIVRO PARA LUIZ CARLOS DA SILVA

APRESENTAÇÃO
Em janeiro de 2008, para comemorar os 90 anos de nascimento de nosso pai, Luiz Carlos da Silva, foi lançado, na sede local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), o livro “Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva”, coroando um esforço familiar construído no correr do ano de 2007. Em 2017, passados dez anos da elaboração da edição anterior, pusemos em marcha a montagem de um segundo livro da mesma temática sobre o nosso patriarca, a ser lançado em janeiro de 2018, por ocasião do seu centésimo natalício, se vivo ele fosse. A proposta estava amparada em alguns textos adicionais sobre nosso genitor, publicados na mídia cearense e noutros livros de cunho memorialístico, e em homenagens póstumas a ele prestadas, culminadas na sua escolha de patrono da cadeira 22 da Academia Cearense de Direito. O meu irmão primogênito Paulo, de pronto, acatou ser o co-organizador da obra em foco. No seio familiar, repleto de seus rebentos escritores, obteve-se a guarida da pena dos filhos Paulo, Márcia, Marcelo, Meuris, Luciano, Magna e Mirna, que produziram textos específicos para este livro. Dois tios: Edmar e Grasiela, que conviveram, proximamente, com Luiz Carlos, em anos recuados, trouxeram à baila suas recordações. O genro Fernando Adeodato manifestou sua admiração ao sogro por meio de um acróstico. Como a segunda geração dos descendentes do casal Luiz e Elda Gurgel, por inteiro, completou a graduação, e todos já atuam como profissionais no mercado de trabalho, inseriu-se uma pequena biografia de cada um desses netos, acompanhada das respectivas lembranças que guardavam do avô, cabendo à neta Diana recolher e coligir esses apontamentos. Houve-se o cuidado, tanto quanto possível, de não se repetirem autores de depoimentos inclusos no livro comemorativo dos 90 anos, atrás reportado, bom como de incluir assuntos que não foram apontados anteriormente. Para a presente publicação, foi possível destacar o seu querido Instituto Padre Anchieta, trazendo a lume as contribuições de seus antigos alunos: Marlene Alexandre Rolim, Vicente de Paula Falcão de Moraes, Jair Braga de Lima, Mauro Falcão Moraes e Zenaide Braga Marçal. O legado jurídico de Luiz Carlos da Silva é reforçado pelo artigo do desembargador João Byron de Figueirêdo Frota e o do promotor de justiça Leonardo Gurgel Carlos Pires, o único dos netos que com ele trabalhou no seu escritório de advocacia. Nesse interstício decenal, vários amigos e colegas do aqui perfilado, foram chamados de volta à Casa do Pai, ou estão impossibilitados de alinhavar palavras. A sua turma de graduados na Faculdade de Direito, que no último dia 8 de dezembro de 2017 completou 70 anos de formatura foi desfalcada duramente, dela restando poucos sobreviventes. O título dado a este livro: “Luiz, Mais Luiz!” foi sugerido por Paulo Gurgel e tem a ver com a expressão: “Licht, Mehr Licht!”, as últimas palavras atribuídas a Goethe, daí porque esse gênio da literatura alemã aparece na capa deste livro. Estima-se, mais uma vez, que o exemplo ofertado por nossa família, ao reunir flagrantes de uma vida, em uma publicação comemorativa, que assinala o centenário de nascimento de nosso genitor, possa encetar em muitas outras famílias o desejo de perpetuar os valores humanos dos seus antecessores. Que Deus o guarde sempre entre os Seus acolhidos, meu pai.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Para leitura e download do livro:
https://pt.scribd.com/document/370334049/Livro-LUIZ-MAIS-LUIZ-Organizado-Por-Marcelo-e-Paulo-Gurgel

CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE LUIZ CARLOS DA SILVA

PROGRAMAÇÃO
24/01/2018, quarta-feira
Lançamento no Ideal Clube de "Luiz, mais Luiz! - Centenário de nascimento de Luiz Carlos da Silva", livro organizado por Marcelo e Paulo Gurgel, filhos do homenageado.
Apresentador: Vicente Moraes, autor de "Anos Dourados em Otávio Bonfim"
Local: Terraço Cultural do Ideal Clube
Endereço: Avenida Monsenhor Tabosa, 1381, Meireles · Fortaleza/CE
Horário: 19h30
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28/01/2018, domingo
Missa gratulatória na Igreja Nossa Senhora das Dores, em Otávio Bonfim (Farias Brito), às 19 horas.
Em seguida, haverá uma confraternização dos familiares do homenageado com amigos e paroquianos da Igreja N. Sra. das Dores, no Salão Paroquial Santo Antônio, com a apresentação de um vídeo de reminiscências e o relançamento do livro "Luiz, mais Luiz!", com renda destinada às ações sociais da paróquia.
CONVITE Blog do Marcelo Gurgel

O RESTAURANTE TREMENDÃO

Situado no início da rua Padre Pedro de Alencar, à margem da Lagoa de Messejana, o restaurante Tremendão foi uma das referências do bairro.
Pesquisa
MESSEJANA. Churrascaria
Com um churrasco gaúcho autêntico, será inaugurado na sexta-feira vindoura, às 20 horas, o Tremendão Churrascaria, casa de merendas situada próxima (sic) à Lagoa de Messejana.
"O Povo", de 20 de junho de 1967
Memória
Na década de 1970 e seguintes, os funcionários do Hospital de Messejana (HM) costumavam realizar suas festas de confraternização nas dependências da churrascaria.
Professores convidados para dar palestras no HM, findo o compromisso eram levados para almoçar no Tremendão.
Servindo uma culinária típica do Nordeste naquele tempo, seus pratos eram muito elogiados pelos palestrantes. Um destes foi o Dr. Gerson Pomp, pneumologista do Rio de Janeiro, que veio ministrar um curso na especialidade em Fortaleza.
Muito comum, no Tremendão, a formação de algum grupo para cantar em torno de um violão, contando para isso com o beneplácito de seus proprietários.
O restaurante também impressionava pelo belíssimo pôr do sol que apresentava, refletido nas águas da Lagoa de Messejana.
À margem da lagoa, Juraci Magalhães, em seu terceiro período como prefeito de Fortaleza, mandou construir um calçadão, indo da avenida Frei Cirilo até a rua Capitão Afrânio, contornando em seu trecho inicial o restaurante Tremendão.
No processo de urbanização da região, além dos passeios e ajardinamentos feitos, placas explicativas foram acrescentadas para orientar os passantes. E uma estátua da índia Iracema, com 13 metros, foi colocada nas águas da lagoa.
Iracema, segundo o romance do nosso conterrâneo José de Alencar, saía da Lagoa de Messejana e ia banhar-se na Bica do Ipu.
Atualidade
A estátua necessita de uma restauração, e o Tremendão é agora uma loja de fast food.
Desconfio que os funcionários do HM transferiram suas comemorações para o Sabor do Baião. Este restaurante fica na Frei Cirilo, num ponto em que eles só precisam atravessar a avenida.
Cronologia
Tremendão Churrascaria(20/06/1967)
Tremendão Meat House Restaurante (data da abertura: 27/03/2001)
Frigideira Cearense (2008)
Habib's (2013)
Tremendão, visto da Lagoa, em seu tempo de Frigideira Cearense (foto de 2010).

BODAS DE 4O ANOS DO CASAMENTO DE MÁRCIA E FERNANDO

13/01/2018 - Os jornalistas Fernando Adeodato Jr. e Márcia Gurgel comemoram hoje as bodas de 40 anos do casal
40 anos - Bodas de Rubi (ou Esmeralda). Os nomes não são oficiais e, por isso, muitas vezes há diferenças na designação de algumas bodas.
Márcia Gurgel casou-se, em 1978, com Fernando Adeodato Jr., com quem teve três filhas, nascidas nesta sequência: Melissa, Vanessa e Larissa. Melissa formou-se em engenharia química, é professora da Unicamp (SP), casada e tem dois filhos (Rafael e Lucas); Vanessa é médica nefrologista, com atuação profissional em Fortaleza, casada e tem dois filhos (João Victor e Lívia); Larissa é médica veterinária, com atuação profissional em Fortaleza, solteira e reside com os pais.
O termo boda tem sua origem no latim "vota" que significa "promessa". Bodas (o nome é mais usado no plural) são celebrações feitas por ocasião das datas de aniversário de casamento em que os compromissos com a referida união matrimonial são renovados.
A tradição das bodas surgiu nos pequenos povoados da Alemanha, onde havia o costume de oferecer uma coroa de prata aos casais que fizessem 25 anos de casados, e uma de ouro aos que chegassem aos 50, e hoje essa integração integra a cultura ocidental.
Com o passar dos séculos, foram criadas outras simbologias para os demais anos, em que o material que empresta o nome às bodas vai do mais frágil ao mais resistente. Começando no primeiro ano, com as bodas de papel, até chegar às bodas de Jequitibá dos 100 anos de união.
14/01/2018 - Atualização da notícia com a inserção desta fotografia:
Fernando e Márcia ouvem a filha Melissa ler um texto alusivo à data.

09/01/2018 - 200 K

LINHA DO TEMPO ALCANÇA A MARCA DE 200 MIL ACESSOS.

ÁRVORES GENEALÓGICAS

Werner Mabilde Dulliu
Existem basicamente dois tipos de árvores genealógicas: a árvore de ascendentes e a árvore de descendentes.
A árvore de ascendentes, ou também árvore de costados, ou árvores genealógica inversa, é, como já diz o nome, a árvore formada pelos antepassados - pais, avós, bisavós, trisavós, tetravós, etc. de um indivíduo. Ela parte da data recente e vai para a data antiga e é a árvore particular que se refere somente a um indivíduo.
A árvore de descendentes, ou também árvore de geração, ou árvore genealógica direta, também, como diz o nome, é a árvore formada pelos filhos, netos, bisnetos, trinetos, tetranetos, etc. de um indivíduo. Ela parte da data antiga e vem para a data recente. É a árvore coletiva de vários indivíduos que têm um ancestral em comum.
Essas árvores têm estruturação diferenciada.
A de ascendentes é geométrica, racional, porque para cada filho há dois pais, quatro avós, oito bisavós, dezesseis trisavós e assim por diante. A cada geração que se recua temos o dobro de antepassados.
A de descendentes é orgânica e aleatória, pois que cada casal terá um número aleatório de filhos.
A genealogia tradicional distingue duas formas de representar os trabalhos genealógicos: por árvores, que são consideradas tão somente os gráficos, e os tratados ou títulos, que são a parte descritiva das árvores. Nós porém entendemos como árvore o trabalho genealógico completo, o tratado, como a parte analítica, e o gráfico como a parte sintética.
A árvore analítica, como diz o nome, trata de cada um dos membros da árvore ao detalhe, dando dados de sua vida, fazendo sua biografia.
A árvore gráfica contém somente o nome do integrante da árvore, na sua posição relativa, e pode ser simplesmente esquemática ou ser enriquecida com acréscimos gráficos, transformando-a em uma representação artística.
Para que possamos identificar os diferentes membros de uma árvore, é necessário que lhes atribuamos endereços ou códigos que nos permitam posicioná-los devidamente.
Ler mais 
Vídeo interessante: Genealogia por DNA

RÉVEILLON DE 2018 EM MARANGUAPE

Já passamos outros réveillons em cidades do interior cearense. As vantagens: festas menos barulhentas, o de-vestir informal, facilidades para ir e vir, deitar mais cedo e não ter que pular as tais sete ondas.
Nós aguardaríamos a chegada de 2018 em Maranguape: Elba, o neto Matheus e eu. Um projeto que logo recebeu a adesão do nosso filho Érico e da nora Aline.
(Natália e Rodrigo, que estiveram conosco durante o período natalino, haviam retornado no dia 30 para Belém.)
Às páginas 365 de 365, saímos de Fortaleza (às 10 horas) com destino a Maranguape. A caminho, passamos no Passaré, no condomínio em que moram Érico, Aline e Jack (o cão shih-tzu do casal).
Com a família reunida no carro, pegamos a rota da Osório de Paiva para Maranguape.
"Estátua" para Chico Anysio
Maranguape é um município cearense localizado na Região Metropolitana de Fortaleza, a 27 km da saída da capital do Estado. É berço do historiador e jurista João Capistrano de Abreu, do humorista Chico Anysio e de outros nomes importantes do país. Seu relevo inclui as serras de Pirapora, da Aratanha, do Gavião e o Pico da Rajada, uma elevação com 980 metros acima do nível do mar. O município é também sede do Cascatinha (o mais antigo balneário da RM de Fortaleza, em funcionamento contínuo desde a sua fundação) e do Y-Park, um complexo turístico do grupo Ypioca.
Recebidas as chaves dos quartos que reservamos na Pousada Pirapora, fomos ao "Pé de Serra" para um almoço que consistiu de feijão verde com queijo, baião de dois, tiras de picanha, macaxeiras fritas e farofa.
Tirei o resto da tarde para descansar (numa rede que levei de casa) e navegar na internet, enquanto Érico, Aline e Matheus faziam suas apostas no jogo "Banco Imobiliário".
À noite, um passeio até a praça Capistrano de Abreu, o logradouro principal da cidade. O "Cabana da Serra" e o "Paulinho Grill" promoveriam logo mais suas festas de réveillon, e decidimos por passar a virada do ano no primeiro. Para atender à grande procura por mesas, o restaurante havia aumentado a sua capacidade, expandindo-se para a via pública. Ficamos em uma mesa perto do palco, onde um grupo musical já estava a postos para iniciar a função.
Às 12 horas, ao som de "Marcas do que se foi", nos abraçamos e desejamos uns aos outros os votos de Feliz Ano-Novo. (*)
Érico, Aline, Paulo, Matheus e Elba, no "Cabana da Serra"
Após o café da manhã, saí para fazer a primeira caminhada do ano. Com a maior parte de suas atrações turísticas fechadas (por conta do feriado), Maranguape não se deu a bem conhecer. Poucas fotografias foram feitas.
Aqui faço o registro de alguns pontos turísticos da cidade: o Solar Bonifácio Câmara, que é sede da Biblioteca Pública Municipal Capistrano de Abreu (à qual fiz há tempos a doação de um exemplar do livro Portal de Memórias), a Casa Chico Anysio, o Centro de Arte Folclórica, a Sociedade Artística Maranguapense e o Eco Museu.
E, fora da área cultural, acrescentemos o Maranguape Shopping Center.
Antes de deixarmos Maranguape, almoçamos no "Pé de Serra". Desta vez, os pedidos incluíram um peixe ao molho de camarão. E retornamos à tarde para a mui leal e heroica cidade de Fortaleza.
(*) Assim, é engraçado que grande parte da humanidade estoure fogos, abra o champanhe e se felicite num determinado instante de tempo, que convencionamos chamar de início do ano novo. É certamente bastante inexato do ponto de vista astronômico, mas seria muito pouco divertido celebrar, digamos, às 5:49:12 h da manhã do dia seguinte! ~ Renato Sabbatini, in Ciclo, epiciclos e o Ano Novo
A médica pneumologista e blogueira Ana Margarida Rosemberg comentou esta nota, em 06/01/18.

A BUSCA DE ANDRÉ GARCIA POR LIVROS DE GENEALOGIA

2 nov 2017
Olá, primo, também descendo dos Gurgel do Amaral. 
Sou eu o André, dono do blog Meu Sangue Brasileiro.
Eu estou em busca há algum tempo de livros que tratem da genealogia da família Gurgel do Amaral.
Já tenho até agora uma cópia destes livros:
"Na Trilha do Passado", de Aldysio Gurgel do Amaral;
"Uma Família do Século XVI", de Heitor Gurgel;
E estou na pista destes outros:
"Porteiras e Currais", de Miguel Santiago Gurgel do Amaral. Estou no aguardo de um retorno do contato.
Encontrei uma prima nossa distante do ramo do sudeste que possui o livro "Paraty caminho do Ouro", de Heitor Gurgel e Edelweiss Campos. Pretendo adquirir uma cópia assim que possível.
Recentemente, descobri mais um livro que não sabia existir "Amaral Gurgel e Gurgel do Amaral", de Oscar Nogueira Marques. Que espero ser possível conseguir uma cópia.
Afora que estou esperando os dois tomos que comprei de"Primeiras famílias do Rio de Janeiro - Séculos XVI e XVII", de Carlos Grandmasson Rheingantz. [https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Grandmasson_Rheingantz]
Sem contar que, nesse meio tempo, achei outras obras que preenchem lacunas genealógicas. Afinal de contas, não descendo apenas dos Gurgel do Amaral, e dos quais não herdei o sobrenome. 

26 nov 2017
Olá, Sr. Paulo Gurgel Carlos da Silva, boa tarde.
Dias atrás escrevi-lhe sobre a pista que tenho a respeito do livro "Porteiras e Currais".
Eu consegui esse contato (cita e-mail) pertencente ao Sr. (cita nome completo).
Que é parente do Sr. Pereira do município cearense Jaguaruana (que foi quem me passou o contato). O Sr. Pereira é administrador da página no facebook "Jaguaruana em P e B".
Pesquisando sobre o Sr. (cita nome), descobri que é representante comercial, motivo pelo qual talvez ainda não tenha me respondido...
Tendo em vista que um representante comercial costuma viajar bastante.
O Sr. (cita nome)  é representante comercial da empresa de plástico (cita nome de empresa).
Eu moro no Norte (Manaus - AM) e, no momento, estou sem telefone celular.
Você pode tentar um contato (cita telefones e e-mail) com ele?

27 nov 2017
Resposta - Meu caro André Garcia,
Contatei com o Sr. (cito nome).
Já nos conhecíamos. Ele é irmão da Sra. (cito nome), que foi casada com meu tio (cito nome). Em alguma época, ele foi meu cliente e tem um filho chamado de Paulo Gurgel, também médico no Ceará.
Não sabe onde está atualmente o seu exemplar de "Porteiras e Currais", mas se comprometeu em me avisar caso aconteça de localizar esse livro (provavelmente emprestado).
Agora é aguardar.
No próximo domingo devo publicar, em "Linha do Tempo", um dos artigos do seu blogue "Meu Sangue Brasileiro".
Um abraço.
29 nov 2017
Prezado Sr. Paulo,
Já consegui o livro "Primeiras Famílias do Rio de Janeiro (Séculos XVI e XVIII)", de Carlos G. Rheingantz, que trata das primeiras gerações dos Amaral Gurgel no estado carioca (a sua origem no Brasil).
Ainda estou negociando com uma pessoa, o livro "Amaral Gurgel e Gurgel do Amaral" de Oscar Nogueira Marques, todavia as negociações não tem sido fáceis.
Estive lendo um artigo de 2009, de autoria do Sr. Marcelo Meira Amaral Bogaciovas, "Franceses em São Paulo: Séculos XVI-XVIII" (http://ptdocz.com/doc/1208304/franceses-em-s%C3%A3o-paulo). Marcelo descende dos Amaral Gurgel do sudeste. No fim da seção dedicada à prole de Toussaint Gurgel, para ser mais exato nas entrelinhas da nota 85, dá a entender que fará um livro. Marcelo é historiador e escritor.
Correspondi-me por e-mail com ele (foi um pouco difícil achar o e-mail dele), que me confirmou que está escrevendo, porém não tem tido muito tempo. Se tudo der certo, daqui a uns poucos anos, haverá mais um livro sobre a família.
Desde já agradeço, primo Paulo, o seu contato com o Sr. (cita nome), que também é um primo, já que todos os Gurgel possuem a mesma origem no Brasil.
25 dez 2017
Tenho uma boa notícia para lhe dar.
Consegui obter o livro "Porteiras e Currais", de um outro parente nosso, que também vive no Nordeste.
Na verdade, não é o livro original (foi digitado por ele, o livro original que, na verdade, é uma cópia já é bem frágil), mas pretendo deixar o arquivo que ele me enviou o mais próximo possível do original.
Se quiser posso já lhe enviar o arquivo que tenho para que leia (ele não está fiel ao original, está sem algumas páginas por exemplo, e o conteúdo de cada folha digitada não está fiel ao original). Ou, se preferir, enviarei essa versão digitada e, posteriormente, a versão em PDF igual ao livro (para que a divulgue em seu blog, afinal de contas, é um livro procuradíssimo e outros parentes nossos precisam ter acesso a obra de Miguel). Ou, ainda lhe enviar apenas a versão em PDF (quando estiver pronta).
28 dez 2017
Resposta - Envie-me a versão em PDF quando estiver pronta.

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ATUALIZANDO ...
2 jan 2018
Olá, primo Paulo,
Conforme relatado e prometido, seguem os links do livro "Porteiras e Currais", de Miguel Santiago Gurgel do Amaral.
Eis a versão digitada:
https://www.dropbox.com/s/i9cih7y7l6ymgsq/Porteiras%20e%20Currais%20%28livro%29%20-%20digitado.pdf?dl=0
Eis a versão livro:
https://www.dropbox.com/s/cqplsim8gm1693z/Porteiras%20e%20Currais%20%28livro%29.pdf?dl=0
Pretendo lhe enviar também (antes farei um levantamento), arquivos sobre os primeiros Amaral Gurgel (os cariocas mencionados nos tomos de Carlos Grandmasson Rheingantz).

FESTAS DE CONFRATERNIZAÇÃO EM DEZEMBRO DE 2017

Dia 23
Almoço de confraternização da família Macedo Pinto no apartamento de Zaíra Macedo, na Praia do Futuro, organizado pela cunhada Rosy Mary (Meirinha).
Grato a Zaíra, Márcia e Maristane pelos presentes que recebi. De Maristane Macedo ganhei o livro "Médico de Homens e de Almas", de Taylor Caldwell. E o pudim de leite que a Meirinha serve nessas ocasiões é de se comer rezando.
Dia 24
Jantar de confraternização da família Gurgel Carlos no salão de festas do Condomínio Les Jardins, no Cocó, organizado por minha irmã Meuris.
Andreas Heger, esposo de Mirna, presenteou a matriarca de nossa família (foto) com uma Pirâmide de Natal. As Pirâmides de Natal (Weihnachtspyramide) são decorações natalinas que têm suas raízes no folclore e  costumes da Alemanha, mas que se tornaram populares internacionalmente. Elas compreendem uma moldura exterior piramidal decorada com candelabros e um carrossel central em vários níveis com um rotor na parte superior que, conduzido pelo ar quente das velas acesas, faz movimentar o carrossel. Este, por sua vez, é decorado com cenas da Natividade embora possa sê-lo também com cenas da vida cotidiana.
Pirâmide de Natal
Jantar de confraternização da família Almeida Soares em Curió, na Lagoa Redonda.
Apenas fui deixar Elba, Natália e Rodrigo no local em que transcorria esta festa natalina que reunia os familiares do meu genro Rodrigo: a residência do casal Marcos e Bárbara.
Dia 25
Churrasco de confraternização da família Almeida Gurgel, na Cidade dos Funcionários, organizado pela prima Solange.
Uma tarde muito agradável. O encontro foi animado por um trio musical formado por Paulo Feitosa Gurgel e dois tios dele.  O Paulinho é um excelente cantor e o anfitrião Sr. Jair, esposo de Solange e que é atracador de embarcações, irradia bom humor. Dei uma "canja" no violão.

HOJE É NATAL

Diogo Fontenelle
Hoje é Natal, hoje é azul domingo de verão, praia e sol.
Natal que me devolve os tempos de colégio pela maré,
O Natal dos sinos dominicais a ecoar por via de caracol,
Caracol de esperas por Papai Noel a descer na chaminé.

Hoje é Natal e fico a reviravoltear a ampulheta dos dias,
Quando eu vestia a vida com cheiro de talco e madrigal,
Quando eu aprendia o nome das coisas. Mas, não sabia
Das essências do mundo, do mel e do feito em vendaval.

Hoje é Natal e não mais espero pelo Bom Velhinho Noel.
Sei que os sinos não dobram por mim. Eu apenas resisto.
Hoje é Natal e necessito um fiapo de sonho em carrossel,
Uma gota de poesia nesse horizonte de vazio imprevisto.

Bônus:
Uma apresentação da USAF Band na Grand Central Station

O CINEMA DE ARTE NO FAMILIAR

"É pura emoção ver esta imagem, que saudades. Quantas vezes frequentei a sala do Cine Familiar e, quase todos os dias, lá estava assistindo a todos os gêneros de filmes: bang-bang, "O Ébrio", Elvis Presley, e tanto outros. Naquela época não tinha uma formação consistente sobre cinema, cheguei a ver a obra-prima "Cidadão Kane", que foi exibido numa sessão de cinema de arte e, veja só, o filme recebeu uma estrondosa vaia! Muito jovem, nem eu mesmo saquei, mas já naquela época senti que o filme tinha algo a mais."
O comentário acima foi enviado pelo leitor Benevides2010 para uma foto do Cine Familiar que postei no Flickr em 2007. Sem acessar minhas fotos no Flickr desde então, só recentemente é que fui ver o comentário deste leitor, a quem agradeço pelo registro de sua opinião.
https://www.flickr.com/photos/92445308@N00/542846467/in/dateposted-public/
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Ver: http://www.cinemadearte.com.br/cinema-de-arte/
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Segue-se um agregado de notas e notícias em "Linha do Tempo"sobre o Cine Familiar de Otávio Bonfim:
O COMEÇO DO CINE FAMILIAR
O FIM DO CINE FAMILIAR
O MURO DAS FORNICAÇÕES - 1
O MURO DAS FORNICAÇÕES - 2
ENSAIOS SOBRE O CINE FAMILIAR
NO ESCURINHO DO CINEMA
O CINEMA DE ARTE NO FAMILIAR (esta postagem)

NATÁLIA NA POLÍCIA CIVIL DO PARÁ





A cearense Natália de Macedo, graduada em Direito pela Universidade de Fortaleza (Unifor) e aprovada no exame da OAB - CE em 2013, acaba de concluir no IESP, em Marituba - PA, o Curso para Formação de Investigador da Polícia Civil do Estado do Pará.
Seus pais lhe desejam muito sucesso no cargo público que deverá assumir.

UMA FAMÍLIA CARIOCA DO SÉCULO XVI

por André Garcia (*)
Os leitores e leitoras do blog Meu Sangue Brasileiro já devem ter notado que cito bastante o livro de Heitor Gurgel, hoje resolvi contar a história de como o ganhei.
Dia 23 de Junho de 2009 (terça-feira) tive uma conversa por e-mail com o primo Agnor Nunes Gurgel Júnior, em que relatei o pouco que sabia sobre a família da minha avó paterna.
Comovido com a história e percebendo que eu era um genealogista nato, me solicitou como resposta o meu endereço para que me enviasse um livro. Foi um gesto muito nobre.
Dia 6 de Julho de 2009 (segunda-feira), saía da Agência Alencarina em Fortaleza - CE com destino a distante cidade de Manaus - AM, o misterioso livro.
Dia 9 de Julho de 2009 (quinta-feira), cheguei em casa, depois de voltar da escola (eu estava no terceiro ano do Ensino Médio). Quando cheguei, minha irmã me deu a notícia que eu havia recebido uma correspondência.
Ao ver o envelope, primeiro analisei as duas carimbadas que revelavam a origem da correspondência que veio lá da terra das jangadas. Não posso me esquecer dos dois selos:
👀
O da direita é a "Manicure" do artista plástico brasileiro Hector Consani (1973-), que faz parte do catálogo de selos postais dos Correios desde 06/11/2006;
O da esquerda é "Marcel Gontrau', obra desaparecida do pintor brasileiro Cândido Portinari (1903-1962), que faz parte do catálogo de selos postais dos Correios desde 08/12/2003;
(Costumava colecionar selos quando menino, por algum motivo parei, possa ser que com o tempo volte a cultivar esse hobby como antes, a ponto de me interessar novamente pela filatelia, o estudo de selos postais).
Ao abrir o envelope, encontrei a fotocópia de um livro muito procurado, que já e reli diversas vezes.
Por se tratar de um livro em edição limitada, me sinto na missão de compartilhar as informações nele contidas aqui no meu blog.
Considerei e considero o livro como um presente de aniversário atrasado.
(*) André Garcia, residente em Manaus, é o controlador do blog Meu sangue brasileiro, do qual esta postagem foi transcrita.

O TIGRE DA ABOLIÇÃO

Foto: PGCS, 08/11/2017
No saguão da antiga estação ferroviária de Acarape-CE, atual sede do Paço Municipal da cidade, encontra-se uma placa com os seguintes dizeres:
Nossa homenagem ao passageiro mais ilustre da Estação de Acarape,
José Carlos do Patrocínio
José do Patrocínio era filho de uma escrava alforriada e, aos 14 anos, deixou a fazenda da família para tentar a vida na cidade do Rio de Janeiro. Em 1877, ingressou na redação de "A Gazeta de Notícias', onde intensificou os ataques à política escravocrata. Na capital do império, o Tigre da Abolição", como era conhecido por sua luta pela abolição da escravatura, veio de trem até pequena Vila de Acarape, acompanhado da Sociedade Libertadora Cearense, onde desembarcou nesta estação para dar o primeiro passo rumo a uma sociedade livre e fraterna, sem distinção de raça e cor.
Nossa cidade, nas palavras de Joaquim Nabuco em carta da Inglaterra afirma: "O Ceará é maravilhoso. Parece incrível que essa província faça parte do império. Acarape é mais do que um farol para todo o país: é o começo de uma pátria livre". Neste momento, Acarape foi destinada por seus filhos a fincar no solo da pátria a semente que germina um sonho de liberdade plantada pelos aguerridos abolicionistas.
A alforria dos escravos tornou-se uma grande festa cívica em que foram libertados 116 escravos. Há menos de um ano antes da província do Ceará, em março de 1884, Acarape aboliu a escravatura em 1º de janeiro  de 1883.
Raul Pompéia, o grande romancista, derrama-se em louvores. "O Acarape começa. Vai nascer o futuro". De volta ao Rio de Janeiro, José do Patrocínio denomina o Ceará "Terra da Luz".
Acarape, 29 de novembro de 2013
Em comemoração dos 140 anos do início da operação da linha férrea que trouxe o Grito da Liberdade.

GIROS FINAIS EM SANTIAGO

15/11 - quarta-feira
Foi o nosso último dia em Santiago do Chile. Quando seguimos um roteiro que poderíamos chamar de "nosso" (fora do pacote turístico).
Iniciando-o, por volta das 8 horas da manhã, com uma "caminhada de reconhecimento" da avenida Apoquindo. Nesse horário, muita gente já estava a andar apressadamente em suas largas calçadas. Em toda a sua extensão, a avenida recebe os passageiros de seis estações do metrô de Santiago.
Havia chovido um pouco antes de sairmos do hotel e fazia frio.
Em certo momento, paramos para apreciar um espetáculo inusitado. O edifício central do Costanera Center, que tem uma altura de 300 metros, o que faz dele o arranha-céu mais alto do Chile e da América Latina, como que "brincava de esconder" o seu topo nas nuvens (à maneira de alguns edifícios de Dubai).
No meio de tanta modernidade, vimos um pouco adiante uma farmácia mapuche. Sabe-se que há várias delas na cidade. No Chile, curandeiros mapuches são autorizados a trabalhar no atendimento de pacientes da etnia indígena, inclusive em hospitais.
A Apoquindo começa na avenida Tobalaba, como uma continuação da avenida Providencia, e termina no setor de Los Dominicos, quando se bifurca em duas ruas. Ela segue o antigo traçado de um caminho colonial para a Cordilheira. Ela passa por vários bairros da classe sócio-econômica alta, inclusive Las Condes. As sedes de importantes empresas e várias embaixadas estão localizadas na avenida Apoquindo. É onde está o coração do setor financeiro da cidade, conhecido popularmente como "Sanhattan".
Ao meio-dia, pegamos o trecho Alcántaras - Leones da Linha 1 do metrô e fomos ao restaurante Giratório. O Giratório fica no 18º andar de um edifício na rua Nueva Providencia, próximo a Los Leones. O restaurante é assim chamado porque faz um giro de 360 graus a cada hora, o que propicia a seus frequentadores uma visão panorâmica de todos os lados da cidade. A comida é muito boa e os pratos são individuais. O restaurante tem um cardápio normal e um cardápio executivo para o horário das 12 às 16 horas. O cardápio executivo só é apresentado quando o cliente o solicita. Consta de entrada, prato principal, sobremesa e bebida, sempre em duas opções. Restringindo-se a ele, duas pessoas almoçam por 33 mil pesos chilenos (cerca de 240 reais) com a propina incluída.
No Giratório
(No 16º andar do mesmo edifício, há outro restaurante com visão panorâmica, mas que não gira.)
Na avenida Andrés Bello, a poucas quadras de onde estávamos, fica o Costanera Center, ao qual fomos a pé para "facilitar a digestão". O Costanera Center - um complexo com quatro prédios ocupados por um shopping, escritórios, hotéis e centro de convenções. em que o shopping ocupa os 6 andares inferiores da torre principal, conhecida como Gran Torre de Santiago.
Desde 2014, o shopping Costanera Center passou a atrair ainda mais os visitantes com a inauguração do Sky Costanera. Um mirante situado no 62º andar da Gran Torre Santiago que oferece uma vista de 360 graus de toda a cidade. Os ingressos para o mirante apresentam preços que variam conforme a idade do adquirente e o dia da semana.
Após Elba ter feito compras (mas não todas), saímos do Costanera para um segundo shopping, o Parque Arauco. Menor do que o primeiro, o Arauco (que estava em obras) apresenta um aspecto mais simpático. Tem lojas, quiosques, salas de cinema e uma praça de alimentação, assim como qualquer shopping. Mas o Arauco, na entrada que dá para a avenida Kennedy, tem o seu Boulevard del Parque, com muitos bares e restaurantes. Lamentamos não termos estado no tal Boulevard anteriormente.
Os dois shoppings dispõem de uma modalidade de serviço de táxi, o táxi seguro, em que as corridas são previamente acertadas com os clientes para evitar que estes sejam ludibriados por taxistas desonestos.
Costanera
Arauco










Às 21h30, uma van da CVC nos transportou do Hotel Leonardo da Vinci ao aeroporto internacional de Santiago (distância: 27 km) para a nossa viagem de volta ao Brasil. O avião da Avianca decolou na hora prevista (0h55, do dia 16) e chegou pontualmente a Guarulhos, onde a companhia aérea nos ofereceu a opção de embarque num voo mais cedo para Fortaleza, o que imediatamente aceitamos.
Links internos:
http://blogdopg.blogspot.com.br/2015/12/um-dia-inesquecivel.html (FGF)
https://blogdopg.blogspot.com.br/2017/11/chile-tem-dois-ganhadores-do-nobel-de.html
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CORDILHEIRA DOS ANDES

14/11 - terça-feira
Em 1975, passei cinco dias em Bogotá, um dos quais reservei para conhecer a cidade de Villavicêncio, capital do departamento de Meta. Situada no sopé da Cordilheira dos Andes, a 90 quilômetros da capital colombiana, ir a Villavicêncio foi um agradável passeio feito em ônibus de linha, a partir de Bogotá. No estilo bate-pronto, indo e voltando no mesmo dia. Com a continuidade da excursão, ainda me aconteceu de sobrevoar os cumes nevados dos Andes em duas oportunidades: indo de Bogotá a Quito, onde passei três dias, e ao prosseguir a viagem de Quito para Lima.
Agora, retorno à Cordilheira, desta vez acompanhado de Elba, para a realização de um novo passeio andino. Um passeio panorâmico nos Andes Centrais chilenos, margeando o Rio Mapocho e com paradas previstas em Valle Nevado e Farellones.
Em linha reta, a distância entre o centro histórico de Santiago e o Valle Nevado é 32 quilômetros. No entanto, a subida de um local com 500 metros de altitude para outro situado na montanha, com 3.100 metros de altitude, faz com que a distância e o tempo de viagem se tornem bem maiores.  E a estrada de acesso, mesmo estando sem neve no atual período, requer boa experiência de quem dirige o veículo. É estreita e tem um total de 62 curvas íngremes e fechadas até chegar ao centro de esqui de Valle Nevado. E quem dirige também precisa tomar cuidado com os outros veículos que trafegam em sentido contrário e com os ciclistas de alta performance que pedalam pelo caminho. 
Elba, en el Valle Nevado (no muy cubierto de nieve) 
Por não estar no inverno, os equipamentos da estação de esqui de Valle Nevado não estavam funcionando. Apenas uma loja que vende roupas de inverno e acessórios para neve estava aberta a eventuais compradores. E seus hotéis também estavam fechados, embora os visitantes possam circular livremente pelas áreas comuns da estação. Condores foram vistos pousados em telhados de onde decolavam para os voos que eles fazem aproveitando as correntes aéreas. Parecem urubus crescidos, com os machos podendo ser identificados pelo anel de penas brancas que ostentam no pescoço, além de serem mais corpulentos do que as fêmeas.
No começo da tarde, conforme a hora combinada, retornamos à van que nos levaria a Farellones. Além de uma estação de esqui (também temporariamente fechada), existe no lugar um vilarejo. Com casas, escola e um pequeno comércio. No único restaurante de Farellones, almoçamos. Ou, pelo menos, tentamos fazê-lo. Pensem na qualidade da comida. Diante das minhas justas reclamações, a dona do estabelecimento aquiesceu em que eu não pagasse a propina (ora, esta é só sugerida no Chile).
Farellones e sua vizinha El Colorado são duas estações de neve perto da capital chilena. Muito antigas, foram desde sempre uma área de lazer para os amantes da natureza e dos esportes de inverno que viviam em Santiago – e que passaram a construir casas de fim de semana, e assim fizeram surgir estes dois vilarejos de montanha.
E a volta para Santiago, principalmente para o desespero de uma turista em pânico, pareceu mais demorada. Restou-me continuar vendo as florzinhas amarelas típicas da região que, contrastando com a cor cinza das  montanhas, chegavam a formar tapetes nas encostas, tal a quantidade delas; as minicachoeiras produzidas pelo degelo dos glaciares (que preparam o Rio Mapocho para sua passagem por Santiago, a caminho do Pacífico); e, à beira da estrada, uma raposa da tarde, hesitante entre fugir e se aproximar de nós (teríamos algum petisco para ela?).
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